Apoie o jornalismo que fazemos,
junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Quinta-feira, Outubro 21, 2021

Apoie o jornalismo que fazemos, junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Tramagal | ‘Os Calhambeques’, tributo a Roberto Carlos, estreiam-se esta sexta-feira (C/VIDEO e FOTOS)

Chamam-se ‘Os Calhambeques’, prestam tributo ao património musical de Roberto Carlos, e é um novo projeto que está a nascer na região, estando a apresentação oficial do primeiro espetáculo ao vivo agendado para esta sexta-feira, dia 21 de setembro, no espaço amplo e ar livre proporcionado pelo ringue de futebol de salão da Sociedade Artística Tramagalense (SAT). A antecipação do momento, que vai decorrer no ‘1º Encontros e Reencontros’, a decorrer esta sexta-feira e sábado, com passagem de modelos, dj´s, e arraial popular assegurado pelos ‘Toc&Foge’, foi feita ao mediotejo.net, que acompanhou um dos ensaios da banda.

- Publicidade -

Os ensaios têm estado a decorrer na SAT, em Tramagal, e o mediotejo.net foi espreitar o que aquele grupo de oito amigos, com muitos anos de experiência de palco e muitos quilómetros de estrada, estiveram a preparar para a apresentação e estreia dos concertos.

Foi na ampla sala de espetáculos da Sociedade Artística Tramagalense (SAT) que o grupo de oito ‘Robertos’, como os amigos agora lhes chamam, nos recebeu, durante mais um ensaio da banda em preparação e afinação dos temas do mítico cantor brasileiro.

- Publicidade -

‘Os Calhambeques’, [nome de uma famosa música de Roberto Carlos], são compostos pelo teclista Francisco Velez, 57 anos, pelo baixista José Cabaço, 65 anos, ambos da Chamusca, pelo baterista Sílvio Tomás, 63 anos, do Pinheiro Grande, pelos vocalistas Carlos Rosa, 55 anos, de Praia do Ribatejo, e Filipe Poupino, 51 anos, do Pego, pelo guitarrista Lino Réquio, 64 anos, pelo teclista Fernando Barralé, 47 anos, e pelo percussionista António José Santos, 58 anos, estes últimos todos de Tramagal.

Texto e video: Mário Rui Fonseca; fotos: Jorge Santiago

O mediotejo.net falou com Carlos Rosa, Francisco Veles e Tozé Santos, três dos oito artistas de ‘Os Calhambeques’:

mediotejo.net – Carlos, como surgiu o nome ‘Os Calhambeques’ para este Tributo a Roberto Carlos?

Carlos Rosa, vocalista – Foi uma escolha muito difícil porque ele tem temas do outro mundo, a tal música que nunca morre e a escolha do nome da banda também não foi fácil…. Chamam-nos os Robertos mas são os vocalistas na brincadeira e acabou por ficar ‘Os Calhambeques’, uma vez que era um tributo a Roberto Carlos.

O tema ‘Calhambeque’ é um dos muitos temas que marcam a carreira de Roberto Carlos…

O Calhambeque é a música mais popular, mais acessível ao comum dos mortais. Nem toda a gente tem educação musical ou ouvidos para isso. Há gente que estuda música uma vida inteira, mas não nasceu para aquilo. Falta-lhes o sentido rítmico… isto é um dom. As pessoas alinham nestas coisas por uma questão de gosto. Há bandas de tributa a Brian Adams e assim…. Mas no caso de Roberto Carlos a música é mais transversal, digamos assim. Agrada a gregos e a troianos, dos 8 aos 80, não há que não goste.

E como é lidar com este grupo de músicos? Que é um grupo de amigos, certo?

Digamos que…logo à primeira, havia alguns elementos que eu não conhecia ainda e foi de facto um prazer conhecer este pessoal.

A composição do grupo ao vivo é fixa ou pode crescer?

Para começar somos 8 elementos, que é o que está pensado para espetáculos ao vivo, depois depende da dimensão da coisa. Para já vou ter umas sereias a cantar comigo, vamos ter um coro feminino também, e está previsto em coisas maiores termos metais também, a sério, um trio de metais e eventualmente cordas. Logo se vê. Vamos crescendo.

Carlos Rosa é um dos dois vocalistas dos Calhambeque. Foto: mediotejo.net

mediotejo.net – Velez, como surgiu esta ideia de um prestar um Tributo a Roberto Carlos?

Francisco Velez, teclista – A questão do tributo a Roberto Carlos tem a ver com o quê? Em relação à rapaziada que aqui anda é a identificação que possam ter com essa música…isto é malta que já toca quase tudo há 30/40 anos, alguns há 50, e ao fim e ao cabo quase toda a gente acabou por tocar musicas de Roberto Carlos. E porquê? Se pensarmos na língua portuguesa é indiscutivelmente daquelas pessoas a nível mundial mais conhecida a nível da língua portuguesa, a que mais vendeu e que mais temas tem. Tendo em conta que todos nós nos identificamos com as músicas de Roberto Carlos, todos nós tocámos em qualquer momento das nossas vidas, principalmente nos grupos de baile, todos nós passámos por isso, e também ter a ver com o gostar ou não. E todos gostamos.

