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Segunda-feira, Outubro 18, 2021

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Tramagal | Museu da MDF alcança em julho número recorde de visitantes (C/VIDEO e FOTOS)

O Núcleo Museológico da Metalúrgica Duarte Ferreira (MDF), inaugurado no dia 1 de maio de 2017 em Tramagal e eleito o “Melhor Museu de Portugal 2018”, pulverizou no mês de julho todos os anteriores recordes de visitas, somando um total de 2516 visitantes. Quase tantos como em todo o ano anterior [de 1 de maio de 2017 a 31 de dezembro do mesmo ano haviam visitado o Museu 2527 pessoas]. Ao facto, que confere inúmeras possibilidades de dinâmicas económicas à freguesia de Tramagal e ao concelho de Abrantes, não é alheio o Museu MDF ter sido considerado no final de maio deste ano o “Melhor Museu de Portugal 2018”.

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O mediotejo.net não entrou na estatística mas foi este mês de agosto perceber junto da museóloga Lígia Marques quem visitou o espaço museológico e como foi contar a história da MDF a tantos curiosos.

Lígia Marques, museóloga e coordenadora do Museu MDF em Tramagal

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O troféu relativo ao “Melhor Museu de Portugal 2018” vai ficar durante um ano em Tramagal, tendo a cerimónia de entrega contado com a presença de Maria Helena Duarte Ferreira (neta do fundador da MDF) e dos seus filhos, Paulo, Maria e Clara Duarte Ferreira, para além de Joaquim Dias Amaro, atual administrador da Diorama, autarcas e entidades da região centrada em Tramagal.

O prémio “Melhor Museu de Portugal 2018” vai ficar durante 1 ano em Tramagal

mediotejo.net – Lígia…de onde virão e como foi gerir tamanho fluxo de visitantes num mês que bateu o recorde de turistas no Museu MDF?

Lígia Marques – Efetivamente, já em junho houve mais de 400 visitas e foi um primeiro recorde. E em julho foram mais de 2500 pessoas. De facto, o grande número de visitantes em julho veio do concelho de Ourém, que organizam visitas, com os seus séniores de todas as freguesias, e que representam aqui um significativo número de habitantes. No entanto não deixa de ser relevante o restante número de pessoas que vêm individualmente ao nosso museu. E no mês de julho também batemos o recorde de estrangeiros. Destes 2516 visitantes, 13 são estrangeiros. Vêm de todo o lado e um pouco de todo o país, mas mais aqui da região centro e também de fora.

Os visitantes vêm à descoberta ou alguns já conheciam a história da MDF?

Há visitantes que depois nos revelam que efetivamente tiveram familiares que trabalharam cá e têm essa curiosidade, e também há ex-trabalhadores e que vêm e trazem as famílias, mas também há pessoas que vêm porque souberam do prémio do de Museu do Ano de 2018. Até agora não houve ninguém que ficasse desapontado e têm-nos dado os parabéns e reconhecem o mérito e o valor que tem este museu.

O que mais lhes desperta curiosidade? Alguma peça em articular ou a história da fábrica?

Além da própria história em si, que as pessoas tomam conhecimento quando leem ou fazem a visita guiada, a peça que as pessoas acham interessante é sem dúvida a maquete do lagar. Acham interessante, diferente. Mesmo para as crianças, elas interagem muito com a maquete e ficam a perceber o que era o lagar e de onde vem o azeite. É um lagar em miniatura, dos anos 40, foi salvo pelos trabalhadores da MDF aquando da expropriação da empresa, eles esconderam esta maquete ela não fosse perdida. E são eles que ainda hoje fazem a sua manutenção.

Alguma história ou pormenor do percurso que a Lígia faça questão de contar?

Há uma história que se vai sempre contando que tem a ver com um dos nossos cofres que hoje existem no edifício, e que já pertenciam ao escritório principal, e que tem a ver com a noite do 25 de abril e de a fábrica ter sido tomada de assalto e de se ter arrombado esse cofre (ele ficou sem porta desde essa altura) com o intuito de se pensar que se iria encontrar fortuna e glória e o que se apanhou foi um valente susto porque não havia dinheiro no cofre, mas sim dinamite e foi uma grande prova da cautela dos Duarte Ferreira que não guardavam tudo em conjunto e foi o que valeu não ter havido um grande acidente nesse dia.

O Museu continua o seu trabalho de investigação, pesquisa e crescimento?

Este Museu tem muito para crescer ainda, nós estamos a trabalhar nisso e futuramente isso vai suceder, seguramente que isto não vai ser sempre assim. Ele vai crescer e tem muito mais ainda para dar e para mostrar, para se fazer valer e vamos conseguir com toda a certeza.

O Núcleo Museológico da Metalúrgica Duarte Ferreira (MDF), inaugurado no dia 1 de maio de 2017 em Tramagal e eleito o “Melhor Museu de Portugal 2018”, pulverizou no mês de julho todos os anteriores recordes de visitas, somando um total de 2516 visitantes.

E em termos de marcações de visitas? Como está o processo para estes próximos meses, depois deste recorde visitas em julho?

Já há marcações para este mês de agosto e também de setembro, com números promissores que revelam que o Museu está mesmo a crescer.

Nesta história da MDF, como era a relação entre patrões e empregados?

A relação entre patrão e empregado era como se fosse da família. As histórias com o 1º de maio, as celebrações do 1º de maio, a forma como ele era celebrado…As mulheres das chefias, dos administradores e da empresa é que serviam o almoço ou os jantares dos reformados e tudo isso mostra bem o respeito que se tinha não só dos empregados para com o patrão velho, mas também no sentido contrário, dos patrões para com o operário. Dia 1 de Maio era sempre dia de festa. O dia do nosso Museu também é o 1º de maio.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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