Apoie o jornalismo que fazemos,
junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Domingo, Outubro 24, 2021

Apoie o jornalismo que fazemos, junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Tramagal | Morreu Eduardo Esteves, o fotógrafo autodidata

Morreu Eduardo Esteves, fotógrafo de Tramagal, aos 85 anos. Depois de começar a trabalhar na MDF, em várias secções, o gosto pela fotografia levou-o a retratar para a história momentos identitários de uma freguesia e das suas gentes. As fotografias mais antigas retratam o Tramagal dos anos 50 e 60. São elementos de permanência, de suporte de memórias, e de identidade. Eduardo Esteves vai  a sepultar esta sexta-feira, às 10:00, em Tramagal.

- Publicidade -

Eduardo Manuel Esteves nasceu a 6 de dezembro de 1932, em São Miguel do Rio Torto. Aos seis meses foi com a família para Tramagal, onde viveu até hoje. Trabalhou na antiga Metalúrgica Duarte Ferreira, primeiro como serralheiro civil, depois “na papelada”, segundo as suas próprias palavras.

O seu gosto pela fotografia era partilhado com cinco amigos, todos amadores. Nos escritórios da empresa metalúrgica, foi solicitado para fotografar peças. A partir de então decidiu firmar negócio por conta própria. Em 1954 coletou-se como fotógrafo, profissão que manteve a par da fábrica, até ao início dos anos oitenta.

- Publicidade -

“Ainda hoje lhe posso tirar um retrato, se quiser”, afiançava a Ana Cardoso, numa entrevista para a revista Zahara publicada em 2012. Durante as décadas de 50 a 90 do século passado, as fotografias retrato, de casamentos, batizados, festas religiosas e profanas, jogos de futebol, teatro, concertos de bandas filarmónicas e paisagens emblemáticas do Tramagal constituíram a atividade do fotógrafo autodidata.

O campo de jogos do TSU em jogo de futebol, década de 60. Foto: EME

Um acervo, com largas centenas de imagens em retrato e outras tantas para recuperar dos microfilmes empoeirados, são hoje um valioso património documental sobre a história do Tramagal.

O jornal mediotejo.net endereça as mais sentidas condolências à sua família e amigos.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

- Publicidade -
- Publicidade -

DEIXE UMA RESPOSTA

Faça o seu comentário, por favor!
O seu nome