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Sábado, Outubro 16, 2021

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Torres Novas | PSP contesta versão do mediático caso da multa de 200 euros por comer sandes no carro

Em resposta a um pedido de esclarecimento e contraditório sobre o caso da multa de 200 euros a um rapaz por estar a comer no carro, a PSP informou o mediotejo.net que no auto de notícia registado nesse dia a história tem outros contornos. A zona do Hospital de Torres Novas tem sido ponto de encontro de grupos e ajuntamentos informais, revela a PSP, o que levou inicialmente o agente em patrulha a abordar o jovem.

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A informação foi avançada ao nosso jornal por indicação do Comandante Distrital da PSP de Santarém, Superintendente João Manuel Alves Amado, por email.

“No passado dia 25, no âmbito da fiscalização das normas do Estado de Emergência, um polícia abordou um cidadão junto ao Hospital de Torres Novas”, refere-se no auto dos acontecimentos. O local “tem sido objecto de atenção pela PSP por se ter tornado um local de encontro de grupos e ajuntamentos informais”.

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A PSP diz que “o cidadão não apresentou qualquer justificação com enquadramento legal para se encontrar fora do domicílio, referindo ter saído do serviço e encontrar-se “a apanhar ar e espairecer” quando, relembra a PSP, “permanece em vigor o dever geral de recolhimento domiciliário”.

Acrescenta ainda que “o cidadão não se encontrava a tomar qualquer refeição ou apresentou qualquer declaração decorrente das obrigações profissionais ou outras”. Além disso, “o referido cidadão não reside nem trabalha nas imediações daquele local”. Rúben Marques, de 27 anos, reside em Vila Nova da Barquinha mas trabalha na Fnac de Torres Novas – fica no mesmo concelho mas não assim tão perto do hospital, pelo que o polícia terá entendido que não havia justificação para estar naquele local.

“Sendo esta conduta proibida no contexto do Estado de Emergência, a Polícia de Segurança Pública confirma a autuação deste cidadão que, naturalmente, poderá apresentar defesa no âmbito do processo” – Rúben Marques já anunciou que irá contestar judicialmente toda a situação.

Este caso foi tornado público no passado sábado, dia 27, no Facebook de Rúben Marques, que faz voluntariado na Associação Protetora dos Animais (APA) de Torres Novas – instituição que já veio a público defender o seu colaborador.

Na quinta-feira anterior, tendo estado a prestar voluntariado numa associação de animais na Golegã durante a tarde, dirigia-se ao abrigo da APA nas Lapas quando decidiu parar junto ao Hospital de Torres Novas para descansar. A situação ocorreu entre as 18h00 e as 19h00, referindo Rúben Marques que tinha parado para comer e beber água quando foi abordado pela PSP, tendo sido depois multado por estar a violar as regras do confinamento. Rúben Marques afirma que tinha em seu poder documentação comprovativa da sua situação, mas argumenta que o polícia que o abordou não lhe deu oportunidade de a mostrar.

Contactado novamente pelo mediotejo.net, Rúben Marques reafirma que tinha as declarações de autorização de circulação em seu poder mas que o polícia que o abordou – apenas um agente – “não as quis ver”.

“Já tinha mostrados os mesmos documentos a outros polícias, há muitos dias em que faço 90 km entre a Golegã, Torres Novas e Barquinha”, reafirma.

Sobre a questão da PSP ter registado no auto de notícia que ele não estaria a comer quando foi abordado, Rúben Marques confirma ao nosso jornal que de facto estava apenas a descansar. “O que disse ao polícia é que ia comer qualquer coisa – a comunicação social é que entendeu que eu estava a comer” uma sandes.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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