Torres Novas | Projeto “GoFigoGlobal” quer promover figo português

Feira de Frutos Secos reune mais de 70 expositores em Torres Novas Foto: mediotejo.net

O município de Torres Novas aprovou por unanimidade na reunião camarária de 22 de novembro, terça-feira, a adesão ao projeto “GoFigoGlobal”. Trata-se de uma plataforma, apoiada por fundos europeus, que integra instituições públicas e privadas para comercializar e promover o figo português, em fresco e processado.

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Apesar do figo ser um produto apreciado no mercado, o abandono dos campos das últimas décadas tem propiciado a diminuição da sua produção. Do esforço do setor privado e público em voltar a potenciar este produto resultaram um conjunto de parcerias, que originaram agora o projeto “GoFigoGlobal”, financiado pelo Programa de Desenvolvimento Rural do Continente (PDR 2020).

Segundo esclarece o município de Torres Novas, que aderiu a esta iniciativa, “são objetivos da presente parceria implementar uma plataforma informática interativa de recolha e centralização de informação sobre o figo e respetivos mercados, desenvolver novas embalagens e revestimentos comestíveis que permitam aumentar o período de vida útil e melhorar a apresentação ao consumidor do figo fresco de Torres Novas, por forma a expandir o mercado e comercializar novos produtos de figo em larga escala e, por fim, desenvolver ações de sensibilização visando a reorganização progressiva e expansão do setor através da articulação dos produtores e o escoamento da produção a preços mais compensadores”.

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O Instituto Superior de Agronomia (ISA) é a entidade coordenadora do grupo operacional e responsável pela gestão administrativa e executiva da parceria. Os restantes parceiros são as empresas Rosagro Lda e Leonor Rodrigues Unipessoal Lda, o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV), a Associação para o Desenvolvimento da Agro-indústria (ANIMAFORUM), a Associação QUALIFICA/oriGIn Portugal, o Centro Operativo Tecnológico Hortofrutícola Nacional (COTHN) e o município de Torres Novas, a quem cabe a responsabilidade de divulgação do projeto.

Considerando o atual subaproveitamento da cultura da figueira no concelho, face às alterações abruptas do sistema produtivo, sobretudo no que respeita ao destino comercial, os parceiros pretendem desenvolver ações que promovam o aproveitamento das mais-valias locais, nomeadamente as condições de solo e clima, rentabilizando esta atividade agrícola.

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Existe atualmente uma evidente discrepância entre a área de figueiral e a respetiva produtividade justificada pelo abandono dos campos, pela estrutura fundiária muito baseada em explorações familiares de pequena dimensão, pelo envelhecimento de agricultores com fraca formação e pouco propensos ao uso de novas técnicas e ainda pela falta de informação e de capacidade de negociação e integração nos mercados atuais.

Por outro lado o figo é um fruto muito perecível e de difícil conservação e comercialização em fresco, não sendo expressivos os números relativos à sua exportação.

Recentemente alguns produtores têm apostado nesta cultura, acreditando que é possível obter bons resultados, desde que modernizando o seu sistema produtivo.

 

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