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Quinta-feira, Janeiro 20, 2022
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Torres Novas | Sem água para a cultura do figo “não vale a pena investir”

No âmbito do seminário “A Cultura dos Frutos Secos – Novos Desafios”, Rui Sousa, do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, falou esta sexta-feira, dia 6, dos mecanismos necessários para produzir figo de qualidade e escoá-lo para o mercado. Destacou também que “fazer cultura (de figo) sem água, não vale a pena investir” e que é necessário pensar no tema, arranjar uma resposta conjunta, antes das condições climatéricas piorarem.

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Rui Sousa mencionou o tema da importância da água na cultura do figo de forma breve durante a sua intervenção. À margem do certame, o mediotejo.net questionou o investigador se a seca extrema que se vive neste momento em Portugal não poderá trazer consequências sérias para a produção do figo de Torres Novas nos próximos anos. “Nos pomares que existem atualmente, a falta de água vai afetar a produção”, constatou. Para evitar problemas maiores, “não podemos continuar a deixar o rio Almonda fluir para o Tejo sem o usar”, explicou.

“Não podemos ficar reféns do clima”, defendeu. Os produtores terão que pensar em soluções, como uma barragem, para a longo prazo contornarem a falta de água. Mas tal “exige uma organização” conjunta, defendeu, reiterando a necessidade da criação de uma estrutura coletiva de produtores para que este setor tenha efetivamente futuro.

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No figo seco a falta de água vai torná-lo mais doce, no entanto mais miúdo. Conforme constatou na sua intervenção, tal vai obrigar a que se produza mais figo para compensar o preço do quilo. Já o figo fresco vai ser muito afetado pela falta de água, uma vez que é uma parte substancial da sua composição.

“Tem que haver regra” para que o aquecimento global não prejudique esta produção, terminou.

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Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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