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Sexta-feira, Maio 7, 2021

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Tramagal | Ribeira de Alcolobre em destaque na National Geographic

A ribeira de Alcolobre é uma das fotos em destaque este mês de outubro na revista National Geographic Portugal. Da autoria de Carlos Correia, a qualidade do registo fotográfico não só deu o destaque a esta ribeira como questiona: “Pode uma fotografia confundir-se com uma pintura?”

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Na ribeira de Alcolobre, perto da aldeia do Crucifixo (freguesia de Tramagal, concelho de Abrantes), “o fotógrafo deparou com esta metáfora do Outono expressa no espelho de água. A vegetação tombava sobre a água, um moinho vizinho (apropriadamente conhecido como o Moinho do Poeta) emprestava contexto a este afluente do Tejo”, pode ler-se na descrição feita pela revista.

Embaixador em Portugal da Kolari Vision, uma empresa norte-americana que converte câmaras para infravermelhos e full spectrum, o fotógrafo procurou um enquadramento adequado. A imagem resultante deixou a paisagem com “cores diferentes das que estamos habituados na fotografia dita normal”, refere a National Geographic.

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A ribeira de Alcolobre marca o limite entre o concelho de Abrantes e Constância e desagua na margem esquerda do rio Tejo, representando seguramente um dos locais mais belos do Ribatejo Interior. Ao longo do seu percurso atravessa um vale encaixado e profundo que involuntariamente condicionou a utilização de todo o ecossistema ribeirinho, preservando-se o património natural ali existente.

Com uma galeria ripícola bem conservada composta pelo amieiro (Alnus glunitosa), freixo (Franxinus angustifolia), borrazeira-preta (Salix atrocinerea), borrazeira-branca (Salix salvifolia) e amieiro-negro (Frangula alnus), a ribeira de Alcolobre alberga ainda uma comunidade representativa de gilbraldeira (Ruscus aculeatus) e de feto-real (Osmunda regalis).

No que diz respeito ao património construído realça-se a presença de várias ruínas de azenhas e respectivas levadas que conduziam a água.

A revista já havia dado destaque à foto de Carlos Correia em janeiro deste ano.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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