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Sábado, Outubro 23, 2021

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Três dias de luto nacional pela morte de Mário Soares

Mário Soares morreu este sábado, dia 7 de janeiro, no Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa, onde estava internado há 26 dias, desde 13 de dezembro. O Governo decretou três dias de luto nacional, a partir de segunda-feira.

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O corpo do antigo Presidente da República vai estar em câmara ardente no Mosteiro dos Jerónimos a partir das 13:00 de segunda-feira, e o funeral realiza-se a partir das 15:30 de terça-feira, no Cemitério dos Prazeres, em Lisboa.

Nascido a 07 de dezembro de 1924, em Lisboa, Mário Alberto Nobre Lopes Soares, advogado, combateu a ditadura do Estado Novo e foi fundador e primeiro líder do PS.

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Após a revolução do 25 de Abril de 1974, regressou do exílio em França e foi ministro dos Negócios Estrangeiros e primeiro-ministro entre 1976 e 1978 e entre 1983 e 1985, tendo pedido a adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia (CEE), em 1977, e assinado o respetivo tratado, em 1985.

Em 1986, ganhou as eleições presidenciais e foi Presidente da República durante dois mandatos, até 1996.

Contactado pelo mediotejo.net, o presidente da Federação Distrital do PS, António Gameiro, lembrou um homem muito culto, que gostava de comer e da boa gastronomia e que se ria das suas próprias fragilidades.

António Gameiro esteve envolvido com a juventude da campanha de Mário Soares nas eleições presidenciais de 1986 e encontrou-se com o ex-presidente em várias ocasiões, sobretudo em conversas com o próprio na Fundação Mário Soares e em atividades na Casa Museu Centro Cultural João Soares, em Cortes (Leiria).

“Convidou-me duas ou três vezes para falar com ele na Fundação. Sobre política, sobre o futuro. Gostava de falar sobre tudo”, recorda. “Era uma pessoa muito afável, muito simpática. Com uma cultura geral fora do comum. Uma pessoa muito bem informada”, lembra o responsável político, que estará presente no Mosteiro dos Jerónimos para o velório e na terça-feira no funeral, estando a organizar autocarros para levar os militantes do distrito de Santarém até Lisboa.

“Das vezes que almoçámos juntos coincidiram interesses, gostávamos ambos de comer”, comenta. “Ele tinha muito prazer em conversar à mesa. Era uma pessoas com um sentido fino de humor. Gostava de se rir de si próprio, o que mostra que era boa pessoa”, constata.

“Foi uma pessoa que ao longo da vida fez sempre uma auto-crítica. Uma pessoa de coragem e combatividade”, constatou o líder dos socialistas de Santarém.

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