Tramagal | Menor desaparecida durante um mês encontrada e devolvida à mãe

Alexandra e a mãe este fim de semana em sua casa. O reencontro, um mês depois. Foto: mediotejo.net

A menor Alexandra Tenaud, de Tramagal, com 15 anos, foi encontrada na zona da Figueira da Foz, bem de saúde, depois de ter estado em paradeiro desconhecido durante cerca de um mês no seguimento de uma fuga de um internato de Santarém. Presente ao Tribunal de Família e Menores de Abrantes, os responsáveis pelo seu processo deram autorização para Alexandra vir a casa da mãe aos fins de semana e no tempo de férias escolares, situação que lhe estava proibida. A jovem e a mãe, Isabel, dizem que, assim, estão reunidas as condições para o recomeço de uma vida familiar.

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“Assim estamos bem, porque com esta decisão do Tribunal eu posso estar com a minha filha fora dos tempos de aula e porque assim ela também está satisfeita e diz que já não vai fugir mais. Ela diz que quer aproveitar as aulas enquanto estiver em Santarém”, contou ao mediotejo.net a mãe Isabel Alves, já com a sua filha em casa, a passar o fim de semana.

“A Alexandra estava em casa de pessoas conhecidas na zona da Figueira da Foz e uma mãe de outra jovem que estava em fuga entregou-a na semana passada ao Lar de Santo António, em Santarém, de onde ela havia fugido”, disse ainda Isabel Alves, tendo acrescentado que a audiência no Tribunal de Abrantes foi favorável às pretensões da família.

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“A audiência foi comigo, com a Alexandra e com os responsáveis do Lar e o Tribunal decidiu que a minha pode vir, a partir de agora, passar as férias, os feriados e os fins de semana a casa, uma medida que vem ao encontro do que nós queríamos”, disse a mãe, visivelmente aliviada, e com a concordância da sua filha.

Alexandra Isabel Alves Tenaud, 15 anos, havia visitado a sua mãe em Tramagal pela última vez no dia 9 de fevereiro, depois de ter fugido, pela quinta vez, de um lar em regime aberto em Santarém, onde foi institucionalizada, depois de retirada pelo Tribunal de Família e Menores da guarda da mãe, que enviuvou recentemente, está desempregada, e vive com o rendimento social de inserção (158 euros) numa casa cedida por familiares.

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“Agora ela vai estudar, eu vou poder ver a minha filha e isso dá-me forças para continuar a lutar para que tenhamos uma vida familiar o melhor possível”, disse Isabel, que deixou um agradecimento a todos aqueles que ajudaram e se preocuparem com este caso.

“Meta aí no jornal que tenho de agradecer do fundo do coração a toda a gente que se preocupou, que partilhou a notícia, e que me telefonou. Estou muito agradecida e agora só quero tentar corresponder e ter uma vida familiar com a minha filha”, concluiu.

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