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Quarta-feira, Julho 28, 2021

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Torres Novas quer extinção das portagens na A23

Os deputados da Assembleia Municipal de Torres Novas votaram por unanimidade uma proposta da CDU para abolir as portagens da A23. Dia 29 de dezembro os autarcas consideraram que as chamadas SCUT não trouxeram quaisquer benefícios à região, sendo que hoje este sistema de pagamento é “aplicado praticamente em todo o país, de forma cega, incluindo nas concessões consideradas SCUT e outras que nunca o foram e que foram sempre consideradas como vias sem portagens”.

A moção vinha integrada na Ordem de Trabalhos, tendo o Partido Socialista pedido que se retirasse o parágrafo onde se mencionava ser esta uma iniciativa da CDU, alargando-a assim a toda a assembleia municipal. Votada favoravelmente por todos os presentes, a moção lembra que “a não aplicação de portagens nas chamadas SCUT foi sempre justificada com a necessidade de compensar as regiões do interior do país com medidas de discriminação positiva tendo em conta as manifestas assimetrias regionais existentes”.

Hoje várias vias se pagam em Portugal, incluindo aquelas que eram consideradas vias sem portagens. “Estão neste caso os troços da A23 entre Videla/Torres Novas e Abrantes Oeste, que nunca estiveram integrados na concessão da Scutvias e cuja manutenção é assegurada diretamente pela empresa Estradas de Portugal”. “Acontece que a introdução de portagens na A23 tem tido consequências profundamente negativas para as populações e para o tecido económico das regiões atingidas”, continua o documento.

“Com efeito, essas portagens oneram de uma forma desproporcionada e injusta as populações e as empresas dos distritos de Santarém, Portalegre, Castelo Branco e Guarda. Para além de agravar as dificuldades económicas dos utentes, já duramente afetados por cortes salariais, por situações de desemprego e precariedade e por baixos níveis de rendimentos, esta medida conduz ao agravamento da situação económica de muitas empresas e dificulta em muito a vida de inúmeras pessoas que utilizam esta via para se deslocar diariamente para o trabalho ou para ter acesso aos hospitais. que integram o Centro Hospitalar do Médio Tejo”.

A moção sublinha que “não há alternativas à A23”, uma vez que o troço ocupou as alternativas viáveis que existiam. “O Governo transferiu o esforço financeiro coletivo e solidário do país para as populações que são obrigadas a custear a utilização desta infraestrutura, estruturante para as respetivas regiões”.

O documento foi enviado para os grupos parlamentares na Assembleia da República e Governo.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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