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Sexta-feira, Setembro 24, 2021

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Torres Novas: Oito refugiados iraquianos chegaram exaustos e a desejarem paz

Um casal de jornalistas, com um bebé de colo e outro com cerca de dois anos, provenientes do Curdistão, no norte do Iraque. Um casal de engenheiros civis de Bagdade, a quem roubaram um filho há cinco anos e que nunca mais conseguiram encontrar, até que desistiram e decidiram fugir. Trouxeram um filho pequeno e outro homem, familiar, na fuga à guerra. A mulher, Noora, está grávida. Falam pouco inglês, estão exaustos e só querem alguma paz. Muhammed diz “Obrigado” em português. Portugal, comentara em iraquiano, é um país de paz.

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São oito pessoas, mais uma a caminho. Chegaram a Torres Novas por volta das 17h30 na terça-feira, 24 de maio, tendo uma recepção informal na Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes como o executivo camarário. Na prática, é explicado posteriormente ao mediotejo.net pelo representante do Conselho Português para os Refugiados, não se tratam ainda de refugiados, mas de requerentes de asilo que ainda não obtiveram o estatuto.

Fugiram há mais de um ano do Iraque (o país faz fronteira com a Síria e também está invadido pelo Estado Islâmico), estiveram na Turquia, apanharam um bote para atravessar o Mediterrâneo e atracaram na Grécia. Fazem parte do contingente de refugiados que está a ser recolocado no âmbito do programa da União Europeia e em que Portugal assumiu que receberia 4574 pessoas. Até ao momento o país recebeu 250. Três outras pessoas foram distribuídas, a título individual, pelo distrito de Santarém esta terça-feira. O mediotejo.net não conseguiu saber em que localidades.

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foto mediotejo.net
foto mediotejo.net

A recepção na Biblioteca contou com a presença do presidente da Câmara, Pedro Ferreira, e dos vereadores Elvira Sequeira, Luís Silva e Helena Pinto. “Consideramos que são torrejanos a partir deste momento”, frisou Pedro Ferreira, explicando que escolheram esta zona de Torres Novas para a recepção por ser mais acolhedora. O autarca apelou assim a que o grupo aprenda português e que participe na comunidade.  “Estamos convosco para apoiar na caminhada”.

Do grupo falou Muhammed em iraquiano, com tradutor. Agradecendo o bom acolhimento, referiu que vão aprender português e procurar integrar-se. “Acreditamos que em Portugal há paz e que são boas pessoas”, declarou. “Passámos por muitas dificuldades, saímos da guerra, da morte, saímos de muitas dificuldades mas graças a Deus chegámos a Portugal. Acreditamos que a nossa vida vai mudar”.

Depois deste acolhimento, as duas famílias foram levadas para as casas preparadas para os receber em Torres Novas.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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3 COMENTÁRIOS

  1. Isto é uma vergonha, sou de torres novas pedi uma casa camarária e foi me recusada fui obrigada a sair do meu país , agora chegam os refugiados até tem uma chegada com toda a gente na biblioteca. Parabéns Portugal. Parabéns Torres Novas merecem uma salva de palmas

    • Uma vergonha é o teu comentário quando comparas a tua situação com uma situação de guerra. Ainda bem que saíste de Portugal. Não fazes cá falta nenhuma.

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