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Domingo, Julho 25, 2021

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Torres Novas: Visita a Olaia não esqueceu abandono do Paço

O executivo municipal de Torres Novas reuniu esta terça-feira, dia 5 de janeiro, na Casa do Povo da Lamarosa, numa reunião descentralizada após uma visita à União de Freguesias de Olaia e Paço. Na sua intervenção, o presidente da junta, Hélder Rodrigues, lamentou que a fusão das freguesias tivesse retirado à aldeia do Paço todos os seus serviços. “Neste momento são as coletividades que mantêm o elo de ligação entre todos os seus residentes”, salientou.

A reunião decorreu com a presença de algum público, após uma visita de todo o executivo pela união de freguesias. Começou por lembrar que a autarquia tem hoje 33,3m2, 10 aldeias e um pesado encargo com a manutenção de oito cemitérios. A retirada de financiamento aos CTT tem colocado o espaço sobre o encargo da junta, que tem lutado para que Olaia mantenha todos os seus serviços.

O autarca lamentou assim a situação em que a fusão de freguesias deixou o Paço, “sem nada”, fazendo a autarquia um esforço para ir à localidade duas vezes por semana. O lamento foi acompanhado pela oposição, nomeadamente a vereadora Filipa Rodrigues (CDU).

Na sua intervenção Hélder Rodrigues enumerou vários casos a precisar de atenção na união. Entre eles, o do Centro Escolar de Olaia e Paço, que permanece sem os arranjos exteriores concluídos, ou a urgência de repavimentar várias estradas (por exemplo o caso polémico do Pé de Cão), sendo que há moradores que têm dificuldade de acesso às suas moradias. A Etar da Lamarosa e a necessidade de fiscalizar os trabalhos da Águas do Ribatejo para que a obra se faça de forma rigorosa, o reaproveitamento das escolas abandonadas para um Centro de dia ou a prometida construção de um espaço desportivo de apoio ao Centro Escolar foram outras das necessidades mencionadas.

O autarca apelou também a uma maior definição das delegações de competências nas juntas de freguesia. Segundo salientou, estas autarquias não podem suportar certo tipo de obras mais volumosas em bermas e valetas.

Foi ainda lembrado um apoio de 10 mil, com cerca de dez anos, que nunca foi recebido pela junta de Olaia. O presidente da Câmara, Pedro Ferreira, esclareceu que pediu aos serviços jurídicos para encontrarem um meio do município atribuir esta despesa. Na época, explicou, não foi possível ao município pagar este valor, apesar de não avultado.

Em declarações ao mediotejo.net no final da reunião, Hélder Rodrigues lembrou todas estas reivindicações. “Nós temos aqui portanto vários serviços, mas não temos capacidade financeira para fazer muito mais porque felizmente é uma junta que não tem dívidas a ninguém e quero chegar até ao fim do mandato com tudo sempre em dia”, sublinhou.

Esta união de freguesias recebe anualmente 65 mil euros do Estado.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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