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Segunda-feira, Outubro 18, 2021

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Tragédia esteve iminente nos céus do Ribatejo (C/fotos e vídeo)

Avião declara emergência e aterra em segurança em Beja

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Um Embraer ERJ-190 da companhia aérea Air Astana (Cazaquistão) aterrou no domingo em segurança na Base Aérea de Beja depois de ter perdido os mecanismos de navegação e controlo de voo após uma manutenção (C-Check) nas oficinas da OGMA-Indústria Aeronáutica de Portugal, em Alverca.

O avião tinha descolado de Alverca às 13:21, com destino a Minsk, capital da Bielorússia com o indicativo de voo KC1388, mas declarou emergência pouco tempo depois de ter iniciado o voo. A tripulação, face à impossibilidade de controlar a aeronave, decidiu solicitar uma zona segura para tentar uma aterragem de emergência.

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Inicialmente as pretensões dos pilotos seriam uma amaragem no Rio Tejo ou no mar, onde a Marinha Portuguesa já estava de prontidão, avançou João Cravinho, Ministro da Defesa, na rede social Twitter.

Voo errático do Embraer nos céus do Ribatejo.
Foto: FR24

Essas opções seriam descartadas uma vez que as condições atmosféricas não eram as mais favoráveis para uma amaragem com sucesso pelo que dois F-16 da Força Aérea Portuguesa, baseados em Monte Real, foram solicitados para escoltar e auxiliar a tripulação em apuros. Outros dois F-16 ficaram de prontidão caso fosse necessária a sua presença.

Durante uma hora o avião voou praticamente descontrolado, tendo uma rota totalmente fora dos padrões e onde o mais importante era manter uma altitude segura antes de qualquer outra opção.

Cerca das 14:35 quando a aeronave se encontrava a sobrevoar a Chamusca, os pilotos conseguiram recuperar os comandos do Embraer que, no entanto, continuaram sem instrumentos de navegação.

Gráfico de altitude e velocidade permite perceber o descontrolo total da aeronave.
Foto: FR24

Nesse momento os F-16 fizeram uma aproximação ao avião da Air Astana e conseguiram guiar o mesmo para o aeroporto de Beja que, após duas passagens a baixa altitude, conseguiram finalmente aterrar em segurança na pista 19R da BA11, pelas 15:28.

A escolha da pista Base Aérea de Beja prende-se essencialmente devido às dimensões da pista (3450 metros), por haver menos habitações e outros perigos e também por esta oferecer melhores condições de meios de emergência, os quais já estavam a postos à chegada do avião.

A bordo seguiam apenas 6 tripulantes, onde dois necessitaram de apoio médico, sendo encaminhados para a Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo, de onde já tiveram alta.

O Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAA), entidade competente para a investigação de acidentes aéreos em Portugal, já fez deslocar uma equipa de peritos e já indicou que está a recolher informações da tripulação e dados da aeronave a fim de se realizar uma investigação à ocorrência.

Embraer já em segurança na pista da Base Aérea de Beja.
Foto: Rui Cambraia

A Air Astana já se pronunciou sobre o incidente através da sua conta de Twitter, mas apenas indica que, devido a “problemas técnicos” o Embraer 190, com o indicativo de voo KC1388, teve de fazer uma aterragem não planeada em Beja.

O avião tinha chegado a Portugal no dia 2 de Outubro e desde essa data que se encontrava nas oficinas da OGMA a realizar uma manutenção de rotina denominada de “C-Check”, que, no caso do Embraer ERJ-190 se realiza a cada 8500 horas de voo, e onde são inspecionadas todas as peças fundamentais ao bom funcionamento do avião.

Este é o tipo de manutenção preventivo mais rigoroso e que demora mais tempo a ser realizado, podendo chegar facilmente às duas semanas. O vídeo publicado nas redes sociais permite perceber as dificuldades da tripulação:

Texto: David Belém Pereira.

Nasceu a 30 de Janeiro de 1961 em Lisboa e cresceu no Alentejo, em Santiago do Cacém. Dali partiu em 1980 para ingressar no Exército e no Curso de Enfermagem. Foi colocado em Santa Margarida e por aqui fez carreira acabando por fixar-se no Tramagal em 2000. A sua primeira ligação à Vila "metalúrgica" surge em 1988 como Enfermeiro do TSU. Munido da sua primeira câmera digital, em 2009 e com a passagem à situação de reserva, começou a registar a fauna do Vale do Tejo, a natureza e o património edificado da região, as ruas, as pessoas... Com colaborações regulares em jornais da região e nacionais este autodidata acaba por conseguir o reconhecimento público, materializado em alguns prémios. Foi galardoado na 8ª Gala de Cultura e Desporto de Tramagal na categoria de Artes Plásticas (Fotografia) em 2013.

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