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Sábado, Julho 24, 2021

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Torres Novas: Poluição está de regresso ao rio Almonda

Nas últimas duas semanas a poluição voltou a sentir-se e a ver-se no rio Almonda. A questão foi levantada pelas várias bancadas da assembleia municipal de Torres Novas de quarta-feira, 29 de junho, com o líder do CDS do concelho, Miguel Bento, a propor, enquanto público, uma manifestação à Assembleia da República. O presidente da Câmara, Pedro Ferreira, informou que a GNR e o seu SEPNA – Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente estiveram a fazer uma fiscalização ao rio e que apresentaram uma queixa-crime no Ministério Público.

Foi um passo atrás na proteção do rio Almonda e que mereceu a indignação de todas as bancadas partidárias da assembleia municipal. Se há um mês a água se mostrava límpida, “há 15 dias a esta parte a situação agravou-se”, afirmou Pedro Ferreira. O autarca adiantou que, a par da queixa-crime das autoridades, há mais novidades sobre o caso, mas que estão sobre sigilo e não podem ser reveladas.

As manifestações de descontentamento começaram no período aberto ao público, com o líder do CDS de Torres Novas a expor a situação e a referir que o próprio fizera uma queixa-crime junto do Ministério Público a 6 de junho. A insatisfação foi também manifestada pelo deputado do PSD António Nobre, questionando porque a empresa Fabrióleo (sobre quem recaem muitas das queixas de descargas poluentes) continua a laborar apesar de todos os embargos. A mesma abordagem foi realizada pela presidente de Meia Via, Lígia Santos.

Já Ramiro Silva, da CDU, sintetizou: “Muita conversa, pouca acção, dizem que sabem quem polui, mas nada acontece! se as leis não servem alteram-se!”. O autarca solicitaria uma cópia dos autos de contraordenação do rio Almonda. “Chega de conversa da treta e de comissões que nada resolvem, só servem para entreter”.

Face a todas as intervenções, o presidente da assembleia, José Manuel Trincão Marques, salientou que a questão em causa ultrapassava os limites do poder local, convidando alguns deputados a estarem presentes numa reunião com a Comissão do Ambiente que decorreria dia 30, quinta-feira, em Torres Novas. Sobre a Fabrióleo, Pedro Ferreira acabaria por argumentar simplesmente que “nós não podemos fechar a fábrica”.

De recordar que o grande líder da causa da despoluição do rio Almonda, Mário Costa, se encontra detido há cerca de um mês.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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