Torres Novas | Renova quer transformar nascente do Almonda num “santuário” arqueológico

Não há estrutura preparada para práticas balneares, mas população frequenta o espaço. Foto: mediotejo.net

A empresa Renova, cuja fábrica se situa na Zibreira, junto à nascente do Almonda, confirmou ao mediotejo.net o encerramento do acesso e a intenção de requalificar o espaço, conforme foi discutido na reunião camarária de 21 de julho pelo executivo torrejano. A intenção porém não é explorar a nascente comercialmente, mas transformar a zona num “santuário” arqueológico. Os banhos ficam, por tal, interditos.

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Há um projeto de requalificação em planeamento, mas Luís Saramago, relações públicas da Renova, disse ao mediotejo.net que ainda é cedo para ser apresentado. Não se trata, porém, de criar ali uma piscina que possa ser explorada comercialmente. “Achamos que o património arqueológico deve ser preservado, como um santuário”, relatou.

Luís Saramago lembrou os achados arqueológicos recentes nas proximidades e a necessidade de preservar a zona pela sua riqueza natural, razão pela qual se quer apostar nesta vertente de “santuário”. Quando a obra estiver terminada será ainda possível visitar o local, mas não está em cima da mesa tornar a permitir que a população vá a banhos.

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A situação já levantou críticas do BE e da CDU, que salientam que a nascente e o rio são bens públicos, mas o facto é que a maioria dos terrenos que circundam a nascente são propriedade privada da Renova. O espaço é bucólico e convidativo a banhos, mas a estrutura da represa e as condições naturais da nascente oferecem perigo, nomeadamente quanto à queda de pedras. Não existem ali equipamentos balneares, nem tão pouco vigilância.

Em resposta a um pedido de esclarecimento do mediotejo.net, Luís Saramago, relações públicas da Renova, explicou que o acesso foi encerrado devido exatamente à perigosidade do local. Confirmou também a ida da GNR à nascente recentemente para desmobilizar um ajuntamento de banhistas.

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Portão já existia, mas encontrava-se aberto. A população que tem ido ao local neste verão encontrou o espaço interdito ou foi mandada desmobilizar pela GNR Foto: Pedro Neves

“Tal como um poço, o local tem que ser protegido”, referiu Luís Saramago, lembrando que a zona tem avisos a alertar para a perigosidade. “Nós temos obrigação de proteger”, salientou, uma vez que os terrenos são propriedade da empresa.

Questionado sobre as críticas do BE e da CDU da nascente como bem público, o responsável refletiu que são questões a ser discutidas com o tempo. “Vamos-nos focar em proteger um espaço arqueológico. É a nossa preocupação atualmente”, frisou.

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