Quinta-feira, Março 4, 2021
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Torres Novas | Sec. Estado do Ambiente espera resolver poluição até ao verão (c/vídeo)

O secretário de estado do ambiente, Carlos Martins, esteve durante todo o dia de quinta-feira, 22 de dezembro, no concelho de Torres Novas a visitar duas obras de saneamento promovidas pela Águas do Ribatejo. Durante a tarde reuniu com o executivo municipal e a Comissão Municipal de Acompanhamento do rio Almonda à porta fechada. Aos jornalistas adiantou que serão tomadas mais medidas para que se resolvam os problemas de poluição, de preferência até ao verão, nem que as entidades poluidoras sejam obrigadas a cessar atividade no concelho.

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Em declarações à comunicação social, à margem da visita ao Sistema de Saneamento Lapas/Ribeira Branca, Carlos Martins recusou-se a mencionar o nome de qualquer empresa como sendo responsável pela poluição da ribeira da Boa Água. Com base na visita aos novos sistemas de saneamento, recordou que há um conjunto de responsabilidades que pertencem às empresas e que se pretende também promover a “sensibilização” para que essas instituições respeitem os limites de descargas para que foram licenciadas.

Sobre a reunião da tarde, o secretário de estado adiantou que têm sido realizadas várias reuniões entre todas as entidades envolvidas e que alguns dos passos estratégicos definidos já foram cumpridos, como a limpeza das margens da ribeira da Boa Água. Este facto permite agora percepcionar melhor de onde vem a poluição e recolher amostras para análise, explicou. “Vamos fazer um ponto de situação, estabelecer novos passos”, referiu.

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Questionado sobre ações concretas para combater as empresas poluidoras, o responsável afirmou que “o que pode acontecer no futuro decorre das circunstâncias que estas ações de fiscalização, relatórios de trabalho, as análises vierem a demonstrar”. “Se na prática se verificar que continua a haver uma poluição grave, haverá com certeza alguma tradução prática no tecido empresarial que seja causador inequívoco dessas situações”, afirmou. Mas se foram apontadas respostas para que a ribeira permaneça sem poluição, “nada nos move relativamente ao tecido empresarial”.

“O que não podemos nunca permitir é que a externalidades ambientes sejam a resposta do tecido ambiental para serem competitivos”, afirmou, salientando que as empresas têm que respeitar as suas responsabilidades para com o ambiente.

Frisando um “compromisso com o município e com estas populações” em resolver este tema, referiu que “o nosso desejo é que eventualmente no próximo verão estas questões estivessem perfeitamente todas esclarecidas, resolvidas se possível, e que entrem num regime de normalidade. Ou porque são tomadas medidas que levem a que as empresas fiquem mas que não causem problemas ambientais; ou porque entretanto as empresas não conseguiram arranjar essa resposta, mas deixaram de ter possibilidades de laborar e continuar a poluir”, terminou.

 

 

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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