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Domingo, Setembro 19, 2021

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Torres Novas | Normas para arrendamento jovem no centro histórico não agradam à oposição

A Câmara Municipal de Torres Novas aprovou em reunião de executivo o programa do concurso “Grow Up”, destinado a arrendamento jovem em duas habitações situadas no centro histórico torrejano e reabilitadas pelo município. Os termos do programa não agradaram nem ao PSD, nem ao BE, que apontaram vários problemas aos critérios. Helena Pinto (BE) disse mesmo que este “um programa falhado”.

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No final de 2018, a Câmara Municipal de Torres Novas garantiu, em sede de discussão do orçamento municipal, que iria adquirir edifícios em ruínas no degradado centro histórico de Torres Novas para reabilitação e arrendamento a preços equilibrados. Em outubro de 2020, dois edifícios já estavam praticamente concluídos, num investimento de 330 mil euros do município, ficando-se a aguardar pelo regulamento.

A reabilitação para renda acessível no centro histórico foi uma das bandeiras do BE, que parecia assim ter concretizado um projeto via executivo socialista. No entanto, a discussão das normas de arrendamento esteve longe de reunir consenso.

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A renda foi ajustada aos preços do mercado, referindo-se que se situava em 450 euros. Mas o vice-presidente Luís Silva (PS) alertou que quem for habitar as casas vai usufruir de um desconto de 50% no primeiro ano, 40% no segundo, 30% no terceiro, 20% no quarto e 10% no quinto, tornando o montante mais acessível.

O primeiro a intervir foi António Nobre (PSD) que colocou várias dúvidas quanto aos termos do regulamento, nomeadamente como se contornavam possíveis situações de fraude na apresentação de rendimentos.

Já Helena Pinto (BE) criticou a renda estipulada, lembrando que o que se pretendia era renda acessível e o município não tinha que seguir os valores do mercado, devendo antes introduzir uma “moralização do mercado”.

Seguiram-se outras observações contra as normas, como o facto de pelo menos um dos dois residentes de cada habitação ter que trabalhar em Torres Novas. A vereadora considerava assim que, no tempo do digital, o programa “não vai servir os jovens”, falhando nos seus princípios originais. 

Não obstante as críticas, o presidente Pedro Ferreira (PS) defendeu o projeto, considerando o documento bem feito e manifestando a convicção que vão aparecer muitos jovens interessados neste arrendamento.

O BE acabou por votar contra e o PSD absteve-se, sendo o programa aprovado pela maioria socialista.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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