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Sexta-feira, Janeiro 21, 2022
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Triatlo | Irmãos Batista caminham para se tornarem os Brownlee de Torres Novas

Com apenas 15 anos, João Nuno pasmou os fãs de triatlo ao conquistar a medalha de prata no Campeonato do Mundo de juniores da modalidade, mas a ambição dele, e do irmão, está já firmada em patamares mais altos.

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A 06 de novembro, depois de um ano em que a pandemia impediu a realização do mundial de juniores de triatlo, João Nuno Batista, do Triatlo de Torres Novas, apresentou-se em Quarteira, no Algarve, com a ambição de seguir as pegadas do irmão.

Em 2019, Ricardo, hoje com 20 anos, conquistou o título de campeão do mundo nessa categoria e este ano a medalha de ouro ia novamente ficando na casa da família Batista.

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“O irmão foi campeão do mundo em 2019, ele fez segundo lugar e não fiquei com o título em casa por uns segundos”, conta sorridente Óscar Batista, pai destes irmãos, realçando que o benjamim acabou por ficar em segundo, mas tem pela frente mais oportunidades de alcançar o feito do irmão.   

“O Mundial em Quarteira foi inédito. Nunca houve ninguém a ser medalhado tão novo num campeonato do mundo de juniores, é um recorde, e ele ainda pode chegar ao ouro nos próximos três anos”, realça Óscar.

Com apenas 15 anos, João Nuno pasmou os fãs de triatlo ao conquistar a medalha de prata no Campeonato do Mundo de juniores da modalidade. Foto: DR
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O jovem atleta assume que ele próprio ficou surpreendido por tamanho sucesso e promete não facilitar em nada para repetir o ouro do irmão Ricardo.

“Foi a minha melhor prova, sem dúvida. Caí na partida, mas na natação consegui recuperar, no ciclismo manter-me no grupo em que estava e na corrida dar tudo até terminar no segundo lugar. Foi uma surpresa, não estava à espera. Ficar entre os 10 primeiros era muito bom, mas conseguir o segundo lugar foi inacreditável”, admite João Nuno.

Cinco anos mais velho, Ricardo Batista fala com orgulho do que o irmão alcançou, augura-lhe um futuro promissor e sabe que em breve o ‘vai ter à perna’ a lutar pelos lugares da frente.

“Senti um orgulho enorme no que ele conseguiu. Ficou em segundo, mas é excelente na mesma, porque era o atleta mais novo em competição. Alcançar um segundo lugar logo na estreia na competição é um ótimo indicador para os próximos anos”, afirma Ricardo, que revela que existe rivalidade entre ambos, com direito a picardias e tudo, mas que é “uma rivalidade super-saudável”, que “move os dois para o sucesso”.   

Ao conhecer a história dos irmãos Batista é impossível não recordar os irmãos Brownlee, Alistair e Jonathan, que nos Jogos Olímpicos de Londres e no Rio de Janeiro dominaram a prova e nos campeonatos do mundo alcançaram um sem número de vitórias.

O torrejano Ricardo Batista, do Clube de Natação de Torres Novas. Foto arquivo: mediotejo.net

Paulo Antunes, que treina os dois irmãos Batista, reconhece que ambos têm potencial para escrever páginas semelhantes na história da modalidade, mas alerta para os desafios que terão de superar.

“Podemos dizer que este resultado foi precoce e agora a nossa principal missão é colocar o João Nuno com os pezinhos bem assentes no chão. Tem pela frente mais alguns anos para tentar conseguir o que o irmão fez e ser campeão do mundo, e só isso já é revelador de um nível brutal. Mas nestas idades é preciso muita atenção para não ficarem demasiado entusiasmados, explicar-lhes que é um processo e que há mais resultados para atingir”, sublinha o treinador.

O treinador do Triatlo de Torres Novas explica que João Nuno pode sentir-se pressionado por ele próprio a ser melhor para chegar ao que o irmão já atingiu e que passa também por aí grande parte do trabalho que tem programado para o jovem de 15 anos.

“Noto o João Nuno muito focado. Costumo dizer que é um monstro de competição, motivado pelo resultado”, elogia o treinador.

Óscar, o pai, orgulhoso do que os filhos têm alcançado, revela que ajudá-los neste caminho “é o investimento de uma vida” e que a única expectativa que tem é que “continuem a fazer aquilo que gostam”.

“O Ricardo está num percurso olímpico, para o João ainda é cedo. Mas claro que se trabalhar e se dedicar, o objetivo destes atletas é sempre atingir os Jogos Olímpicos”, assume.

Depois de duas semanas de férias, João Nuno está de volta aos treinos e os próximos objetivos já foram eleitos.

“Quero ser campeão da Europa e conquistar o campeonato do mundo no próximo ano. Este ano não foi possível, mesmo tendo dado tudo o que tinha, mas ainda tenho mais três anos e vou fazer o meu melhor para repetir o feito que o meu irmão atingiu em 2019”, promete o triatleta, que garante que não está deslumbrado.

“Um atleta que não tenha foco não vai a lado nenhum. O trabalho bate sempre o talento”, termina convicto.

Agência de Notícias de Portugal

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