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Sábado, Outubro 23, 2021

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Tramagal | Maria do Céu Albuquerque espera que comunidade educativa seja ouvida sobre o futuro da Escola Octávio Duarte Ferreira

Por ocasião da celebração dos 50 anos daquele que foi o Liceu Nacional de Abrantes, presentemente Escola Dr. Manuel Fernandes, o diretor do Agrupamento de Escolas nº 2 de Abrantes, Alcino Hermínio, anunciou um debate, a acontecer possivelmente ainda este ano, sobre o futuro da Escola Octávio Duarte Ferreira em Tramagal. Consecutivamente a perder alunos, o futuro daquela escola secundária parece agora incerto. Questionada sobre o que defende a Câmara Municipal (CM) para aquela escola, Maria do Céu Albuquerque, presidente da autarquia, clarificou ao mediotejo.net não ser da competência da autarquia decidir o seu futuro. No entanto, espera que o Ministério da Educação ouça a comunidade educativa e tenha em conta a realidade territorial do concelho antes de tomar qualquer decisão.

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Se o futuro da Escola Octávio Duarte Ferreira, em Tramagal, passa ou não pelo encerramento “depende das diretrizes do Ministério da Educação. Não é uma competência da Câmara Municipal decidir o futuro daquela escola” explicou ao mediotejo.net Maria do Céu Albuquerque.

Em concreto, a Carta Educativa do concelho “versa sobre aquilo que é a responsabilidade do município na construção das infraestruturas necessárias para o pré escolar e 1º ciclo. A competência sobre os outros níveis de ensino não é da autarquia”, esclarece Maria do Céu Albuquerque. Adianta que mesmo em relação à área de atuação da CM “o que faz é verter nos documentos municipais aquilo que são as orientações nacionais” considerando “bem feito” no sentido de não criar “discrepância” entre os diversos municípios.

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Escola Básica (2º e 3º ciclo) e Secundária Octávio Duarte Ferreira, em Tramagal,

Independentemente de estar fora da área de atuação da CM, a autarca manifestou preocupação com o continuado decréscimo dos alunos na Escola Básica (2º e 3º ciclo) e Secundária Octávio Duarte Ferreira que hoje tem cerca de 200 alunos mas já chegou a ter 800, contudo sublinha não ser um problema exclusivo do concelho.

“Claro que nos preocupa a diminuição do número de alunos mas isso não é um problema de Tramagal, de Abrantes, é um problema nacional e da Europa” referiu. E nessa medida Maria do Céu Albuquerque defende que as infraestruturas escolares sejam “adaptadas a esta nova tendência”, ou seja, a constatação de “cada vez menos crianças, cada vez menos jovens”.

Sustentando que “uma escola não pode ser avaliada em exclusividade sem olhar para a realidade territorial, tendo por base todas as infraestruturas e as competências que estão instaladas seja no domínio profissional, no ensino superior ou nos diversos níveis de ensino desde o pré-escolar”, a presidente espera que o Ministério da Educação não tome nenhuma decisão, incluindo um eventual encerramento, sem antes ouvir todos aqueles que compõem a comunidade educativa de Abrantes onde a Câmara Municipal se inclui e “pode dar um contributo daquilo que será o futuro daquela escola” e de outras do concelho.

Questionada sobre a pertinência da escola ganhar outras capacidades para além do ensino regular, a presidente disse “ver com bons olhos qualquer solução que seja apresentada no sentido de melhorar as competências dos cidadãos” manifestando abertura para discussão.

O futuro da Escola Octávio Duarte Ferreira, em Tramagal, vai ser debatido num encontro, possivelmente ainda a realizar este ano, que deverá envolver empresários, autarquias e outros agentes económicos e sociais do concelho. A iniciativa foi anunciada por Alcino Hermínio durante a sessão solene comemorativa do cinquentenário da Escola Dr. Manuel Fernandes que se realizou no sábado, 21 de outubro.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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