E como se juntou este grupo de músicos e também de amigos para montar este espetáculo?

O juntar esta rapaziada toda começou com uma conversa comigo e com o Tozé Santos…. Já há algum tempo atrás andámos a pensar juntarmo-nos os dois num projeto qualquer musical e houve uma vez que eu disse: ‘E um tributo a Roberto Carlos?’….ninguém está a fazer neste momento, pelo menos em Portugal, pelo menos com esta dimensão de banda…. depois foi simples, foi juntar os outros, falámos com algum pessoal que o Tozé conhecia do Entroncamento, nomeadamente o Lino para a guitarra, o Barralé para teclados e o Filipe Poupino para ser uma das vozes, depois entendemos que deveríamos ter duas vozes. Entretanto veio malta da Chamusca comigo, principalmente o baixista, o Zé Cabaço, e o baterista, o Sílvio…já tocamos juntos há muito tempo e curiosamente já tocámos músicas do Roberto Carlos e depois juntámos o Carlos Rosa, que trabalha neste momento com eles e também já fez alguns trabalhos comigo…. Já nos conhecíamos todos e foi juntar o útil ao agradável.

Francisco Velez, teclista dos Calhambeque. Foto: mediotejo.net

E está a dar gozo….

A nós está! De certeza absoluta… há coisas que se criam e em termos dos oito que aqui estamos sente-se uma grande empatia. A malta dá-se toda, independentemente de muitos nunca se conhecerem de lado nenhum, mas damo-nos todos uns com os outros, gostamos muito de ir jantar juntos, de beber um copo juntos, de contar anedotas juntos, e isso é bom, é positivo Não é só a parte musical que está aqui em causa, mas a parte pessoal e social. Junta-se o útil ao agradável.

Mediotejo.net – Tozé, já passaste por vários projetos musicais. Como está a ser esta preparação de um Tributo a Roberto Carlos?

Tozé Santos – Realmente é verdade, tenho passado por muito projetos mas este é muito especial para mim. Provavelmente por se tratarem de músicos com idades muito aproximadas, já com uma experiência muito grande ao nível da vida de cada um, e o facto de nos juntarmos para tocar um artista que foi e fez parte das nossas vidas e dos anos que temos [a maioria tem toda mais de 50 anos] e, portanto, o facto de tocarmos um artista que nos marcou na infância é realmente…torna isto um projeto aliciante e muito agradável e depois tem o facto que tu frisaste, e muito bem, que somos tal e qual uma família. É curioso que nós, no primeiro dia que chegámos ao ensaio, não nos conhecíamos uns aos outros. Nem todos nos conhecíamos mas a verdade é que as coisas correram logo no primeiro ensaio de tal maneira bem que as coisas têm sido a subir. E portanto é um projeto em que eu estou verdadeiramente empenhado em levar para a frente e é um projeto que eu adoro.

E todos os músicos com bastante experiência….. foi fácil convencê-los?

Na verdade eu também fui convencido. Aliás, o Xico Velez falou comigo na altura, nós tinhamos pensado num projeto que eventualmente começaria por sermos os dois e depois não saberíamos muito bem o que iria acontecer, mas dias depois ele apareceu-me com esta proposta de constituirmos um tributo a Roberto Carlos e eu fui convencido imediatamente. Depois falou com mais um ou outro e curiosamente todos os elementos com quem nós conversámos aceitaram de pronto porque pareciam que estavam à espera deste convite.

E a seleção musical? Quantos temas selecionaram?

Seria impensável tocar todos os temas. Então, selecionámos 24 temas que temos presente mas não quer dizer que nós os toquemos em todos os concertos. Iremos fazê-lo por fases: temos grupos de oito e iremos aplicar esses grupos em função do público que tivermos, em função do espetáculo que formos fazer.

É espetáculo para uma hora ou hora e meia…

Exatamente. E temos até possibilidade de muito pontualmente podermos alargar a banda para um ou outro concerto que possa surgir e que requeira termos aqui uns metais, umas vozes… Isso pode acontecer. Mas para já são estes oito [músicos] e estes 24 temas que escolhemos. E é com isso que vamos para os espetáculos ao vivo.

São oito Robertos que prestam tributo a Roberto Carlos…E ‘Os Calhambeques’?

Calhambeque é um nome emblemático. Estávamos todos em conversa e começámos a chamar calhambeque e ficou ‘Os Calhambeques’, que é uma música emblemática de Roberto Carlos e nós achámos aquilo muito identificativo.

*Entrevista efetuada em agosto de 2018

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

- Publicidade -
- Publicidade -

DEIXE UMA RESPOSTA

Faça o seu comentário, por favor!
O seu nome