Torres Novas | O desafio de transformar uma antiga lixeira numa floresta

A chuva não demoveu os participantes na ação de plantar árvores autóctones. Foto: mediotejo.net

Até há cerca de 20 anos o lixo de Torres Novas era depositado numa lixeira localizada próximo da localidade de Caveira, nos arredores da cidade. Mas desde que começou a funcionar o aterro sanitário da RESITEJO, em 1999, o lixo passou a ser depositado na Chamusca e a antiga lixeira foi selada.

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Atualmente quem olhe para aquelas elevações no terreno não imagina as toneladas de detritos que estão depositadas a dezenas de metros de profundidade. O espaço que era a lixeira está agora a começar a ser convertida numa floresta.

O primeiro passo para a Mata Municipal Autóctone de Cardilium foi dado no dia 12 com a plantação de 11 sobreiros, numa ação simbólica que envolveu autarcas e uma turma de alunos do projeto eco-escolas integrados no grupo da floresta e proteção civil.

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Já anteriormente tinham sido plantadas cerca de 10 pinheiras mansas numa zona mais periférica à antiga lixeira naquilo que é a primeira fase da Mata.

Alunos participaram na iniciativa. Foto: mediotejo.net

Conforme explicou o vereador Carlos Dias, responsável pelo pelouro do ambiente e espaços verdes, no próximo ano a intenção é avançar-se para a segunda fase com a plantação de centenas de árvores na zona da antiga lixeira, preenchendo-se os cerca de 2 hectares de área.

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Este projeto de florestação concretiza-se próximo de um corredor ecológico que liga a Reserva do Paul do Boquilobo e a Serra d’Aire, além de se situar junto às ruínas romanas da Vila Cardílio. Nas palavras do autarca, funciona como “cortina de absorção de CO2” e “um novo pulmão da cidade”.

Carlos Dias sublinha a “visão de conjunto que visa ligar o ambiente à cultura” partindo do princípio que “o ambiente faz parte da cultura”. Além da componente pedagógica conforme se pôde constatar naquela ação de plantação em que houve interação constante entre os alunos, os autarcas, o professor e os técnicos acerca da importância das árvores para o ambiente e para a vida na terra. Apesar da chuva, o entusiasmo dos alunos e o interesse em saber mais eram evidentes.

O projeto da Mata é aberto à comunidade, ou seja, quem quiser oferecer sobreiros ou outras árvores autóctones pode fazê-lo, bastando contactar o serviço do ambiente da Câmara e articular o dia, hora e local de plantação.

A Mata Municipal Autóctone de Cardilium resulta de uma parceria com a Resitejo e o Instituto Politécnico de Tomar.

Na ação do dia 12 participaram os vereadores Elvira Sequeira (PS), Joaquim Cabral (PS) e Carlos Dias (PS) e alguns Presidentes de Junta de Freguesia.

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