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Torres Novas | Onda de solidariedade salvou (para já) o negócio do sapateiro Jorge

A notícia publicada em fevereiro pelo mediotejo.net sobre o encerramento da loja do sapateiro Jorge Claro, que, sem apoios, não estava a conseguir aguentar os prejuízos do segundo confinamento, manteve para já o espaço de portas abertas. O senhorio baixou-lhe a renda, o contabilista passou a oferecer uma parte dos serviços e o pequeno comerciante viu-se envolvido numa onda de solidariedade por parte dos clientes, tendo agora trabalho como já não acontecia há muito tempo.

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Jorge Claro foi também abordado pelo município de Torres Novas, para um eventual apoio, e até a RTP o foi visitar, transmitindo uma peça no Telejornal de 5 de março.

O ano de 2020 foi “um ano terrível”, e o sapateiro, de 53 anos, foi tentando manter-se em funcionamento, sobretudo por “amor” à sua arte. “Gosto muito do que faço”, dizia-nos, a 17 de fevereiro, quando visitámos o seu espaço.

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A falta de apoios para o seu tipo de negócio fez com que as contas se começassem a acumular, como a renda e a segurança social. Jorge Claro foi aguentando, na esperança de que o novo ano trouxesse melhores perspectivas – até que fecharam tudo de novo.

Foi então que, desalentado, decidiu encerrar. A notícia tornou-se viral nas redes sociais e saltou para a vida real. Jorge Claro começou a receber muitas visitas de velhos clientes, recebendo trabalho “e muito carinho”, conta.

“Isto agora está muito melhor”, congratula-se. E, por isso, continua de portas abertas. O futuro, porém, será noutros moldes. Jorge Claro está ainda a aguardar que o chamem para um novo emprego, pelo que a sua loja “multiserviços” vai funcionar apenas a meio-tempo.

O esforço para manter o espaço será em nome de todos os que o acarinharam e que o têm ajudado. “Depois logo se vê”, diz, até porque o futuro é, mais do que nunca, incerto. A pandemia agora parece ter dado algumas tréguas mas, infelizmente, ainda não terminou.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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