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Terça-feira, Janeiro 18, 2022
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Torres Novas | Setor do Figo só terá futuro se produtores se unirem

“Enquanto os produtores (de figo) não se juntarem dificilmente o setor” vai ter sucesso. A mensagem foi deixada por Rui Sousa, do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV), no encerramento da primeira parte do painel “Frutos Secos – Perspetivas de Produção e Comercialização” do Seminário “A Cultura dos Frutos Secos – Novos desafios”. Na manhã de sexta-feira, dia 6, abordou-se a “moda” dos frutos secos e a grande procura, mas também que Torres Novas continua sem dimensão para atender às exigências do mercado.

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O seminário insere-se na 32ª Feira Nacional de Frutos Secos de Torres Novas e decorre dias 6 e 7 de outubro. Na abertura, António Ferreira, responsável pela Feira no âmbito da Câmara de Torres Novas, salientou que a economia tradicional do figo deixou de existir, “mas não o potencial de produção”. Este é um primeiro seminário para discutir o futuro dos frutos secos na região, mas espera-se que mais se venham a realizar.

A mesma expetativa foi deixada pelo presidente do município, Pedro Ferreira. O autarca manifestou esperança no empreendedorismo jovem, impulsionado pela Start Up Torres Novas. “Era bom voltar a ver o solo de Torres Novas com muitos figueirais, nogueiras, amendoeiras…”. Deixava assim a mensagem de que é preciso “continuar a lutar”.

Com um extenso conhecimento teórico e prático sobre a produção do figo, Rui Sousa deixou vários conselhos para o futuro. Foto: mediotejo.net
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Presente na ocasião, a diretora da Direção Regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo (DRAPLVT), Elizete Jardim, frisou a dinâmica que se tem verificado a nível dos agricultores, com novos projetos a surgirem. “Há um aviso de investimento na agricultura que terminou há uns meses (…) mas o orçamento apenas chegará para 1/3 das candidaturas”, lamentou.

No entanto “o setor está a investir”, reafirmou, mencionando o aparecimento em Portugal do figo da Índia e de outras culturas alternativas que contornaram a crise. A responsável deixou assim boas expetativas quanto às apostas que estão a ser feitas, nomeadamente no amendoal e no nogueiral.

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De seguida foi a vez de intervir Michele Rosa, com a apresentação do projeto Go Figo Produção. Uma iniciativa particular de pequena dimensão que já conseguiu unir alguns parceiros em torno da recuperação do figo preto torrejano. Apesar de existir procura, constatou a empreendedora, a dimensão do figueiral ainda é muito pequena e não responde às exigências do mercado.

Já Rui Sousa deixou conselhos para a implementação de boas práticas de produção de figo de qualidade, quer do fresco quer do seco, mas frisou sobretudo a necessidade dos produtores se unirem em busca de objetivos comuns, nomeadamente o escoamento garantido do produto. “Só conseguimos fazer com que isto aconteça se nos juntarmos (…) Falta uma marca que garanta qualidade ao consumidor”, sublinhou.

“Enquanto os produtores não se juntarem dificilmente o setor” vai ter sucesso, reiterou no período de intervenção do público, face a questões sobre os canais de escoamento. Como produtor, só “tenho que me preocupar em produzir bom e barato”, explicou, tendo outro setor que se preocupe com a revenda do figo ou de outros frutos secos. Mas para isso tem que haver uma união que permita criar essa estrutura, salientou.

A mesma mensagem foi deixada por António Ferreira. “Enquanto o lobby dos produtores não existir”, ou seja, enquanto não houver determinado esforço conjunto para avançar com o setor, os projetos de recuperação do figueiral torrejano terão sempre dificuldades em avançar.

 

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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