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Segunda-feira, Setembro 27, 2021

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Tramagal | AIP diz ser “indiferente” governos terem ou não maioria absoluta (C/ÁUDIO)

O presidente da Associação Industrial Portuguesa (AIP), José Eduardo Carvalho, defendeu hoje um único critério para análise à política económica dos diversos governos, desvalorizando a questão de um executivo minoritário.

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“Tanto para a AIP como para as outras associações empresariais só deveria haver um critério para analisar a política económica dos diversos governos”, disse José Eduardo Carvalho, referindo que este passa por aferir “se as medidas e as políticas económicas favorecem ou desfavorecem a conta de exploração das empresas”.

José Eduardo Carvalho, que falou à Lusa no Tramagal, à margem da tomada de posse dos novos corpos sociais da AIP para o quadriénio 2019-2022, acrescentou: “Se formos objetivos na análise através desse critério acaba por ser indiferente se há maiorias absolutas ou não haver”.

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O dirigente empresarial, reconduzido hoje como presidente da Comissão Executiva da AIP, defende a internacionalização como prioridade de aposta para o futuro, a par do expectável aumento dos salários em Portugal.

“É preciso haver grande apoio às empresas de bens transacionáveis, mas não há dúvida de que as exportações e o reforço da componente externa da nossa economia é fundamental para isso”, afirmou o presidente da AIP, entidade que hoje homenageou o secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias, considerando que, “das políticas públicas, a internacionalização foi a que teve mais sucesso”.

Questionado sobre os salários e a produtividade em Portugal, José Eduardo Carvalho disse ser expectável que ambas aumentem.

“Os aumentos dos salários têm de estar indexados à produtividade. Portanto, se o grande objetivo estratégico é o crescimento e aumento da produtividade das empresas, obviamente que havendo aumento da produtividade os salários sobem e é isso que se perspetiva”, afirmou.

A cerimónia de tomada de posse dos órgãos sociais da AIP decorreu no Museu da Metalúrgica Duarte Ferreira, no Tramagal, tendo sido convidados a usar da palavra Maria do Céu Albuquerque (que toma posse na quarta-feira como ministra da Agricultura) a par de Eurico Brilhante Dias, na qualidade de secretários de Estado do Desenvolvimento Regional e da Internacionalização, respetivamente. Foto: mediotejo.net

“Os aumentos dos salários têm de estar indexados à produtividade. Portanto, se o grande objetivo estratégico é o crescimento e aumento da produtividade das empresas, obviamente que havendo aumento da produtividade os salários sobem e é isso que se perspetiva”, afirmou.

Agência de Notícias de Portugal

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