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Torres Novas: Virgínia sopra 60 velas com Filmes Pedidos, GNR e Os Gringos

O Teatro Virgínia celebra esta quinta-feira, dia 27, seis décadas de existência. A festa de aniversário começa no dia seguinte e dura três dias, entre 28 e 30 de outubro. Quem aceitar o convite pode escolher entre o espetáculo “Filmes Pedidos”, o concerto “Afetivamente” dos GNR e uma matiné dançante com Os Gringos. Escolher ou marcar presença do início ao fim da longa festa.

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O público está convidado para a festa de três dias que o Teatro Virgínia organizou para comemorar os seus sessenta anos de existência, assinalados esta quinta-feira, dia 27. Quem também aceitou o convite da sala de espetáculos inicialmente projetada por Fernando Schiapa de Campos foi a Companhia Caótica, os GNR e os Gringos.

Os três juntam-se aos muitos artistas que foram partilhando o palco ao longo de seis décadas, lado-a-lado com algumas obras-primas do cinema mundial. O virar do milénio trouxe a renovação do edifício, depois de adquirido pela autarquia, a partir da visão do arquiteto Gonçalo Louro. Na inauguração de 2005 o público ficou a conhecer o novo espaço Café Concerto, vocacionado para espetáculos mais intimistas.

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A capacidade da plateia, plateia alta, camarotes e balcão também sofreu alterações com a redução para 600 lugares e é neles que se assiste ao espetáculo “Filmes Pedidos” na sexta-feira, pelas 21h30. Assiste-se e não só. Nesta produção da Companhia Caótica é o público quem define o ponto de partida para o improviso musical. Como? Pegando na seleção de filmes de Nuno Sena, diretor do festival Indie Lisboa, e escolhendo quais serão musicados por António Pedro, Ricardo Freitas e Eduardo Raon. Os músicos sobem ao palco sem saber o que esperar e o improviso está garantido.

O fim-de-semana chega com os afetos dos GNR, formados no Porto quando o Teatro Virgínia celebrava o primeiro quarto de século. No sábado à noite, a partir das 21h30, a banda apresenta-se em versão acústica no concerto “Afetivamente”, juntando a voz de Rui Reininho ao baixo de Jorge Romão, piano e guitarra de Tóli César Machado, bateria de Samuel Palitos, teclados/piano de Paulo Borges e violino de Ianina Khmelik.

A festa do 60º aniversário continua na matiné de domingo com música dos anos 50, 60 e inícios de 70 do século passado trazida pelos Gringos, a partir das 15h30. Vítor Paixão, Luís Mendes, Armando Maia, Vítor Valente, José Manuel Fanha, José Maia e Luís Antunes formam o grupo criado na Meia Via oito anos depois da inauguração do Virgínia e fecham as comemorações trajados a rigor com os chapéus genuínos da emblemática Route 66.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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