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Sábado, Setembro 18, 2021

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Tramagal | Junta adia empreitada para transformar escola de Crucifixo em albergue turístico (c/audio)

A Junta de Freguesia de Tramagal adiou o início das obras de requalificação da antiga escola primária de Crucifixo para criar ali um albergue turístico e vai submeter o projeto a um novo concurso de apoio para tentar obter uma maior comparticipação financeira, que pode chegar aos 80% do total de investimento.

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O projeto, no valor global de 75 mil euros,  já havia sido aprovado pela Tagus – Associação de Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior, e contaria com uma comparticipação de 50%. A empreitada foi adjudicada em abril e os trabalhos deveriam estar terminados em 90 dias. O socialista Vitor Hugo Cardoso, presidente da Junta de Freguesia de Tramagal, diz que a obra avançará em 2022, com uma maior comparticipação financeira, e que vai incluir ainda um projeto de sinalética e melhoria dos percursos pedestres na ribeira de Alcolobre.

Com um investimento global na ordem dos 75 mil euros, com 30 mil euros de apoio à requalificação da antiga escola em futuro albergue por parte da Tagus – Associação de Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior, a Junta de Freguesia tinha a candidatura aprovada comparticipando até 50% do valor total das despesas a efetuar, sendo o restante suportado pelo orçamento da Junta de Freguesia. O Movimento Independentes Freguesia Tramagal (MIFT), discorda da decisão do executivo socialista de adiar a obra.

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Estava anunciado o arranque das obras do albergue mas entretanto foram adiadas para 2022. Pode explicar o processo?

Vitor Hugo Cardoso – Os motivos foi que temos uma candidatura que foi aprovada, até o construtor da obra estava aprovado, com uma candidatura de 60 mil euros, em que tínhamos 50% de apoio de fundos europeus. A candidatura acabou por ir para os 74.900 euros mas continuámos a ter só 50% de apoio. Acabámos por conferenciar com a TAGUS e o município de Abrantes, veio-nos uma proposta em que nós agora, durante os próximos três meses, fazemos uma candidatura, e a mesma candidatura será aprovada em 80% de apoio. E nós temos de gerir os nossos recursos financeiros, da junta de freguesia, falámos com o construtor, e entendemos esperar mais três meses para o ano de 2022 em que podemos realizar a feitura do albergue nesse ano. E temos a hipótese de meter o albergue e a marcação dos caminhos e marcar alguns pontos pedonais na ribeira de Alcolobre e podemos ter uma candidatura que vai aos 104 mil euros, com um apoio de 80%, e que, voltando um bocadinho atrás e olhando para os recursos financeiros da junta de freguesia, acho que é a melhor opção que podemos tomar. Não é por esperarmos mais uns meses que vamos deixar de ter o Albergue no Crucifixo e uma diferença de 30% é significativa para o orçamento da junta de freguesia. E foi uma atitude que tivemos, sou presidente de junta, é na minha terra, ia sair com aquela obra feita, todos iam bater palmas, mas olhando para trás e vendo os recursos financeiros da junta de freguesia, achei que seria melhor assim, e penso que em 2022 poderemos fazer essa inauguração.

Falou da ribeira de Alcolobre, a ideia é em parceria com a Câmara de Abrantes, desenvolver ali um investimento na marcação de um percurso pedestre, dotar aquele espaço de natureza num sítio mais aprazível para passeios pedestres?

Sim, a ribeira de Alcolobre é um ponto turístico da Junta de Freguesia, muito bonito, foi algo que a Junta de Freguesia já há volta de 7 ou 8 anos recuperou, abrindo o caminho pedonal junto à ribeira. É um desafio que esta Junta de Freguesia fez ao longo do tempo. O próximo executivo terá essa obrigação de o fazer, e o município de Abrantes também estará atento à ribeira de Alcolobre, e penso que nem só o município de Abrantes, mas também a Câmara de Constância e as Juntas de Freguesia limítrofes devem-se unir num projeto sólido que faça da ribeira de Alcolobre um ponto turístico e aproveitar os recursos que ela pode dar, e é um desafio que fica aqui.

A ribeira de Alcolobre, que corre em Tramagal e Santa Marqarida da Coutada, foi recentemente foto do mês na revista National Geographic Portugal. Foto: NG/Carlos Correia

Como viu o recente arranque do processo de classificação dos vestígios romanos na ribeira de Alcolobre?

