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Segunda-feira, Outubro 25, 2021

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Tramagal | PS e MIFT aprovam moções sobre as acessibilidades rodoviárias a Tramagal e região envolvente

Na última reunião da Assembleia de Freguesia de Tramagal, realizada no segunda-feira, dia 24 de setembro, no Crucifixo, na presença de cerca de três dezenas de cidadãos que fizeram questão de participar e assistir ao debate de ideias sobre as questões que afetam a sua comunidade, voltou a debater-se o problema da má acessibilidade rodoviária que há décadas afeta esta vila do concelho de Abrantes e toda a região envolvente.

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Foram aprovadas por unanimidade duas Moções, apresentadas por PS e Movimento Independentes Freguesia Tramagal (MIFT), respetivamente, e que apontam a urgência da resolução do problema, atendendo aos constrangimentos que provoca ao desenvolvimento regional, à atividade de muito importantes empresas situadas em Tramagal, em Constância Sul e no Eco Parque do Relvão (Chamusca), assim como ao Campo Militar de Santa Margarida.

Nova ponte em Tramagal é defendida pelas forças politicas eleitas na freguesia. Foto: DR

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Coincidindo no objetivo genérico, as propostas apresentadas pelas forças políticas representadas na Assembleia avançaram caminhos diferentes para vencer a barreira das “curvas de Tramagal” e da distância ao sistema de autoestradas nacional:

A proposta do Partido Socialista foi no sentido de solicitar ao Estado, através da Infraestruturas de Portugal, que considere como prioritária a implementação do troço do IC9 de ligação de Abrantes a Ponte de Sor e da respetiva nova travessia sobre o Tejo, conforme previsto no Plano Rodoviário Nacional 2000.

A moção apresentada pelo Movimento Independente Freguesia Tramagal sugeriu a adaptação do sistema rodoviário existente, com a construção de uma “ponte mais simples, mas também de maior polivalência”, efetuando a ligação entre a EN118 e a EN3 / A23 através da Estrada da Zona Industrial de Tramagal e do acesso à antiga Barca de Caldelas.

O PS, através do presidente da Junta de Freguesia de Tramagal, Vitor Hugo Cardoso, disse que a Moção do Partido Socialista “vai ao encontro do definido e inscrito no Plano Rodoviário Nacional, com localização, vias circulantes e estudo de impacto ambiental aprovados, um traçado que continua a fazer todo o sentido implementar a bem de melhores acessibilidades às empresas e indústrias aqui instaladas, e a bem do desenvolvimento não só da freguesia mas como de toda a região envolvente”.

O MIFT, através de António José Carvalho, considerou que a proposta apresentada tem “uma melhor relação custo/benefício do que a implementação do IC9, que é capaz de servir melhor os principais pontos de origem e destino do tráfego regional, e que potencia um bom interface com a rede ferroviária. No quadro financeiro e de evolução de tráfego previstos é uma solução com maior exequibilidade”, defendeu. Nestes termos, apelou ainda ao Estado e às Comunidades Intermunicipais que “articulem esforços para uma rápida solução do problema”.

A CIMT vai reunir esta quinta-feira e um dos temas que constam da agenda é precisamente a definição concertada entre todos os autarcas do Médio Tejo da lista de acessibilidades prioritárias a apresentar ao Governo para concretização, numa lógica do desenvolvimento integrado regional.

Nova travessia sobre o rio Tejo é uma antiga aspiração da comunidade de Tramagal. Imagem. DR

Conheça as moções aprovadas por unanimidade: 

1 – Moção PS, a favor da concretização da travessia do Tejo, no concelho de Abrantes, inscrita no Plano Rodoviário Nacional 2000.

Tendo em conta a discussão pública acerca da localização da nova travessia sobre o Rio Tejo. Considerando o Plano Rodoviário Nacional 2000 (PNR 2000) que prevê a construção do IC9 entre Tomar e Ponte de Sôr, contemplando a construção de uma ponte sobre o Tejo e respetivas acessibilidades à Freguesia de Tramagal, determinantes para o desenvolvimento da região, nomeadamente do concelho de Abrantes e limítrofes.

Os eleitos do Partido Socialista da Freguesia de Tramagal reiteram que as acessibilidades consideradas no PRN 2000, nomeadamente a construção de uma travessia sobre o Tejo e respetivas acessibilidades à Freguesia de Tramagal, devem ser concretizadas de acordo com o Plano.

Deve esta Moção ser remetida à Câmara Municipal de Abrantes, Assembleia Municipal de Abrantes, Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, CCDR Lisboa e Vale do Tejo, CCDR Centro, e Ministério do Planeamento e Infraestruturas.

2 – Moção MIFT sobre as acessibilidades rodoviárias a Tramagal e região envolvente

“Considerando que a má acessibilidade rodoviária à vila de Tramagal é um dos principais constrangimentos ao seu crescimento económico e ao desenvolvimento da região; Considerando a relevância nacional de empresas e instituições que sentem dificuldades devido às más acessibilidades em questão, especialmente as dos parques industriais de Tramagal, Constância Sul e Relvão, bem como o Campo Militar de Santa Margarida; Considerando as recentes tomadas de posição sobre a rede rodoviária da região ocorridas na Assembleia da República e na Assembleia Municipal de Abrantes, bem como as notícias que dão conta de estar em curso um processo de deliberação sobre esta matéria no âmbito da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo e do Ministério do Planeamento e das Infraestruturas.

A Assembleia de Freguesia de Tramagal deliberou:

– Recomendar ao Ministério do Planeamento e das Infraestruturas que considere prioritária a implementação de uma nova travessia sobre o Tejo que sirva diretamente a vila de Tramagal, sugerindo que seja analisada a possibilidade de ligação entre a EN 118 e a EN 3 / A 23, entre os lugares de Lamacheira (Freguesia de Tramagal) e Caldelas/Abrançalha (União das Freguesias de Abrantes), que se configura solução com boa relação custo/benefício para resolver os problemas de acessibilidade existentes.

– Recomendar à Câmara Municipal de Abrantes que nos processos de definição dos próximos investimentos rodoviários em que participe não deixe de considerar absolutamente prioritária a construção de uma nova travessia sobre o Tejo no Concelho.

– Enviar a presente Moção ao Ministério do Planeamento e Infraestruturas, à Câmara Municipal de Abrantes e à Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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