Torres Novas | TorreShopping apresenta nova imagem e já está a atrair mais marcas nacionais (c/vídeo)

Joaquina Romão, responsável pelo TorreShopping Foto: mediotejo.net

Estão terminadas as obras de monta no TorreShopping. Um ano e cinco milhões de euros depois, a área das lojas foi ampliada e o espaço público foi inteiramente redesenhado para obedecer às exigências dos espaços comerciais modernos. A aposta da CBRE atraiu de imediato novas marcas: a Portugália e a Women’Secret abriram espaços no edifício e a FNAC prepara-se para inaugurar uma loja no final de março. As expectativas estão em alta e, depois de um dezembro de forte negócio, o entusiasmo com a renovação é geral. A diretora do TorreShopping, Joaquina Romão, confirma que há mais marcas nacionais interessadas em instalar-se no centro comercial de Torres Novas.

PUB

A nova imagem do TorreShopping foi apresentada esta sexta-feira, 31 de janeiro, um momento assinalado com um concerto de David Antunes & the Midnight Band, com origens na região.

Na véspera do evento, a agitação era palpável na administração do centro comercial, gerido e comercializado pela consultora imobiliária CBRE. “Pins” com o novo logótipo do espaço aguardavam distribuição e havia um novo lema a circular, visível logo à entrada do parque de estacionamento, num grande cartaz: “Por tudo e por nada.”

PUB
O novo logotipo do TorreShopping é inspirado nos desenhos encontrados nas ruína romanas da Vila Cardílio, património histórico de Torres Novas

Sendo o centro comercial de maior dimensão da região, o TorreShopping deseja afirmar-se como espaço de “ponto de encontro”. Para tal foi necessário investir na estrutura, que possuía um desenho interior – em termos de tamanho de lojas, corredores, espaços – que perdera atratividade e funcionalidade. As obras ainda não terminaram completamente e os próprios lojistas, avança Joaquina Romão, estão a investir na renovação dos seus espaços. Em breve o edifício será ainda dotado de um “Playground” (espaço para crianças) e de uma pérgola na esplanada.

Já o novo logótipo foi buscar inspiração à Vila Cardílio, um conjunto de ruínas romanas localizadas em Torres Novas, mostrando proximidade à comunidade, mas num espírito de modernidade e ambição de futuro.

PUB

O pormenor não escapou ao elogio do presidente da Câmara de Torres Novas, Pedro Ferreira, que na apresentação desta sexta-feira aproveitou para anunciar que a Vila Cardílio vai em breve receber obras de beneficiação, convidando os clientes do shopping a visitar o monumento.

O autarca salientou a proximidade que o centro comercial estabelece com os municípios da região e a “luta enorme” da empresa para se manter ao longo dos últimos anos, nomeadamente durante o período de crise. “Ninguém baixou os braços”, frisou, felicitando o trabalho da administração. “Para Torres Novas é uma riqueza em termos de economia.”

Em nome dos lojistas, Luís Pires, da marca Trincanela, frisou ser “um orgulho e uma enorme satisfação” ver a renovação da imagem do TorreShopping. Muitos desistiram ao longo dos anos, constatou: “Mas quem ficou – e fomos muitos – investiu e acreditou que o potencial existia.” Manifestava assim a sua confiança no projeto e nas boas expectativas desta nova fase do centro comercial. “Tudo faremos para prestar o melhor serviço possível”, afirmou.

Apresentação da nova imagem do TorreShopping

Publicado por mediotejo.net em Sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Intervenção do Presidente da Câmara de Torres Novas, Pedro Ferreira, na apresentação pública da nova imagem do TorreShopping

Na entrevista do mediotejo.net a Joaquina Romão, realizada na véspera desta apresentação pública, abordámos ainda o tema da poluição da ribeira da Boa Água e os seus inevitáveis impactos, mas o clima geral é de confiança. O TorreShopping vai ficar com cerca de 50 lojas e há novas oportunidades de emprego e de investimentos que se abrem a curto prazo.

O TorreShopping apresenta esta sexta-feira uma nova imagem. Estiveram em remodelação durante o ano de 2019, abriram novas lojas, como o “Portugália”. O centro comercial está aqui em clara transformação. O que se passa com o TorreShopping?
O TorreShopping está aberto desde abril de 2005. Como todos os centros comerciais – uns mais, outros menos – sentimos a crise durante algum tempo. Neste tipo de espaços é normal haver uma revisão do conceito, porque rapidamente fica obsoleto. Sentiu-se assim a necessidade de fazer uma remodelação do centro comercial, até porque o próprio TorreShopping, de origem, já não era um espaço muito atualizado. O grande motivo foi o “layout”, que não era um “layout” tão bem conseguido como se desejaria.

