Sábado, Fevereiro 27, 2021
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Torres Novas: Ramiro Silva escreve Carta Aberta a Presidente da Câmara

O deputado municipal, eleito pela CDU, Ramiro Silva, escreveu uma carta aberta dirigida ao presidente da Câmara de Torres Novas, Pedro Ferreira, sobre a sua ausência da inauguração da Start Up Torres Novas, na segunda-feira, 17 de outubro. Os argumentos do autarca centram-se na obra de requalificação do Convento do Carmo, cujos contornos de execução e dinheiro investido (cerca de 4 milhões) ainda estão por esclarecer.

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Uma Start Up, seguindo a definição tradicional, foi um termo criado no final dos anos 90, aquando a “bolha da internet”, em que várias empresas inovadoras, associadas ao mercado tecnológico (ex: empresas.com), surgiram no mercado, procurando lançar-se por meio de novos modelos de negócio. Esta Start Up Torres Novas vai um pouco além disso, funcionando como um “albergue” para essas novas empresas que se querem lançar no mercado, prestando-lhes assessoria técnica, júridica, financeira, etc.

A Start Up Torres Novas encontra-se instalada no 1º piso do requalificado Convento do Carmo, para onde se prevê também a Loja do Cidadão e, chegou a equacionar-se, os Paços do Concelho. A obra, cujo projeto vem de 2000 e ainda financiado pelo QREN, levou quatro anos a ser concluída e tem levantado frequentemente dúvidas e questões da parte da CDU (assim como de outras forças políticas) sobre o financiamento e utilidade do edifício.

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A “Carta aberta ao sr. Presidente da Câmara Municipal de Torres Novas” apresenta-se com o título “porque não vou ( não fui) à inauguração da Start Up Torres Novas, no dia 17 de Outubro, no Edifício B do Convento do Carmo”. Reproduzimos de seguida o conteúdo integral da mesma:

“Através da sua chefe de gabinete recebi o convite para a inauguração da Start Up Torres Novas Edifício B do Convento do Carmo, ou seja naquele atentado urbanístico com que quiseram desvirtuar a av. João Martins Azevedo.

Como se deve recordar sr. Presidente, desde o inicio manifestei o meu desacordo em relação a tal projecto, não só por não respeitar o que se exige aos munícipes em termos do alinhamento da referida construção, que levou ao corte das árvores ali existentes, mas também que pela sua dimensão e altura que retira a visibilidade ao edifício do Convento do Carmo para quem passa na avenida.

Tais motivos já seriam suficientes para a minha ausência, mas não quero de forma alguma com a minha presença avalizar o processo como esta obra tem sido gerido pela maioria/PS, com grande irresponsabilidade e displicência, num processo cujos contornos continuam por esclarecer, e por esclarecer continua quais os custos totais. Ou seja quanto é que os Torrejanos vão pagar num processo que começou em 16 de Maio de 2000.

Uma obra que devia estar pronta há cerca de 4 anos, já lá vão mais de 4 milhões de euros, quando o encargo para o município devia ser 1 milhão 027 mil euros;
Tudo isto poderia ter sido evitado, se tivesse havido competência e respeito criterioso pelos dinheiros públicos;

Como é do conhecimento geral desde há muito que questiono a maioria/ PS sobre o desenvolvimento desta obra e denunciando as trapalhadas sucessivas em que a mesma tem estado envolvida.

Inacreditável foi, e é a trapalhada quanto ao futuro do Convento do Carmo, novas instalações da Câmara Municipal, espaço multiusos, etc.

Seria mais fácil, populista e simpático estar presente, aparecer na foto, comer os pasteis de bacalhau que sempre abrilhantam estas iniciativas, mas a minha forma séria de estar na política sem hipocrisia ou calculismos a pensar nuns votos mais à frente, não me permite estar presente. Honro o voto que recebi dos eleitores, no respeito rigoroso dos dinheiros públicos, no respeito pela transparência da gestão autárquica.

Um dia em que tudo se esclareça (esse dia chegará mais cedo ou mais tarde), todos entenderão porque recusei estar presente. O senhor Presidente sabe melhor que ninguém que o seu convite jamais poderia ter resposta positiva da minha parte. Como disse no passado e hoje reafirmo, a obra do Convento do Carmo transformou-se num elefante rosa que ilustra a má gestão do PS na autarquia”.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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