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Torres Novas: Pedro Ferreira confiante na estabilidade das contas para 2016

O Relatório de Gestão de 2015 foi à assembleia municipal de Torres Novas na quinta-feira, dia 28 de abril, e tornou a receber da oposição muitas dúvidas quanto ao peso das obras por concluir e indemnizações a pagar em 2016. Mas para o presidente da câmara, Pedro Ferreira, “cumprimos os objetivos do ano 2015 e estamos preparados para 2016, independentemente das indemnizações que tenhamos que pagar”.

Pedro Ferreira expôs novamente os dados do relatório de gestão de 2015, salientando que “houve consolidação da estabilidade financeira”. A “legislação foi cumprida” e houve uma receita de 29 milhões de euros. “Tivemos um equilíbrio orçamental excepcional”, frisou, enumerando mais uma vez os diversos pontos do documento.

De recordar que a Câmara de Torres Novas tem neste momento uma dívida de 24,1 milhões de euros, menos 4,79% que no ano anterior, numa “tendência descendente registada nos últimos quatro anos”, referiu em reunião camarária de 19 de abril. Neste período a dívida diminuiu quase 10 milhões de euros e os pagamentos têm sido realizados num prazo de 11 dias.

Os vários elementos da assembleia não se mostraram tão animados com as contas, lembrando as várias obras por terminar no concelho.

António Lopes, do Bloco de Esquerda, mencionou as muitas estradas a precisarem de requalificação no município, além da indemnização ao Grupo Lena pelo Almonda Parque, que será paga em cinco meses no ano económico de 2016. As mesmas dúvidas foram manifestadas pela CDU e PSD, lembrando outros problemas, como as zonas industriais ou a inexistência de campos sintéticos para a prática desportiva.

Antes da votação o deputado Ramiro Silva (CDU) ainda pediu um ponto de situação por uma indemnização de 672 mil euros ao Grupo Lena, referente à conclusão dos trabalhos no Almonda Parque.

Pedro Ferreira tornou a frisar que os números são “transparentes” e que esta indemnização em específico ainda terá que ser debatida.

O Relatório de Gestão foi aprovado por maioria, com os votos contra das bancadas da CDU e do Bloco de Esquerda e abstenções do PSD.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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