Pode explicar o que quer dizer com “layout”?
A forma como está organizado o espaço, as lojas. A organização do espaço era muito má. Tínhamos corredores estreitos. Muitas lojas, especialmente as maiores, que são as que requerem maior investimento dos lojistas, estavam escondidas, e havia dificuldades comerciais em conseguir ocupá-las. Isso foi sempre sentido como um ponto fraco. Demorou-se algum tempo a colocar o melhor projeto na rua. Poderá ter-se pecado pelo atraso, mas o que foi conseguido foi bem conseguido. Acredito bastante naquilo que está a ser feito. Estamos a acompanhar o que se passa em centros comerciais de primeira linha. Obviamente que está a acontecer aquilo que nós esperávamos: a confiança depois do mercado e dos “players”, neste caso dos lojistas. Muitas gente não se identificava com a imagem do centro comercial.

Esta mudança foi então bem recebida?
Sim, sim. Uma FNAC é o reflexo disso. A Women’Secret tinha vontade de abrir, estávamos em conversações há muito tempo. Tinham aqui a Springfield e acreditavam no TorreShopping, mas só avançariam numa situação de uma nova cara, de um novo espírito do centro comercial. Refletiu-se na própria Portugália, que já tinha vindo ver o centro e só agora manifestou vontade de avançar. E tem sido um caso de sucesso, como todos sabem. Poderá haver ainda mais algumas marcas muito interessantes, mas como não está nada formalizado, não podemos avançar. Mas a curto prazo irá haver outros nomes importantes.

De peso nacional?
De peso nacional, sim. Esta nova imagem penso que vem ao encontro da arquitectura desenvolvida para o projeto, que é muito mais jovem, moderna, atual, dinâmica. Representa melhor aquilo que queremos que o TorreShopping seja. Daí também a escolha do próprio logótipo, inspirado em monumentos locais, e que pretende realçar o ponto de encontro que o TorreShopping pode ser aqui dentro da zona do Médio Tejo.

A ideia então é apostar nesse conceito de ser um ponto de encontro na região?
O nosso posicionamento é claramente ser um ponto de encontro dentro da região. Um espaço onde as pessoas podem vir por diversos motivos. Daí a nossa assinatura: “por tudo e por nada”. Por todos os motivos e mais alguns vêm ao TorreShopping: para tomar um café, para comemorar uma data especial, para passear com um amigo que vem de longe, para um almoço de negócios, para vir ao cinema, comprar roupa para os filhos. Queremos ser vistos como um ponto que a comunidade tem ao seu dispor.

A apresentação da nova imagem foi marcada por um concerto de David Antunes. Está nos vossos planos apostar numa agenda cultural?
Nós sempre tivemos vários acontecimentos aqui [Como a entrega do Prémio Literário do Médio Tejo, que o TorreShopping patrocina desde 2017]. No último ano não se refletiu porque estivemos sempre em obras. Mas tivemos já concertos, stand-up comedy, espetáculos. Neste momento o enquadramento não é continuar, mas fazer pequenos apontamentos. O evento de apresentação da nova marca à comunidade tem a presença do senhor presidente da Câmara, é um momento mais solene. Depois servimos um cocktail e, para terminar, pensámos num concerto do David Antunes, que é da zona, e é isso que queremos enaltecer.

O que pode revelar sobre o que ainda irá mudar ao longo de 2020?
Vamos abrir na próxima semana a New Store, uma loja que já tínhamos antes, mas completamente remodelada, um conceito muito mais adaptado, com uma imagem sofisticada. Vai ainda abrir uma loja no piso 0 de acessórios de telemóvel. Além das entradas novas, todas as lojas que já cá estão encontram-se a fazer as suas alterações e a melhorar. É esse dinamismo de renovação que se pretende e que foi criado com o investimento do proprietário. Porque eles sabem perfeitamente que o cliente vai estar a comparar lojas que têm uma imagem mais antiga e lojas que acabaram de se estrear.

A marca Trincanela (Luís Pires, à esquerda) falou em nome dos lojistas, dando conta da satisfação com a renovação da imagem do TorreShopping Foto: mediotejo.net

Esperam com tudo isto atrair mais clientes neste próximo ano ou esse crescimento já se tem vindo a registar?
Tivemos um dezembro espetacular, com uma taxa de crescimento do volume de vendas. Mas estávamos em período de obras. Acredito que se vai notar agora durante este ano, estamos a contar com isso.

