Torres Novas | Presidente das IPSS’s do distrito defende reabertura de centros de dia (c/AUDIO)

A União Distrital das Instituições Particulares de Solidariedade Social (UDIPSS) do distrito de Santarém defende a reabertura dos centros de dia, lembrando haver casos muito complicados no domínio da saúde física e psicológica dos utentes. Foto: UDIPSS

Hilário Teixeira, o novo presidente da União Distrital das Instituições Particulares de Solidariedade Social (UDIPSS) do distrito de Santarém, defendeu a reabertura dos centros de dia sob determinadas condições, tendo lembrado haver casos muito complicados, especialmente no domínio da saúde física e psicológica dos utentes. A UDIPSS representa 186 IPSS com valência de lares, creches, centros de dia e centros de recuperação, e esteve reunida recentemente com as instituições de Torres Novas.

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“Há que encarar este problema rapidamente e tomar medidas diferenciadas, consoante as particularidades de cada instituição, onde apenas existe essa resposta social e o Serviço de apoio domiciliário (SAD) que também os serve. Não há razões para que os Centros de Dia não reabram, pelo menos para os casos de maior necessidade, cumprindo as regras sanitárias recomendadas, nem que para isso seja necessário encontrar outros espaços alternativos e complementares”, defendeu Hilário Teixeira, em declarações ao mediotejo.net.

Questionado sobre as principais questões relatadas pelas IPSS nas três reuniões realizadas em Salvaterra de Magos, Marinhais, e Torres Novas, Hilário Teixeira, 67 anos, que tomou posse a 6 de junho para um mandato de quatro anos, disse que as dificuldades variam de instituição para instituição mas que o principal assunto colocado em cima da mesa “foram os sérios problemas trazidos pela continuação do encerramento dos Centros de Dia, especialmente no domínio da saúde física e psicológica dos utentes”.

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O experiente dirigente associativo, que presidiu à direção e à Assembleia Geral da Associação dos Lares Ferroviários, no Entroncamento, e que presidiu ainda ao Conselho Fiscal da UDIPSS, entende que para “os Centros e Dia que funcionam conjuntamente com as estruturas residenciais para pessoas idosas (ERPI), o seu regresso ainda não seja possível”, sendo desejável, no entanto, que “as situações mais criticas sejam objeto de transferência para espaços alternativos”.

“É preciso que as autoridades sanitárias, em conjunto com a segurança social e as autarquias locais vejam em conjunto com as instituições a implementação das soluções mais adequadas”, alertou Hilário Teixeira, dirigente conhecedor da realidade social distrital.

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As reuniões descentralizadas para ouvir os dirigentes das IPSS “sobre os seus problemas, dificuldades, propostas e sugestões” vão continuar a decorrer por todo o distrito de Santarém, estando a próxima agendada para sexta-feira, no concelho de Abrantes.

Na reunião de Torres Novas, das 17 IPSS concelhias associadas, participaram a CBESZA, a ARPE – Associação de Reformados e Pensionistas de Torres Novas, o CRIT – Centro de Reabilitação e Integração Torrejano, o Abrigo do Menino Jesus, o Centro de Assistência Paroquial de Pedrógão, o Jardim de Infância de S. Pedro, o Centro de Dia (CD) de São Silvestre, e a Fundação Maria da Conceição e Humberto Horta.

Presidente das IPSS’s do distrito de Santarém defende reabertura de centros de dia. Foto: UDIPSS

DGS remete reabertura dos centros de dia para Ministério da Segurança Social

A autorização para a reabertura dos centros de dia é do Ministério do Trabalho e da Segurança Social, estando a Direção-Geral da Saúde disponível para elaborar normas de prevenção da covid-19 para essas instituições, afirmou o subdiretor-geral da Saúde.

“Como está expressa na resolução do Conselho de Ministros, a decisão de reabertura dos centros de dia não compete a nós [DGS], mas ao Ministério do Trabalho”, disse recentemente Diogo Cruz na conferência de imprensa de acompanhamento da pandemia.

O subdiretor-geral da Saúde afirmou que a DGS “está disponível para continuar a ajudar na reabertura” e a “articular-se” com a tutela na elaboração de orientações de prevenção da covid-19 nos centros de dia.

Diogo Cruz justificou o atraso na reabertura dos centros de dia com o facto de ter utentes de “grupos de risco significativo para a covid-19”.

A agência Lusa questionou o Ministério do Trabalho e da Segurança Social e aguarda esclarecimentos.

O jornal Público noticiou que há famílias e cuidadores em exaustão por não disporem dessa resposta para os seus familiares.

Àquele diário, o Ministério da Segurança Social informou que está, com a DGS, a “harmonizar as orientações para a reabertura desta resposta em condições de segurança”.

c/LUSA

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