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Torres Novas | Produção de frutos secos ganha novo impulso (c/ fotos e vídeos)

A procura de uma alimentação saudável e a tendência para o vegetarianismo são alguns dos fatores que estão a contribuir para que a produção de frutos secos na zona de Torres Novas ganhe um novo impulso.

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É na 34ª Feira Nacional dos Frutos Secos, a decorrer no centro histórico da cidade de Torres Novas até domingo, dia 6 de outubro, que tomamos contacto com alguns projetos de investimento e promoção deste produto endógeno que tem no figo preto o seu ícone.

Inauguração da 34a. Feira Nacional dos Frutos Secos, em Torres Novas. Entrevista ao Presidente da Câmara Municipal de Torres Novas, Pedro Ferreira

Publicado por mediotejo.net em Quinta-feira, 3 de outubro de 2019

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Há cerca de sete anos, Ana Rita Paulino, mudou de vida e decidiu apostar nos terrenos e nas árvores que herdou do seu avô e do seu pai na zona de Ribeira e Alcorriol. Criou a marca Bichinho da Fruta que comercializa desde produtos hortícolas a frutos secos.

Até agora o balanço é positivo e por isso há perspectivas de crescimento da produção. Ana Rita vai investir em amendoal e nogueiral para rentabilizar algumas terras que estavam “desabitadas de árvores”.

Esta aposta em novos pomares, revela que a empresária acredita no crescimento do setor. Recorda outros tempos em que “Torres Novas era imbatível no figo seco”. Ainda fresco na memória dos torrejanos está a cooperativa de produtores de figo que produzia uma famosa aguardente de figo. Depois, “a produção de frutos secos esteve muito em baixo”, mas atualmente “está a voltar novamente”, “cada vez mais se está a valorizar a produção nacional”.

Ana Rita Paulino destaca a riqueza nutricional do figo seco por exemplo para controlo da diabetes. “não diga que seja um produto gourmet, mas aos poucos tem de fazer parte da alimentação”, conclui.

Também o presidente da Câmara Municipal de Torres Novas, no seu discurso durante a cerimónia inaugural, referiu-se ao “muito jovem” movimento Novo Figo, cujos responsáveis têm reunido com a Autarquia com o objetivo de valorizar e promover o figo preto.

Visita inaugural ao certame. Foto: mediotejo.net

Entre os vendedores, há quem nunca falhou uma feira desde que surgiu, em 1985. É o caso de Maria Lopes, de Casais de Igreja, que tem produção própria de frutos secos e participou sempre nas 34 edições do certame. Reconhece que atualmente “está muito diferente” e lamenta que a feira fosse reduzida a quatro dias. Defende que a feira “devia apanhar dois fins de semana” porque  normalmente vende mais no segundo fim de semana”. “Assim são poucochinhos dias. Tanto trabalho para só quatro dias”, desabafa.

34a. Feira Nacional dos Frutos Secos, em Torres Novas

Publicado por mediotejo.net em Quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Opinião contrária tem José Canhoto, da horta Caramela, de Pinhal Novo. Na sua opinião, “10 dias é um tempo exagerado”. Quanto a expectativas para a feira deste ano é que “pelo menos que seja igual ao ano passado”.

Durante quatro dias, distribuídos pela Praça 5 de Outubro e a Praça dos Claras, estão mais de 70 expositores, de frutos secos, produtos locais, gastronomia e artesanato numa área de exposição de mais de 2500 m2.

O Município de Torres Novas, que organiza o certame, apresenta-o como “um evento de cariz tradicional, que espelha uma aliança entre a tradição e a inovação, conjugando objetivos de diferenciação e de qualidade, de transmissão de conhecimento e de envolvimento da comunidade torrejana e dos visitantes”.

“É uma festa tão simples quanto importante”, resumiu o Presidente da Câmara no discurso inaugural perante dezenas de convidados.

Recuando no tempo, Pedro Ferreira recordou o tempo em que via “no centro da então vila carroças e camionetas carregadas com frutos secos, sobretudo com figos e sobretudo com o figo preto, que enchiam as ruas com um cheiro agradável e típico que muitos ainda se lembram”.

“Durante algumas décadas os frutos secos foram a maior riqueza do nosso concelho”, lembra, para depois salientar a continuidade das 34 edições da feira, desde que começou por iniciativa privada no local onde atualmente está o parque semisubterrâneo. Para o Autarca, “o facto de o evento continuar ininterrupto significa que os torrejanos o continuam a considerar importante para o concelho e para o país”.

Destacou o microclima “com que a natureza bafejou Torres Novas” por causa da Serra de Aire e do tipo de solo que deu origem ao produto único que é o figo preto, mais pequeno, diferente e mais doce do que os outros.

O segundo a discursar foi Pedro Machado, Presidente do Turismo do Centro, que deu ênfase a alguns produtos “autênticos e singulares destes territórios” como o figo ou a palha de Abrantes.

Na sua opinião deve-se apostar na autenticidade dos territórios e dos seus produtos autênticos porque eles têm “um valor económico induzido”.

Aproveitou a oportunidade para dar conta da mudança de paradigma da procura turística em Portugal, destacando o facto de a Coreia do Sul ser o segundo mercado mais importante em termos turísticos na nossa região, isto numa altura em que assiste a um crescimento de 11% no movimento turístico no primeiro semestre deste ano.

A Feira de Frutos Secos inclui um programa de animação musical, incluindo a transmissão televisiva no dia 6 de outubro, (domingo) do programa ‘Somos Portugal’ (TVI), a partir da Praça 5 de Outubro.

 

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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