Torres Novas | Novo Banco deposita obra de João Reis no Museu Municipal

Pintura de João Reis, ao centro, retrata um momento captado "No Tejo". Obra é propriedade do Novo Banco Foto: mediotejo.net

O Novo Banco encontra-se desde o início do ano a distribuir pelo país um conjunto de obras de arte do seu espólio artístico, por forma a que estas possam ser apreciadas pelo público em geral. Ao Museu Municipal Carlos Reis, em Torres Novas, foi cedida para depósito a obra “No Tejo”, de João Reis, filho do pintor naturalista que dá nome ao espaço.

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A assinatura do contrato de depósito de bens culturais móveis entre o Novo Banco e a Câmara de Torres Novas teve lugar no Museu Municipal este domingo, 28 de outubro, sendo as respetivas instituições representadas pelo presidente do conselho de administração do Novo Banco, António Ramalho, e do vice-presidente da Câmara, Luís Silva. O entidade bancária mantém a propriedade da obra, mas cede-a para exposição permanente mediante um depósito de cinco anos, renovável.

O Novo Banco encontra-se a distribuir por museus nacionais e municipais algumas das suas obras. Investigadora responsável pelo processo de distribuição, Ana Paula Correia Foto: mediotejo.net

A obra em causa chama-se “No Tejo” e é um pintura a óleo de 1944 de João Reis, pintor naturalista e de inspiração impressionista que seguiu em larga medida a tradição artística do pai, Carlos Reis. Com este quadro, o Museu Municipal passa a deter sete obras do autor, o que levou a investigadora responsável por este programa de distribuição de arte do Novo Banco, Ana Paula Correia, a lançar o desafio de se realizar finalmente uma investigação aprofundada sobre a obra do pintor.

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“Foi simultaneamente adulado e muito criticado”, constatou, uma vez que, não obstante as ideias, nunca se ter emancipado do pai. Tendo feito sobretudo retratos e paisagens, foi ao encontro de tudo o que é “intangível”, referiu, tal como a melancolia, a esperança, a solidão.

Já António Ramalho explicou aos presentes que este programa de distribuição de arte se desenrola desde janeiro e que se tem focado em obras que estavam de alguma forma descontextualizadas, “não tinham uma homogeneidade” dentro do conjunto artístico e que poderiam ganhar significado noutros espaços, expostas para a comunidade, em vez de permaneceram para usufruto de alguns “entre as quatro paredes”.

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“No Tejo” encontrava-se exposta, por exemplo, na sala do biombo, uma sala importante do Novo Banco, “onde se tomaram muitas boas e más decisões”, recordou.

“No Tejo” é um trabalho de João Reis, artista naturalista de tradição impressionista Foto: mediotejo.net

Neste momento há obras espalhadas por uma dezena de Museu nacionais e municipais de todo o país, mediante um trabalho de investigação que as integra em espaços museológicos de algum modo relacionados com o autor ou a temática da obra. “Este projeto engrandece e beneficia Torres Novas”, frisou, “mas também o Novo Banco”.

Luis Silva enalteceu a promoção da cultura fora dos grandes centros urbanos, como Lisboa e Porto, relembrando o forte investimento do Câmara Municipal de Torres Novas em equipamentos e iniciativas de índole cultural. “Podem ficar descansados, ela está em boas mãos”, garantiu.

O autarca mencionou ainda aos presentes que o município tem espaços para atividades como exposições e congressos.

João Reis nasceu em 1899 e concretizou nos anos 30 e 40 do século passado o seu auge a nível artístico. Morreu em 1982, tendo passado por vários géneros de pintura, mas permanecido na linha do naturalismo.

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