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Segunda-feira, Janeiro 24, 2022
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Tramagal | Mitsubishi vai aumentar produção e contratar mais trabalhadores em 2022

A fábrica da Mitsubishi Fuso em Tramagal (Abrantes) vai aumentar o volume de produção no início de 2022 e reforçar o atual número de trabalhadores, que é de cerca de 500, disse ao mediotejo.net Luís Lopes, responsável pela área de recursos humanos da empresa.

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Segundo o responsável, o ano 2022 promete ser um ano de crescimento para a empresa, tendo em conta a carteira de encomendas e a dinâmica dos mercados europeus, e também em termos do número de funcionários, tendo Luís Lopes dado conta de algumas dificuldades na disponibilidade do mercado de trabalho assim como no arrendamento de espaços de habitação em Tramagal e região envolvente.

Luís Lopes, responsável pela área de recursos humanos da MFTE. Foto: mediotejo.net

ÁUDIO | LUÍS LOPES, DIRETOR RECURSOS HUMANOS MFTE:

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mediotejo.net – Confirma o aumento de funcionários, a que se deve e como está o mercado para responder a estas novidades?

Luís Lopes – Vamos avançar com uma subida da produção no início do ano e isso traduz-se numa admissão de mais colaboradores para a nossa estrutura. O que acontece é que os mercados europeus estão a dar sinais de que ao nível dos comerciais de mercadorias e pesados há alguma dinâmica, a nossa posição de mercado tem estado a parecer mais forte, e esses dados têm-nos dado esta confiança para poder subir a produção. É óbvio que estamos num momento de muita instabilidade, nas cadeias de abastecimento, como todos sabemos, e isso faz com que tenhamos de ter capacidade de resposta para – mesmo que haja paragens eventuais ao longo do processo – podermos produzir os carros para os mercados.

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Qual o atual número de trabalhadores na fábrica de Tramagal?

Estamos agora a caminhar para as 500 pessoas e durante o ano haverá possivelmente a necessidade de reforçar mais. E esse é também, de alguma forma, um dos grandes desafios hoje em dia, da falta de mão de obra, que é transversal e não só na nossa empresa, que é haver aqui os recursos necessários, e estamos a avaliar a situação, localmente, a ver se é preciso alargar um pouco o raio da nossa pesquisa para poder atrair pessoas para cá.

Já há pessoas que vieram do estrangeiro?

Sim, nós por acaso estivemos a verificar e temos cinco nacionalidades aqui a trabalhar, essa realidade é uma outra forma de termos capacidade de resposta para as necessidades e portanto estamos a ver as possibilidades, também sabendo que a região não tem muita resposta em termos de arrendamento ao nível de habitação e isso poderá ser também um fator que poderá de alguma maneira travar um pouco o nosso crescimento que se espera que se mantenha nos próximos anos. Mas esta é uma realidade transversal, não é só da nossa empresa, como sabemos.

Neste momento a freguesia de Tramagal não dá resposta?

Eu sei que o mercado de arrendamento não existe, não há uma grande dinâmica, e por essa razão temos sentido alguma dificuldade, têm-nos chegado alguns relatos dessa maior dificuldade em arrendar, mas também acredito que se houver muita procura alguma coisa poderá mudar. Nós vemos muitas placas de casas à venda e não de alugar, mas também é um processo normal, sabemos que o mercado de arrendamento é o que é e haverá aqui com certeza potencial, mas de momento tem sido uma dificuldade.

O ano 2022 promete ser um ano de crescimento para a empresa?

Sem dúvida.

A MFTE já produziu na fábrica do Tramagal mais de 200.000 veículos, dos quais 95% para exportação. Foto: MFTE

A Mitsubishi Fuso Truck Europe (MFTE) emprega cerca de 480 trabalhadores e prevê fechar o corrente ano de 2021 com uma produção a rondar as 10.000 unidades dos modelos Canter e eCanter, devendo atingir uma faturação superior a 200 milhões de euros. É uma empresa do grupo Daimler Truck, resultado da divisão do grupo Daimler.

A MFTE é a líder mundial no mercado de pesados e engloba sete marcas: Mercedes-Benz, FUSO, Setra, BharatBenz, Freightliner, Western Star e Thomas Built Buses.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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