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Terça-feira, Junho 22, 2021

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Torres Novas | Torrejanos levaram Ribeira da Boa Água à Assembleia da República

O movimento “Basta”, incluindo a Associação de defesa do Património de Torres Novas, moradores da envolvente da ribeira da Boa Água e autarcas e presidentes de junta do PS, PSD e BE, ao todo 18 pessoas, foram recebidos na segunda-feira, 28 de novembro, pelo vice-presidente da Assembleia da República (AR) e natural de Abrantes, Jorge Lacão. Ao responsável entregaram as mais de 5700 assinaturas da petição “Salvemos a Ribeira da Boa Água”. Jorge Lacão colocou várias questões ao grupo sobre as origens e as consequências da poluição, mas, tendo em conta todo o processo burocrático que se segue, o documento não deverá ser discutido na AR antes de 2017.

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O mediotejo.net acompanhou a viagem até Lisboa do grupo principal de subscritores da petição “Salvemos a Ribeira da Boa Água”, ao qual se juntaram vários autarcas de Torres Novas. O presidente da Câmara, Pedro Ferreira, tinha previsto integrar o grupo, mas compromissos na Águas do Ribatejo impediram a viagem. Na AR juntou-se ao grupo o deputado do BE Carlos Matias. À partida de Torres Novas e antes da entrada no edifício do Palácio de São Bento juntaram-se mais assinaturas, estimando os promotores que se ultrapassou a barreira das 5700 signatários.

O grupo reuniu com o vice-presidente da AR, Jorge Lacão, numa sala privada e a discussão, que se previa curta, prolongou-se durante uma hora. A comunicação social não foi autorizada a presenciar a conversa após a entrega das assinaturas, mas o porta-voz do movimento “Basta”, Luís Santos, adiantou que o responsável fez várias questões aos presentes, mostrando-se interessado em saber quais os passos que já tinham sido dados em prol do fim da poluição em Torres Novas.

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“Mostrou-se interessado em saber se nós já teríamos apresentado a situação ao Ministério Público, coisa que realmente não fizemos”, constatou Luís Santos, mas que “é uma hipótese pertinente de acontecer”. “Perguntou-nos em termos de foco poluidor se sabíamos de onde vinha, ao que eu lhe respondi: os poluidores estão identificados, não nos cabe a nós apontar nomes”, referiu. “A nossa intenção não é apontar o dedo”, salientou, mas frisar que a “poluição tem que acabar”.

O vice-presidente da assembleia da república conversou demoradamente com o grupo, procurando saber as origens e consequências da poluição. Na caixa que lhe foi entregue estavam reunidas mais de 5700 assinaturas FOTO: mediotejo.net
O vice-presidente da assembleia da república conversou demoradamente com o grupo, procurando saber as origens e consequências da poluição. Na caixa que lhe foi entregue estavam reunidas mais de 5700 assinaturas FOTO: mediotejo.net

“É evidente que quando um número tão significativo de pessoas se mobiliza na defesa de uma causa que não é só a causa pessoal delas, é uma causa simultaneamente de interesse público, é porque alguma coisa não está bem”, começou por salientar ao mediotejo.net Jorge Lacão. “E esse alguma coisa, conforme eu pude aqui testemunhar, tem a ver com um impacto ambiental bastante negativo, relativamente às consequências para a ribeira da Boa Água, para o Almonda e consequentemente para a bacia do rio Tejo, para além do próprio território e das populações mais diretamente envolvidas”.

O responsável espera assim que a questão seja agora bem analisada por todos os grupos parlamentares, uma vez que  se reuniram as assinaturas necessárias (número base são 4 mil) para ser discutida em plenário. “Espero que a convergência destes alertas venha a traduzir-se naquilo que no fundo as populações esperam: uma resposta eficaz para controlar esta fonte de poluição”, terminou.

A entrega da petição foi apenas o primeiro passo deste processo. O texto vai agora ser analisado por uma comissão competente, da área ambiental, da qual sairá um relatório. Este grupo de primeiros signatários será entretanto chamado novamente à AR, de forma a ser ouvido por esta comissão e responder às questões levantadas. Não há previsão da data em que o debate sobre a ribeira da Boa Água vai a plenário, mas a vereadora Helena Pinto (BE) e ex-deputada, presente na viagem, explicou ao grupo de torrejanos que o final próximo deste ano torna pouco provável a discussão antes de 2017.

Para já a defesa da ribeira da Boa Água e a luta contra a poluição segue em duas novas frentes. Segundo Luís Santos há conversações a decorrer com o partido PAN para levar o tema a Bruxelas, mas a própria deputada do BE, Marisa Matias, já interpelou a Comissão Europeia sobre o assunto.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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