Torres Novas | Um milhão de euros amplia e moderniza Centro de Saúde da cidade (c/áudio)

Está em fase de obra a empreitada de requalificação do Centro de Saúde de Torres Novas, um investimento global na ordem do milhão de euros e com um prazo de execução de cerca de um ano. Durante os trabalhos de remodelação do edifício, cuja conclusão o presidente da Câmara Municipal aponta para meados de 2021, as Unidades de Saúde Familiar (USF) Almonda e Cardilium manterão a sua atividade, consultas e atendimentos no edifício que vai ser alvo de remodelação.

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“Uma obra muito importante que vai ser executada por três fases, num equipamento que necessitava de ampliação e de ser modernizado”, investimento que ronda o milhão de euros e que conta com apoio de 85% de fundos comunitários. Os restantes 15% são suportados pelo Ministério da Saúde e pelo município torrejano, disse Pedro Ferreira (PS).

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Em declarações ao mediotejo.net, a diretora executiva do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo, Diana Leiria disse que foram tomadas várias medidas para minimizar o impacto das obras na atividade assistencial das USF Almonda e Cardilium, reconhecendo, no entanto, não ser possível evitar todos os incómodos que daí possam advir para utentes e profissionais.

Por outro lado, notou a diretora executiva do ACES Médio Tejo, a Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC) e a Unidade de Recursos Assistenciais Partilhados (URAP), designadamente as consultas de psicologia, os atendimentos da assistente social e os exames de cardiopneumologia, estão a funcionar em instalações cedidas temporariamente pela autarquia, no Convento do Carmo.

Diana Leiria destacou ainda as obras em curso no concelho de Ourém, designadamente em Alburitel, Sobral e Olival, e no concelho de Constância, em Montalvo, esta em fase final.

Em comunicado, o ACES Médio Tejo deu conta que no dia 6 de outubro principiavam as obras de remodelação do edifício do Centro de Saúde de Torres Novas, situado na Praceta Entre Águas, na cidade torrejana. Obras de remodelação que resultam de um protocolo celebrado entre a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) e a Câmara Municipal de Torres Novas e que visam dotar as Unidades de Saúde que ali funcionam de melhores condições para utentes e profissionais.

Apelando à “compreensão” dos utentes “por algum desconforto ou incómodo que possam sentir”, Diana Leiria deu ainda conta que, “sendo a restruturação uma intervenção de fundo, é previsível que os trabalhos se prolonguem durante o ano de 2021”.

A Câmara Municipal de Torres Novas aprovou por unanimidade em reunião de executivo de 14 de abril deste ano a proposta de adjudicação da empreitada de requalificação da Unidade de Saúde de Torres Novas à empresa Pé de Cão Construções, Lda. pelo valor de 607.511,63 euros, acrescido de IVA, com um prazo de execução de 360 dias. Ao valor da empreitada junta-se o investimento no projeto e recheio do equipamento, apontando-se um total global de um milhão de euros de investimento.

Empreitada de requalificação do centro de saúde de Torres Novas tem duração prevista de 360 dias. Foto: DR

“O objetivo é dar resposta às reais necessidades da população utente do equipamento (num universo de 9.066 inscritos no ACES Médio Tejo/UCSP de Torres Novas, segundo dados do RNU-Registo Nacional de Utentes), melhorando as condições de conforto, higiene e segurança, indo ao encontro de duas premissas fundamentais: alteração da compartimentação e melhoria das redes técnicas e sistemas de segurança e conforto que procurem responder às exigências legais atuais, nas suas variadas áreas de especialidade”, deu conta a autarquia, na ocasião.

A área de intervenção com maior ênfase vai ser o interior do edifício principal. Ao nível exterior vai ser aplicado um sistema de reboco projetado, a fim de reduzir as pontes térmicas existentes e proporcionar melhor eficiência energética.

Esta intervenção é cofinanciada por fundos comunitários no montante FEDER de 546 mil euros, no âmbito da candidatura «Requalificação da Unidade de Saúde de Torres Novas» aprovada pelo CENTRO 2020. O montante remanescente é suportado pelo município de Torres Novas e pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo através de contrato-programa já celebrado.

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Mário Rui Fonseca
A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.
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