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Quinta-feira, Outubro 21, 2021

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Tramagal | Comunidade aplaudiu António Eugénio e 35 anos dedicados ao folclore (C/FOTOS E VIDEO)

António Oliveira Eugénio, 85 anos, fundou e conduziu os destinos do Rancho Folclórico da Casa do Povo de Tramagal desde que a instituição cultural nasceu, há 35 anos [8 jan 1982] até ao pretérito dia 25 de fevereiro de 2017, ocasião em que passou o testemunho e o legado de uma vida a uma nova equipa diretiva, presidida por Susana Ferreira, de 34 anos.

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António Ferreira Eugénio, membro fundador da comissão instaladora, sócio fundador e associado nº 1, foi homenageado no dia 20 de maio do ano passado na sede do rancho, tendo sido designado sócio honorário do Rancho Folclórico da Casa do Povo de Tramagal, e patrono do salão principal da sede da instituição, localizada junto ao Largo dos Combatentes.

Tramagal l homenagem a Antonio Ferreira Eugenio/35 anos de rancho

Publicado por mediotejo.net em Sábado, 20 de Maio de 2017

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A convite da direção do Rancho Folclórico da Casa do Povo de Tramagal, marcaram presença na cerimónia a António Ferreira Eugénio dezenas de populares, representantes de associações e instituições do folclore nacional, a par do presidente da junta de freguesia local, Vitor Hugo Cardoso, e a presidente da Câmara de Abrantes, Maria do Céu Albuquerque.

“As homenagens fazem-se em vida”, destacou Maria do Céu Albuquerque, que não esqueceu a mulher do homenageado, Custódia Gentil, que não marcou presença por motivos de saúde. “Atrás de um grande homem está sempre uma grande mulher, mas também podemos dizer, com propriedade, que atrás de uma grande mulher  [referindo-se a Custódia Gentil] está também um grande homem”, tendo elogiado os mais de 35 anos de trabalho desenvolvido em prol da cultura e do folclore.

A presidente da autarquia destacou ainda a “capacidade de renovação” da direção e o facto de ser uma equipa jovem a passar liderar os destinos da instituição, sendo composta, na sua grande maioria, por membros que dançam no rancho folclórico. “Recebem aqui um grande legado que vai ser posto ao serviço do rancho e da comunidade local, e é um desafio e uma grande responsabilidade, o dar-lhe continuidade, num trabalho que é virado para os outros e para a comunidade”.

Numa sessão emotiva, em fevereiro último, no âmbito do processo eleitoral que decorreu na sede da Casa do Povo, na antiga escola primária no Largo dos Combatentes, António Eugénio havia lembrado ao mediotejo.net que o rancho folclórico de Tramagal nasceu precisamente por causa do Carnaval, num tempo em que as agruras e a tristeza pelos salários em atraso na Metalúrgica Duarte Ferreira, nos anos 80, levou a que um grupo de pessoas decidisse fazer uma marcha carnavalesca que alegrasse as pessoas.

Tramagal l Antonio Eugénio, o homem do rancho

Publicado por mediotejo.net em Sábado, 20 de Maio de 2017

“Foi uma altura difícil no Tramagal e as pessoas andavam tristes pelo que fizemos na altura uma marcha de Carnaval para alegrar a população. O sucesso foi tal que a partir daí nunca mais parou e assim nasceu o rancho folclórico, já lá vão mais de 35 anos”, lembrou o dirigente associativo.

Sempre com a família por perto nas mais diversas atividades e atuações que o rancho de Tramagal protagonizou por todo o território nacional e também no estrangeiro, António Eugénio lamentou na altura que a esposa, Custódia Gentil, estivesse acamada e não pudesse dar um contributo mais efetivo a uma dinâmica que a instituição requer no dia-a-dia, tendo mostrado um misto de alegria e tristeza pela saída dos corpos diretivos.

O dirigente associativo, a sua esposa e a sua família, desempenharam um papel ímpar na história do associativismo em Tramagal, tendo sido uma trave mestra na promoção e divulgação de Tramagal enquanto ‘Vila Convívio”.

Com cerca de uma centena de associados, o Rancho Folclórico da Casa do Povo de Tramagal conta atualmente com 32 membros, com idades compreendidas entre os 4 anos e os 74 anos.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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