Conheço a ribeira de Alcolobre e os seus recursos já há muito tempo, antes era ela a nossa piscina, e não é só no lado de Santa Margarida – e ainda bem que se descobriram as ruínas e foram classificadas – mas nós também temos muitos achados arqueológicos na parte mais a sul, pertencente ao nosso concelho, já muitas pessoas encontraram lá coisas, é uma questão de se explorar. Por isso é que eu digo, acho que os municípios juntos (Abrantes e Constância) terão uma palavra importante sobre aquela ribeira e dar o devido sentido à ribeira de Alcolobre, que pode ser muito aproveitada no futuro.

ÁUDIO: VITOR HUGO CARDOSO, PRESIDENTE JF TRAMAGAL:

Albergue turístico em Crucifixo adiado para 2022

O albergue, se as obras avançassem como previsto, estaria concluído no final de julho, início de agosto, com uma capacidade para acolher duas dezenas de camas para turistas que percorram as rotas do Tejo, peregrinos em curso pelos roteiros de Fátima e de outra natureza, a par de visitantes que visitem a região de Abrantes e municípios envolventes.

O anuncio da adjudicação da empreitada à empresa Jorge Ribeiro Construções foi avançado ao mediotejo.net em abril por Vitor Hugo Cardoso (PS), presidente da Junta de Freguesia local, tendo dado conta que as obras deveriam arrancar no início de maio, com um investimento na ordem dos 75 mil euros e um prazo de execução previsto de 90 dias.

Sessão da Assembleia de Freguesia de Tramagal. Foto: mediotejo.net

As críticas da oposição ao adiamento da obra

Questionado sobre a posição do MIFT sobre esta decisão do executivo socialista, António José Carvalho afirmou discordar do adiamento da empreitada e da conclusão do processo. “Na assembleia de freguesia do passado dia  9 de junho os eleitos do MIFT foram confrontados com o surpreendente recuo da Junta de Freguesia no processo da requalificação da escola do Crucifixo para alojamento turístico/albergue. Perante as explicações então dadas, alertámos que não faz muito sentido deixar cair uma obra já adjudicada, depois de um processo de aprovação que demorou anos, na expetativa de haver no futuro possibilidades de maior financiamento da União Europeia”, afirmou.

“Tal opção também se afigura pouco compreensível porque, no financiamento da obra, a comparticipação nacional é do Município, agravada num montante não significativo e não implicando custos para a Junta de Freguesia. Da mesma forma, havendo a possibilidade de financiamento com melhores taxas nos próximos meses, seria mais lógico que esses benefícios incidissem sobre novos projetos em vez do agora adiado”, defendeu o líder da oposição.

Eleitos do MIFT em Tramagal. Foto: mediotejo.net

Futuro albergue aposta na criação de 20 camas de apoio ao turismo

As obras previstas na empreitada de requalificação a realizar no projeto de adaptação da antiga escola de Crucifixo, que vai ser de novo apresentado a candidatura de apoio, incluem trabalhos ao nível da eletricidade, janelas, mobiliário, sala de lazer, cozinha, wc, chuveiros, e cerca de 20 camas (algumas das quais para pessoas portadoras de deficiência).

O albergue vai ocupar o rés do chão, o 1º piso e as quatro salas da escola primária de Crucifixo, hoje desativada, e a candidatura da Junta de Freguesia de Tramagal resulta de um protocolo de cedência do edifício por parte da Câmara de Abrantes à Junta de Freguesia de Tramagal.

Vitor Hugo Cardoso, presidente da JF Tramagal, e Sérgio Lopes, secretário. Foto: mediotejo.net

Junta de Freguesia aprova atribuição de subsídio de penosidade 

Na Assembleia de Freguesia de Tramagal realizada no dia 25 de junho foi aprovada por maioria uma retificação ao orçamento no sentido de acolher a cabimentação de um subsídio de penosidade aos trabalhadores da freguesia. Com efeitos retroativos a janeiro deste ano, a medida implica um valor global na ordem dos 3.600 euros para o presente ano 2021, com um subsídio diário de 4.99€ aos trabalhadores que exerçam atividades de risco. 

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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