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Quinta-feira, Outubro 21, 2021

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Tramagal acolheu Juramento de Bandeira do Regimento de Apoio Militar de Emergência (C/FOTOS e VÍDEO)

O Largo dos Combatentes em Tramagal foi o palco na sexta-feira para a Cerimónia de Juramento de Bandeira do Regimento de Apoio Militar de Emergência (RAME), numa sessão inédita na vila convívio, que juntou centenas de populares, familiares dos militares e alunos das escolas da freguesia, em sessão presidida pelo Comandante da Brigada Mecanizada, Brigadeiro-General Eduardo Mendes Ferrão.

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Juramento de Bandeira de 58 praças do RAME decorreu em Tramagal. Foto: CM ABT

Depois de cerimónias idênticas nos centros históricos de Abrantes, Sardoal e de Mação, desta vez o momento decorreu, e pela primeira vez, sob a presença de uma multidão de populares, na Vila do Tramagal, no Largo dos Combatentes através do Juramento de Bandeira do 6.º Curso de Formação Geral Comum de Praças do Exército de 2018.

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O curso foi constituído por 58 soldados recrutas, (18 femininos e 40 masculinos) todos eles incorporados no Regimento de Apoio Militar de Emergência (RAME), em Abrantes.

Foto: CM ABT

O programa começou às 10:15, com a concentração dos convidados na Quinta do Casal da Coelheira tendo-se deslocado para o Largo dos Combatentes da Grande Guerra onde, às 11:00, principiou a cerimónia Militar, com a Continência das Forças ao Comandante da Brigada Mecanizada, a integração do Estandarte Nacional na Formatura Geral e alocução alusiva ao ato, pelo Comandante da Companhia de Formação.

Foto: CM ABT

Depois da leitura dos Deveres Militares, pelo chefe da secretaria do Comando, decorreu a cerimónia do Juramento de Bandeira, a imposição de Boinas, e o desfile das Forças em Parada em frente ao monumento de louvor aos Combatentes da Freguesia de Tramagal, culminando com uma pequena atuação da Banda do Exército e uma visita ao Museu Metalúrgica Duarte Ferreira.

Foto: CM ABT

No final da cerimónia ouvimos o Comandante do RAME, Coronel de Artilharia César dos Reis:

Que leitura faz da importância destas cerimónias militares serem descentralizadas e saírem do quartel?

Tem um profundo significado, insere-se nos objectivos que tracei assim que assumi o comando do Regimento e que também tem vindo a ser prática no Exército, nas unidades em que é feita a preparação militar geral comum dos praças que ingressam…que se preparam para ingressar nas fileiras, nos regimes de voluntariado e de contrato… é o restabelecimento, o reforço de uma relação de proximidade com a população, que em todas as circunstâncias e em todas as componentes da nossa missão procuramos promover. Neste caso, no âmbito de uma cerimónia mais significativa, cerimónia militar, porquanto é nesta cerimónia que se estabelece vínculo e condição militar ao efectuar o juramento de Bandeira. Tem um profundo significado para nós e ficamos muito satisfeitos pela adesão por parte da população, não só dos familiares (como seria natural), mas também dos residentes, neste caso, do Tramagal.

Que leitura faz da cerimónia que ocorreu aqui em Tramagal?

Uma cerimónia fantástica, com uma adesão muito grande, o envolvimento das escolas, como foi bem visível, num local também muito nobre, onde ainda este ano se inaugurou este magnífico monumento em memória dos antigos Combatentes e, como foi visível pelo discurso feito pelo Comandante de Companhia, o dever memória é sempre algo que temos muito presente e é sempre com muita satisfação que vimos antigos combatentes, porque eles são também uma referência para estes nossos jovens que agora vão ingressar nas fileiras.

É sempre uma cerimónia onde as emoções estão à flor da pele. Também sentiu isso?

Senti e… como bem sabem há várias cerimónias que fazemos ao longo do ano e eu próprio e todos os militares do Regimento sentimos essa emoção. É sempre uma emoção que se renova e é um enorme privilégio poder participar no processo de formação dos jovens que vão ser o futuro próximo e alguns deles, os que porventura queiram também ingressar nos quadros permanentes, serão o futuro do nosso Exército. Passado, presente e futuro, dever-memória sempre presente, olhar para o futuro, também sempre, e viver intensamente o presente…os resultados e os objectivos atingem-se com capacidade técnica que todos estes jovens têm, mas mais importante que isso – e em contexto militar isso é de relevar – a força e a determinação que tem de haver em todos os momentos. Mas é desta conjugação, das competências técnicas, da força e da determinação que se atingem esses objectivos e que, no fundo, é aqui que se criam também as condições para a criação de um conjunto de competências transversais que estes jovens acabam por vir a ter no seu futuro profissional, quer seja nas fileiras, quer fora delas. É aqui também que se criam as condições para que alguns valores venham a desenvolver-se e a ficar cada vez mais vincado na personalidade de cada um deles.

Cerimónia culminou com uma visita ao Museu MDF. Foto: CM ABT

Estas cerimónias fora do quartel são para continuar?

São para continuar… poderá haver uma ou outra exceção, como no ano passado por exemplo por ocasião das cerimónias do primeiro aniversário do Regimento, no próximo mês o próximo juramento de Bandeira coincidem as cerimónias do segundo aniversário, muito provavelmente também faremos dentro do Regimento, uma vez que além desta componente teremos também outras actividades e que, por uma questão de espaço, serão melhor conseguidas se forem no Regimento. Mas será um Regimento de portas abertas, não só à população do município de Abrantes, como de outros municípios vizinhos e a todos aqueles que queiram comparecer. E muitos virão de vários municípios, uma vez que é um juramento de bandeira e estes jovens pertencem de norte a sul do país.

 

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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