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Terça-feira, Novembro 30, 2021

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Tramagal | Museu MDF assinalou primeiro ano de sucesso com milhares de visitantes (c/video)

Inaugurado no dia 1 de maio de 2017, o Museu da Metalúrgica Duarte Ferreira cumpriu um ano de abertura ao público, sendo contabilizados cerca de três milhares de visitantes de todo o país que visitaram um equipamento histórico e cultural que visa preservar e divulgar uma parte do património da MDF, importante indústria nacional do século XX que ajudou a escrever a história do Tramagal, e honrar a memória do pioneiro da metalomecânica em Portugal, Eduardo Duarte Ferreira (1856-1948). No dia 25 de maio viria a receber o Prémio de Melhor Museu do ano 2018 e uma menção honrosa na categoria “Investigação”.

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No dia 1 de maio de 2018, Dia do Trabalhador, o povo de Tramagal saiu novamente à rua para homenagear Eduardo Duarte Ferreira, com a tradicional deposição de uma coroa de flores junto ao seu busto, à entrada da localidade, e para se integrar num dia histórico para a vila metalúrgica, com uma visita ao Museu que integrou a apresentação de um livro da autoria de Pedro Monteiro sobre as cerca de 3500 Berliet que ali foram construídas.

Museu MDF assinalou um ano de vida no dia 1 de maio de 2018. Foto: mediotejo.net

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As cerimónias foram abrilhantadas ao compasso da Banda Filamónica Riomoinhense, com os populares a fazerem o percurso pedestre entre o Museu e o monumento ao Comendador ao som da valorosa banda de música, que ali deu um pequeno concerto.

Lígia Marques, museóloga, e responsável pelo Museu da MDF, deu conta ao mediotejo.net de um resultado “muito positivo” ao longo deste primeiro ano de funcionamento, tendo destacado as “cerca de 2800 pessoas que visitaram o equipamento, com grupos excursionistas que se deslocam propositadamente a Tramagal”, para além de uma “nova dinâmica” que o mesmo conferiu à vila.

“As pessoas gostam de conhecer a história e o percurso desta fábrica e, sendo este um Museu de memória, muitos tramagalenses também nos visitam, com os seus amigos e familiares, sendo o dia 1 de maio um dia essencial neste percurso e nesta relação carinhosa entre trabalhadores e patrão, uma vez que Eduardo Duarte Ferreira sempre fez questão de comemorar o Dia do Trabalhador, mesmo em períodos difíceis da história”, lembrou, numa pequena visita guiada.

Inaugurado a 1 de maio de 2017, o Museu Metalúrgica Duarte Ferreira, um investimento na ordem dos 500 mil euros, dos quais 90 mil comparticipados por fundos comunitários, era uma velha aspiração da comunidade tramagalense.

O Dia 1 de maio foi sempre assinalado em Tramagal pelos patrões e trabalhadores, desde o ano 1901. Foto: mediotejo.net

O projeto de instalação do Museu, nas instalações dos antigos escritórios da MDF, consolidou-se em 2011, através de uma parceria entre a Câmara Municipal de Abrantes, a Junta de Freguesia de Tramagal e o Grupo Diorama, de Joaquim Dias Amaro, e conta com espaços expositivos e documentais daquela que foi uma das principais empresas metalúrgicas do país e que chegou a empregar mais de 2500 pessoas.

O Museu conta uma história com mais de um século – entre o dia em que Eduardo Duarte Ferreira ergueu a primeira forja (1879) e a data da extinção da Metalúrgica Duarte Ferreira (1997). A intervenção realizada incide num edifício com dois pisos, estando um deles concluído, precisamente o que foi inaugurado em 2017.

Tramagal l 1 de maio assinalado na vila metalúrgica

Publicado por mediotejo.net em Terça-feira, 1 de Maio de 2018

Segundo o plano inicial, no piso superior será construído um pequeno centro cultural, com salas de reuniões, conferências e outros eventos. Será ainda criado um percurso turístico de ar livre que fará a ligação do futuro Núcleo Museológico ao atual Museu “A Forja”.

Ao longo do percurso, com cerca de 300 metros, serão colocadas as máquinas de grande porte ali construídas ao longo do século XX, como debulhadoras, ceifeiras ou os célebres camiões Berliet, que equiparam o exército colonial português.

Nascido em Tramagal em 1856 no seio de uma família muito humilde, o fundador da fábrica, Eduardo Duarte Ferreira, começou por se dedicar ao fabrico de alfaias agrícolas, em especial charruas, estando a sua pequena forja unipessoal na génese daquela que viria a ser uma das maiores unidades industriais portuguesas, tendo adotado como seu símbolo comercial e de marca uma borboleta.

O Museu está a funcionar de quarta-feira a domingo, entre as 14h30 e as 19h00, para o público em geral, e nas manhãs de quarta-feira a sexta-feira, para visitas guiadas e serviços educativos. As marcações devem ser efetuadas para: museumdf@cm-abrantes.pt

Fotos: Jorge Santiago

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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