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Quarta-feira, Junho 16, 2021

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Tramagal | Luís Pombinho lançou “O Fim do Meu Silêncio”, o seu mais recente livro (c/ÁUDIO)

“O Fim do Meu Silêncio” é o título do 14º livro escrito por Luís Mendes Pombinho, tendo o mesmo sido apresentado no sábado, dia 15 de maio, no auditório da Junta de Freguesia de Tramagal, perante muitos amigos e familiares. A obra, ficcionada, conta com prefácio de Octávio Félix de Oliveira.

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Luís Mendes Pombinho, 75 anos, natural de Tramagal, trabalhou na Metalúrgica Duarte Ferreira entre os 12 e os 29 anos, idade com a qual saiu do concelho de Abrantes. Após ter passado quase três décadas entre Leiria e Marinha Grande, regressou à sua terra natal onde vive atualmente e onde encontra a tranquilidade para escrever os livros sobre histórias de vida, poesia e ficção, autodefinindo-se como um “autodidata”.

Conforme descreveu Octávio Félix de Oliveira na apresentação pública da obra, este novo livro de Luís Pombinho situa-se na década de 50/60 e é uma obra com momentos intensos, que tem uma dimensão concelhia, com ações passadas em Bemposta, Abrantes, Mouriscas e Tramagal. 

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Um livro que fala também da Metalúrgica Duarte Ferreira como símbolo do progresso industrial, e do “ascensor social” que funcionava à época, numa história em que Júlio Amargo, personagem central, um dos 10 filhos da mulher que trabalhava na passagem de nível, chegou a juiz.

Octávio Félix de Oliveira, autor do prefácio, durante a apresentação do livro. Foto: mediotejo.net

ÁUDIO: AUTOR DO PREFÁCIO, OCTÁVIO FÉLIX DE OLIVEIRA:

Luís Pombinho, que diz ter “muitas histórias na gaveta”, o regresso a Tramagal permitiu escrever mais e recordar “a infância difícil” de um quarto filho de uma prole de cinco, no pós Segunda Guerra Mundial. Recorda, contudo, que esses árduos tempos despertaram-lhe a vontade de “ler muito” e predisposição para ouvir “as histórias dos mais velhos”, ao passar muitos dias da meninice com os avós maternos em Amoreira, onde tem as raízes.

Aos 75 anos é autor mas não é escritor. Prefere a designação de autodidata para justificar a ação, as emoções, os poemas, os contos e tudo aquilo que Luís Pombinho procura preservar em obra “com centenas de horas de trabalho” e deixar de herança aos seus netos.

Já publicou 14 livros mas “O Fim do Meu Silêncio” foi o primeiro livro que apresentou publicamente na sua terra natal, relatou. Na sessão de apresentação do livro, Luís Pombinho agradeceu a todos os presentes. “Este é um momento muito marcante na minha vida, escrever um livro é quase como ter um filho”, notou.

“O Fim do Meu Silêncio” é o título do 14º livro escrito por Luís Mendes Pombinho. Foto: mediotejo.net

ÁUDIO: LUIS POMBINHO, AUTOR DO LIVRO:

Presente na sessão, além de muitos familiares e amigos, esteve o presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, acompanhado pelo vereador da Cultura, Luís Dias, e pelo presidente da Junta de Freguesia de Tramagal, Victor Hugo Cardoso,

“O Luís Pombinho é um tramagalense que saiu e passou grande parte da sua vida na Marinha Grande, mas que nunca esqueceu as suas raízes e voltou para o Tramagal”, realçou Vítor Hugo.

Manuel Jorge Valamatos, por sua vez, parabenizou o escritor por mais esta obra, recordando que os seus outros 13 livros que ofereceu à autarquia se encontram para consulta na Biblioteca Municipal de Abrantes.

Presente na sessão esteve o presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, acompanhado pelo vereador da Cultura, Luís Dias, e pelo presidente da Junta de Freguesia de Tramagal, Victor Hugo Cardoso, Foto: mediotejo.net

“É um homem extraordinário que em cada um dos seus livros conta histórias que estão relacionadas com a sua vida e com as suas experiências e que demonstra o amor que tem à sua terra: o Tramagal”, destacou o autarca, também ele um filho da terra.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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