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Terça-feira, Janeiro 18, 2022
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“Transporte a Pedido” no Médio Tejo vence prémio europeu Regiostars

Entre centenas de candidaturas, o projeto “Transporte a Pedido”, concebido pela Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT), venceu o Prémio Regiostars 2021 / Escolha do Público, na categoria “Reforçar a mobilidade ecológica nas regiões”. O anúncio foi feito ao final da tarde desta quinta-feira, 2 de dezembro, numa cerimónia em Bruxelas, onde esteve presente a presidente da CIMT, Anabela Freitas, e o secretário executivo da CIMT, Miguel Pombeiro.

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Este concurso, promovido desde 2008 pela Comissão Europeia, distingue anualmente projetos financiados por fundos europeus que tenham demonstrado sucesso com novas abordagens no âmbito do desenvolvimento regional.

O Transporte a Pedido no Médio Tejo, financiado pelo Programa Centro 2020, foi criado em 2013, com um projeto-piloto no concelho de Mação. Pioneiro a nível nacional, procurou uma solução alternativa e inovadora de transporte público para zonas mais isoladas e com poucos habitantes.

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O projeto foi crescendo ao longo dos anos e hoje abrange já os 13 concelhos do Médio Tejo, contando com 70 circuitos e 1.200 passageiros por mês, e “tem provado a sua sustentabilidade ambiental e económica, contribuindo para a inclusão social”, refere a CIMT em comunicado de imprensa.

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Anabela Freitas, presidente da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, salienta que “o dia de hoje representa um marco para a CIMT e para o Transporte a Pedido, pois conseguimos realizar um grande feito ao alcançarmos este prémio em tão prestigiado concurso europeu. O dia de hoje também é de agradecimento a todos aqueles que se envolveram neste projeto, desde técnicos da CIM e dos municípios aos autarcas e a todos os parceiros que sempre acreditaram neste projeto. Hoje afirmamos ainda mais um projeto que não é apenas de mobilidade, mas também de inclusão social, amigo do ambiente e que é essencial para a qualidade de vida dos nossos cidadãos. Vamos prosseguir com o investimento e a aposta neste projeto para continuarmos a unir uma região”.

Para Isabel Damasceno, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional da Região Centro (CCDRC), “este prémio destaca, uma vez mais, o esforço que se faz na região Centro para aplicar os fundos comunitários em projetos que verdadeiramente alteram a qualidade de vida dos seus cidadãos, nomeadamente em territórios de menor densidade populacional. Trata-se de um reconhecimento europeu, que muito nos orgulha, e que certamente permitirá à CIM do Médio Tejo inspirar outros territórios, um pouco por toda a Europa, demonstrando que é possível apostar em novas soluções para fazer face ao desafio de tornar a mobilidade dos territórios mais ecológica​”.

A Comissária responsável pela Coesão e Reformas, a portuguesa Elisa Ferreira, falou na cerimónia para “felicitar calorosamente” os dez vencedores dos projetos da política de coesão da UE de 2021. “São modelos de referência para todos aqueles que querem contribuir para melhorar a vida das pessoas com a utilização dos fundos da União Europeia”, disse. “Graças aos Regiostars, ficámos a saber que os projetos de excelência e inovação estão em todo o lado na Europa. Basta procurá-los e destacá-los devidamente. Continuaremos a procurá-los e continuaremos a dar-lhes o nosso apoio.”