A abertura de uma loja como a FNAC terá o seu peso, até porque é a única na região. Tem alguma previsão percentual de quanto poderá aumentar a afluência ao TorreShopping em 2020?
Esperamos que haja uma percentagem significativa, até porque é uma oferta que tem um peso específico. Além do peso no ato da compra, é uma atractividade natural de quem vem. Muitas vezes faz-se uma deslocação a outros centros comerciais porque têm determinada oferta. Aqui havia o sentimento de como não tem, não vale a pena visitar. Um centro comercial trabalha assim mesmo: um conjunto de lojas, cada uma com a sua oferta, mas algumas atraem um consumidor que depois acaba por ir visitar as restantes. É preciso ter o “mix” certo e a FNAC é um “mix” que traz uma oferta que não tínhamos representada aqui no centro comercial. Nomeadamente em termos culturais: não tínhamos uma livraria, uma loja de brinquedos, não tínhamos cultura, em termos de oferta de música, e tudo isto eles têm. Essa loja vai conseguir dar uma oferta de vários tipos de loja que não tínhamos. Acho que vai ser um sucesso.

Até onde gostaria que o TorreShopping chegasse?
Gostaria que a comunidade tivesse o sentimento de todos aqueles que aqui estão, de considerarem que o TorreShopping é deles. Que eu acho que já existiu. Obviamente nos momentos menos positivos, quando tivemos uma taxa de ocupação mais baixa, as pessoas sentiram. A crise foi sentida nos centros comerciais todos, mas no TorreShopping sentiu-se mais, dada a oferta que possuía de pequenos negócios. Numa crise é fácil os negócios mais pequenos não resistirem, dado que não possuem estrutura para aguentar a instabilidade. Mais que alterar a parte estética toda – nomeadamente a restauração, que sofreu um impacto enorme com as obras – tivemos que mudar o nosso “layout” para adequar o centro às novas exigências e permitir assim aumentar a nossa atractividade.

Imagino que os lojistas estejam satisfeitos com estas alterações…
Estão, estão, gostaram muito do que está a ser feito. Por isso é que eles estão a apostar e a investir na remodelação das suas lojas e transformá-las de acordo com a nova imagem.

O TorreShopping teve alguns problemas com o mau cheiro proveniente da poluição da Ribeira da Boa Água, nomeadamente nas salas de cinema. É uma situação já resolvida?
Os nossos problemas ficam resolvidos quando deixar de haver poluição. Nós não temos forma de a combater. Tudo o que foi feito era o que estava ao nosso alcance. Por vezes sentimos algum cheiro, mas nós não conseguimos controlar o ar.

Chegaram a tomar alguma medida mais drástica?
Fizemos queixa aos organismos competentes. Não podemos fazer muito mais…

Não equacionaram abrir mais salas de cinema? Este é o único grande cinema da região.
Não há espaço. Apesar deles funcionaram muito bem. Há aqui um verdadeiro hábito de ir ao cinema. É incrível a quantidade de pessoas que vêm, mesmo durante a semana. [A Castelo Lopes] também está a apostar na sua remodelação, a melhorar a comodidade das suas salas.
Há um sentimento de confiança no futuro e isso é refletido no investimento por parte dos lojistas e no investimento das novas marcas, que confiaram no projeto. Acho que vamos terminar 2020 muito melhor do que começámos.

TorreShopping apresenta nova imagem. Diretora Joaquina Romão

Publicado por mediotejo.net em Sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

APOIE O NOSSO JORNAL, TORNE-SE UM LEITOR BENEMÉRITO

Se lê regularmente as nossas notícias torne-se um leitor benemérito fazendo contribuições a partir de 10€/mês, ou doando valores iguais ou superiores a 100€. Esses leitores passam a constar da ficha-técnica como apoiantes deste projeto independente de jornalismo. Pode também fazer uma contribuição pontual (5€, 10€, 20€, o que puder e quiser).

- publicidade -

1 COMENTÁRIO

  1. Controlar o ar no interior: sistemas de filtragem de ar HEPA + UV-C e eventualmente mais qualquer coisa e podem ter um ar limpo no interior… mas isso custa dinheiro.

    5 milhões gastos e aqueles WC’s continuam a deixar a desejar, cada vez que lá fui ou saboneteira não funcionava, ou o secador não queria arrancar e quando arrancava passados poucos segundos desligava-se e recomeçava a luta… já para não dizer que nem estavam assinalados os locais dos mesmos e que é suposto ser automático.

    Do meu ponto de vista de visitante/ cliente, ainda não é uma boa experiência.

    Falta também um restaurante de hambúrgueres fast-food de renome, aquele Burguer Ranch infelizmente não é uma boa experiência mesmo para quem gosta de “comida rápida”.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here