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Segunda-feira, Outubro 18, 2021

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Torres Novas | Orçamento de 31 milhões para 2018 com início de várias obras

O executivo municipal de Torres Novas aprovou por maioria na reunião camarária de quinta-feira, 28 de dezembro, os documentos previsionais para o ano de 2018, nomeadamente o Orçamento Municipal e Grandes Opções do Plano. São 31 milhões de euros, com 26 milhões em obras definidas, algumas das quais devem arrancar em breve por forma a cumprir os prazos dos fundos comunitários.

“Estamos na altura de arregaçar mangas” e avançar com as obras aprovadas começou por avançar o presidente da Câmara, Pedro Ferreira, referindo-se em concreto ao Centro Escolar Santa Maria, à Escola Secundária Maria Lamas, à Unidade de Saúde de Torres Novas e às obras do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU): Parque Almonda (exterior), ciclovias e central do Caldeirão.

O orçamento, explicou, tem ainda um conjunto de rubricas “simbólicas”, com um valor de 500 euros, que pretendem expressar a vontade de se pensar nesse projeto. Este é o caso, nomeadamente, da compra da antiga Fiação e Tecidos. Este é assim um documento “com dados objetivos” mas também “com alguns sonhos”, resumiu o autarca.

Pedro Ferreira leu de seguida a declaração política do PS. “O Orçamento Municipal em apreço, correspondendo ao início de um novo mandato autárquico, evidencia antes de mais, uma continuação da estratégia definida pelo Partido Socialista há quatro anos atrás para o desenvolvimento do concelho de Torres Novas, onde o meio rural e o citadino se harmonizem na busca da qualidade de vida e onde as naturais diferenças não correspondam a dificuldades de acesso à educação, à cultura, ao desporto, ao recreio, ao meio ambiente e finalmente ao acesso à saúde. Em suma qualidade de vida”, refere o texto, disponibilizado na íntegra ao mediotejo.net.

O orçamento, continua, evidencia uma estratégia de acesso aos fundos comunitários e “que culminou com a aprovação de muitas obras e de muitas ações imateriais que se irão desenvolver entre 2018 e 2021, complementadas por um óbvio e imprescindível esforço financeiro acrescido, da componente municipal”. Entre as áreas de intervenção estão a reabilitação urbana, a atração de empresa, o investimento na rede escolar e social, o reforço da saúde e proteção civil, a valorização ambiental, a promoção do património natural e histórico, a dinâmica cultural e desportiva, melhoria dos serviços e das acessibilidades e segurança rodoviária.

Num orçamento de 31.233.006 euros, 26.358.108 euros “surgem como financiamento definido” e 4.874.898 euros “como financiamento a definir”, frisa o texto. Urge a necessidade de “concretização de obras com candidaturas aprovadas ao Programa PORTUGAL 2020”, principalmente “o Centro Escolar de Santa Maria, a Escola Secundária Maria Lamas, o Interior do Castelo, a Vila Cardillium, o Centro de Saúde, a eficiência energética em edifícios municipais ou na renovação da iluminação pública, entre outras, como através do PEDU”.

Pedro Ferreira referiu ainda que será realizado um reforço do apoio às juntas de freguesia, propondo-se “um aumento de 60% nos contratos de execução com as mesmas, após um período experimental em 2017 conforme prometido”. Pretende-se também concluir as infraestruturas “indispensáveis à Zona Industrial de Riachos, prevendo-se em 2019 o alargamento da Zona Industrial de Torres Novas, pelo que em 2018 se irá elaborar o projecto necessário”.

O município assume a gestão da obra de requalificação do Centro de Saúde de Torres Novas, “bem como com investimento por definir em 2018 a obra de instalação de uma segunda USF-Unidade de Saúde Familiar que irá permitir que todos os munícipes torrejanos possuam um indispensável médico de família”.

Mantêm-se os apoios às associações, sendo que no desporto o orçamento prevê “a reabilitação da pista de atletismo do estádio municipal, a criação de um campo de futebol com relvado sintético em Riachos, a requalificação do relvado no Campo da Pinheira em Assentis, na construção de rinques na Lamarosa, na Pena ou na Zibreira, na disponibilidade de utilização do Ginásio da Escola Manuel de Figueiredo, na reutilização do Pavilhão Matias Pedro, no assumir a propriedade plena do Campo do Operário Meiaviense, entre outros”.

Prevê-se ainda abrir concursos para a admissão de pessoal, concluir o projeto para a Loja do Cidadão e investir na rede viária e acessibilidades. “Cumpre ainda salientar e porque consta uma rubrica aberta para a eventual aquisição do imóvel referente à ex-Fiação e Tecidos, que fica a perspetiva desta e de outras aquisições similares como a título de exemplo os armazéns dos Lourenços, a sede da ex-Sópovo, o Mercado de Riachos, o velho Cinema de Riachos, os terrenos junto ao viaduto de Rio Frio ou mesmo o ex-Lagar da rua do Freixeiro na Rexaldia, numa visão futurista de enquadramento destes equipamentos em termos de reabilitação urbana e utilização cultural ou outra de uso público”, enumera o mesmo documento.

“Para finalizar, enfatizar o cumprimento das regras orçamentais, a visão dinâmica e realista do previsto executar em áreas e processos considerados prioritários a bem de toda a população e duma forma evidentemente sustentada”, terminou o presidente.

BE vota contra, PSD abstém-se

Na ausência da vereadora Helena Pinto, competiu a Roberto Barata fazer a análise do orçamento pelo Bloco de Esquerda (BE). O vereador fez observações ponto a ponto, começando por constatar a falta de investimento para permitir o arrendamento no centro histórico de Torres Novas. A rubrica da atratividade empresariaL, definida em apenas 112 mil euros, foi considerada insuficiente pelo autarca. As prioridades em termos de acessibilidades e rede viária gerariam discussão com Pedro Ferreira.

João Quaresma de Oliveira (PSD), apesar de algumas intervenções em que pediu esclarecimentos, faria uma declaração final com a sua posição. O autarca considerou que “este documento não contem respostas suficientes” para resolução de problemas “de fundo” de Torres Novas. Defendendo a prioridade da aposta no centro histórico, apelaria a que se “chamem as pessoas a dar ideias para aquilo que querem para Torres Novas”. Quanto aos projetos de obras, muitos complementam-se e até concorrem entre si. Terminaria concluindo que o documento se resume a opções políticas e estratégicas do PS, sem ousadia e inovação.

Na votação, o PSD acabaria por abster-se e o BE votou contra.

 

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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