Vencedores dos Prémios Regiostars 2021

  • No âmbito do prémio “Europa INTELIGENTE: aumentar a competitividade das empresas locais num mundo digital” (primeira categoria), foi galardoado o projeto belga Integration 3D metal printing. O projeto apoia a implementação da tecnologia de impressão 3D de metais em pequenas e médias empresas (PME) através de uma abordagem integrada e inovadora do conhecimento e da tecnologia. A ideia é facilmente transferível para outros contextos com tradição industrial.
  • Quanto ao prémio “Europa VERDE: comunidades ecológicas e resilientes em contextos urbanos e rurais” (segunda categoria), venceu o projeto ICCARUS (Gent knapt op) que criou um regime financeiro único de renovação de habitações para 100 proprietários vulneráveis de habitações em Gante, na Bélgica. Este projeto tem uma forte componente social e é facilmente transferível para outros locais, incluindo regiões menos desenvolvidas, bem como para outros setores.
  • O prémio “Europa JUSTA: promover a luta pela inclusão e contra a discriminação” (terceira categoria) foi para o projeto TREE – Training for integrating Refugees in the Euregion, que facilita a integração dos refugiados através do desenvolvimento de um programa de formação baseado nas necessidades para profissionais que trabalham com refugiados e migrantes e de um programa de qualificação para intérpretes sociais. Os vencedores são dos Países Baixos, da Alemanha e da Bélgica.
  • Travelling Solidary Cannery recebeu o prémio na quarta categoria, “Europa URBANA: promover sistemas alimentares ecológicos sustentáveis e circulares em áreas urbanas funcionais”. O projeto proporciona a pessoas desfavorecidas o acesso a alimentos saudáveis e justos a preços acessíveis durante todo o ano. Ao mesmo tempo, este projeto cria uma série de novas profissões centradas na produção, valorização, logística e comercialização de produtos locais, como também de produtos não vendidos provenientes de supermercados ou colheitas excedentárias. O vencedor é da Bélgica.
  • No que diz respeito ao tema do ano: “Reforçar a mobilidade ecológica nas regiões – Ano Europeu do Transporte Ferroviário 2021” (quinta categoria), o vencedor é o projeto North-West Multimodal Transport Hub, do Reino Unido e da Irlanda. Este projeto oferece uma maior capacidade ferroviária e apresenta um bom equilíbrio de serviços a quem se desloca de bicicleta e usufrui da mobilidade ativa e aos utentes dos transportes públicos de Londonderry, incentivando igualmente a transferência modal em detrimento do automóvel para os transportes públicos.
  • Por último, o prémio do público é atribuído ao BEGIN, um projeto que une as cidades, os cidadãos e as partes interessadas através da cocriação de projetos de infraestruturas «azuis e verdes» em dez cidades nos Países Baixos, no Reino Unido, na Suécia, na Bélgica, na Noruega e na Alemanha. O projeto tem por objetivo reduzir o risco de inundações até 30 % e melhorar a qualidade de vida. Outros favoritos do público incluem os projetos Balkan Road (na primeira categoria), Baltazar (terceira categoria), Digital Farming Specialist (quarta categoria) e Transporte A Pedido (quinta categoria).

Sou diretora do jornal mediotejo.net e da revista Ponto, e diretora editorial da Médio Tejo Edições / Origami Livros. Sou jornalista profissional desde 1995 e tenho a felicidade de ter corrido mundo a fazer o que mais gosto, testemunhando momentos cruciais da história mundial. Fui grande-repórter da revista Visão e algumas da reportagens que escrevi foram premiadas a nível nacional e internacional. Mas a maior recompensa desta profissão será sempre a promessa contida em cada texto: a possibilidade de questionar, inquietar, surpreender, emocionar e, quem sabe, fazer a diferença. Cresci no Tramagal, terra onde aprendi as primeiras letras e os valores da fraternidade e da liberdade. Mantenho-me apaixonada pelo processo de descoberta, investigação e escrita de uma boa história. Gosto de plantar árvores e flores, sou mãe a dobrar e escrevi quatro livros.

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1 COMENTÁRIO

  1. Isto parece tudo muito bonito e funcional, mas na prática, talvez não o seja.
    Pela experiência que tenho no concelho de Idanha-a-Nova, além de não ser dada informação aos munícipes das alterações feitas, os transportes, desde o começo da pandemia, tornaram-se péssimos. Há apenas um dia da semana com transporte normal (não sei se também o será nas férias escolares), porque nos outros dias, para se ir de Monsanto até Castelo Branco, o que demorava cerca de 1h30, passou para 2h30!
    Nas férias escolares a situação é diferente, pois temos de solicitar transporte com 4 dias de antecedência. Enfim, de mal a pior, assim se contribui para o desenvolvimento do interior…

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