Tramagal | Entre algumas mágoas e muitas alegrias, direção do TSU assinala um ano em atividade (c/audio)

João Serafim, presidente da direção do TSU. Foto: mediotejo.net

Cumpriu-se a 1 de junho o primeiro ano de mandato da atual direção do Tramagal Sport União (TSU), presidida por João Serafim, com muitas histórias para contar e onde foram mais as alegrias do que as mágoas. Em tempos de pandemia, a maior deceção foi a não subida da equipa sénior à 1ª divisão distrital, decisão contrária ao proposto pelo TSU à Associação de Futebol de Santarém, e a maior alegria foi poder assistir às dezenas de jovens na prática desportiva proporcionada pelo clube e o apoio e presença no Campo de Jogos Comendador Eduardo Duarte Ferreira de muitos sócios e adeptos. Em entrevista, João Serafim traça um retrato de um ano de mandato num clube quase centenário.

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A época desportiva terminou de forma abrupta devido à pandemia e a equipa senior do TSU acabou por ‘morrer na praia’, em termos do objetivo de subida à 1ª divisão distrital, numa altura em que estava bem posicionado para ir disputar a fase final de subida. “Uma decisão de secretaria, que decidiu fazer subir três das seis equipas mais bem posicionadas da 2ª divisão distrital”, disse João Serafim, tendo feito notar que “a proposta do TSU era a da subida das seis equipas à 1ª divisão distrital”, ao invés de apenas três. “Era uma questão de justiça e de dar o mérito a todos que trabalharam, sendo a nossa proposta o campeonato da 1ª distrital ser disputado em duas séries”.

Tal não foi o entendimento da Associação de Futebol de Santarém e da maioria dos clubes associados, e a ideia ficou pelo caminho e o TSU também. Os objetivos de colocar o clube na 1ª divisão, no entanto, mantêm-se, apesar das preocupações com o que pode vir a reservar a próxima época. “Vai ser uma incógnita e não sabemos ainda se vamos ter equipas suficientes para duas séries na 2ª divisão”, notou, tendo referido que, a ser disputada numa só série, “as deslocações serão muito maiores e as despesas acrescidas”.

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O dirigente desportivo mantém o foco no centenário do clube, que se assinala em 2022, e em colocar a equipa principal do TSU “no seu lugar de direito”, ou seja, na 1ª divisão distrital. Nesse sentido, o clube renovou com a equipa técnica e mantém a espinha dorsal da equipa de futebol, que tão boa conta tem dado de si.

Num ano de balanço, João Serafim diz que o trabalho desenvolvido permitiu à equipa diretiva ter um maior conhecimento da realidade do clube, sempre com a preocupação de manter estabilidade financeira da instituição, ao mesmo tempo que proporciona a dezenas de jovens a prática desportiva e se prepara o clube para o centenário. Com um relvado sintético praticamente novo, a atenção tem-se virado para o constante melhoramento das instalações, ao nível de pinturas, balneários, iluminação, wc, bares de apoio e até na velhinha pista de atletismo, em tempos idos considerada uma das melhores pistas de cinza do distrito.

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Manutenção, limpeza e possibilidade de apostar em novas valências na pista de atletismo são ideias de futuro da direção do TSU. Foto: mediotejo.net

“Neste ano já procedemos a duas ações de limpeza da pista, um espaço que continua a ser procurado para atividade desportiva, e um dos sonhos seria poder requalificar aquele espaço dotando-o de outras condições e poder proporcionar outras atividades”, seja ao nível da criação de circuitos de manutenção e/ou da criação de um campo de jogos no centro da pista.

No final deste 1º ano, João Serafim reconhece união, empenho e dedicação por parte da equipa que o acompanha na direção, e considera um “incentivo” ao trabalho diretivo o apoio de algumas empresas particulares e dos sócios e amigos do clube, com a sua presença no Campo de Jogos Comendador Eduardo Ferreira, seja com algum apoio de material ou financeiro, seja com pagamento de quotas e palavras de reconhecimento.

O apelo de João Serafim vai no sentido de lembrar que “o clube é de todos, de toda a comunidade”, e que a direção “precisa do apoio de todos”, para recuperar a atividade após a crise pandémica.

Comunhão dos adeptos do TSU e equipa tem sido uma constante ao longo das últimas épocas. Foto: mediotejo.net.

Se pudesse pedir uma prenda pelo 1º aniversário da equipa diretiva, o presidente do clube volta a reforçar a ideia de “ver voar a borboleta”, símbolo que ostenta orgulhosamente ao peito. “Se pudesse pedir uma prenda o que queria mesmo era que tudo isto passasse [a pandemia] e voltar a ver o clube e o Comendador com vida”. O clube está a postos para a próxima época desportiva e a bola pronta a rolar, aguardando todos por um retomar de uma certa normalidade, como a de ir ao futebol aos domingos à tarde e poder incentivar e aplaudir os seus jogadores e as suas equipas.

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