- Publicidade -

Sábado, Dezembro 4, 2021
- Publicidade -

Torres Novas | Virgínia apostou em “Ópera para todos” e o público quer mais (c/ vídeo)

O Teatro Virgínia iniciou a primeira temporada de 2017 este sábado, dia 7, com a estreia nacional de “Ópera para todos”, um espetáculo do grupo Allegro, formado por quatro cantores líricos e um pianista que se conheceram na Escola de Música do Conservatório Nacional. Na plateia, poucas foram as cadeiras que ficaram vazias, provando que este género musical não é exclusivo das elites e também enche salas de espetáculos.

- Publicidade -

O arranque da primeira temporada de 2017 do Teatro Virgínia no passado sábado fez-se com um género musical que muita gente continua a associar às elites, a ópera. A aposta no espetáculo “Ópera para todos” revelou-se acertada com a sala praticamente cheia para ouvir o grupo Allegro, composto por quatro cantores líricos e um pianista que se conheceram na Escola de Música do Conservatório Nacional.

A ideia de levar a ópera ao público em geral partiu da finalista Constança Lopes à qual se juntaram os professores de canto e piano, Nuno Vilallonga e Daniel Godinho, e os ex-alunos e Yoann Auboyneau e Inês Lourenço. O resultado foi um espetáculo pensado para cada palco com um repertório que inclui compositores intemporais, temas de musicais e zarzuelas.

- Publicidade -

Nuno Vilallonga, Constança Lopes, Inês Lourenço e Yoann Auboyneau são os quatro cantores líricos. Fotos: mediotejo.net

Conversámos com os cinco poucas horas antes da estreia nacional no palco do Teatro Virgínia, ficando a saber que não se trata de um formato convencional, confirmado pelo repertório apresentado que incluiu obras de Mozart ou Handel, músicas mais atuais como “Cheek to cheek” de Irving Berlin, ou a zarzuela “Mi Aldea” de Jacinto Guerrero.

A magnificência dos cenários neste tipo de produções a que nos habituaram as salas de espetáculos nacionais deu lugar ao piano de Daniel Godinho e à chaise longue onde os quatro cantores se foram encontrando e desencontrando ao longo de cerca de uma hora em que atuaram a solo ou em dueto.

O som do piano de Daniel Godinho acompanhou os solos e os duetos no palco. Fotos: mediotejo. net

O minimalismo é outro ponto diferenciador do espetáculo e não retirou glamour à noite. Segundo o grupo Allegro, a magnificência paga-se cara e limita o acesso do público a este género musical num contexto igualmente dificultado pela falta de apoios e uma mentalidade que continua a dar preferência a profissionais estrangeiros em detrimento dos nacionais.

A necessidade de sair de Portugal para conseguir singrar profissionalmente não reúne consenso destes artistas que se juntaram para provar que a ópera pode ter um formato inovador e ser mesmo para todos. A plateia cheia demonstrou que o público em geral gosta da ideia e quer mais iniciativas do género na região.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

- Publicidade -
- Publicidade -

DEIXE UMA RESPOSTA

Faça o seu comentário, por favor!
O seu nome