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Torres Novas | Oposição quer que vereador socialista abandone cargo por toma de vacina

Depois do Bloco de Esquerda, também o PSD se manifestou pela saída do vereador Carlos Ramos (PS) da vereação, na sequência da polémica com a vacinação do mesmo, sem que o mesmo fosse prioritário. Já o CDS exige “medidas” que salvaguardem a retidão da gestão municipal. Após reunião da concelhia do PS no início da semana, Carlos Ramos abandonou o pelouro da Proteção Civil, que lhe deu acesso à vacina da Covid-19, mas mantém-se com os restantes pelouros no executivo municipal, deu conta o PS local, em nota de imprensa.

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A posição do Bloco de Esquerda é conhecida. Desde que se tornou público que o vereador Carlos Ramos, que esteve a acompanhar a primeira fase de vacinação, havia recebido uma sobra das vacinas contra a Covid-19, que o partido defendeu a demissão do autarca.

Face à entrega do pelouro por Carlos Ramos o Bloco não se tornou a pronunciar, tendo a vereadora Helena Pinto (BE) adiantado ao mediotejo.net que o tema vai ser colocado na reunião de câmara privada de terça-feira, 23 de fevereiro. “Não sabemos o que é «entregar o pelouro»”, expôs a autarca, além de não se perceber porque assinou o presidente da Câmara, Pedro Ferreira (PS), um comunicado da concelhia do PS. “Aguardamos que na próxima reunião o presidente dê esclarecimentos”, referiu.

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Já o PSD, após numa primeira fase ter pedido explicações sobre o contexto da vacinação do autarca, considerou em comunicado “que não foram retiradas as devidas conclusões políticas desta atitude do vereador”. “A mera renúncia ao pelouro da proteção civil não é suficiente. À semelhança, aliás do sucedido em casos análogos noutros pontos do país, consideramos que a única saída possível para esta situação era a de um pedido de demissão do cargo de vereador”.

“Não tendo a mesma sucedido, deveria de imediato o executivo municipal, sobre proposta do presidente, retirar todos os pelouros ao vereador, passando o mesmo ao regime de não permanência”, considera a concelhia social democrata.

Também o CDS-PP já manifestou o seu desagrado com o sucedido. “Existem centenas de torrejanos, que na linha da frente na luta contra o Covid se encontram à espera da sua vez para receber a vacina. Não se compreende como alguém não fundamental ao processo de administração em massa da vacina, com regras bem definidas, se põe «em bicos de pés» para ultrapassar outros operacionais, profissionais de saúde, de socorro e de segurança, esses sim elementos fundamentais para o cumprimento do plano de vacinação”, reflete.

O CDS termina a lembrar o executivo que os direitos dos munícipes estão acima dos direitos individuais de qualquer um dos seus membros, exigindo que se tomem as devidas medidas para “salvaguardar” a retidão e seriedade fundamentais à gestão do município.

Da parte da CDU, após contacto do mediotejo.net, foi mencionado que o partido não se vai pronunciar sobre a tema da vacinação de Carlos Ramos, considerando que é um caso para as autoridades averiguarem.

De recordar que Carlos Ramos é vereador a tempo inteiro no executivo municipal, o quinto elemento eleito pelos socialistas nas autárquicas de 2017.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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