Torres Novas | Município recordou uma Guerra que Portugal quis esquecer (c/video)

O município de Torres Novas encerrou no domingo, 6 de maio, a exposição sobre a participação dos torrejanos na I Guerra Mundial, que esteve patente na Praça do Peixe. Depois do descerrar de uma placa de homenagem aos mortos na Grande Guerra no Monumento dos Combatentes, seguiu-se uma conferência dirigida pelo Coronel Luís Albuquerque, do Museu Militar.

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Coronel Luís Albuquerque explicou algumas das consequências da Guerra na sociedade portuguesa dos princípios do século XX Foto: mediotejo.net

“Portugal não ganhou nada, mas também não perdeu nada” na I Guerra Mundial (1914-1918), constatou o Coronel Luís Albuquerque à plateia reunida na Praça do Peixe. Depois do regresso dos soldados houve um grande esforço da I República em “esquecer”, numa guerra marcada pelo desastre de La Lys e onde pouco se fala dos milhares de mortos em África. O esforço por construir monumentos e preservar a memória do soldado desconhecido partiu sobretudo dos ex-combatentes ou da sociedade civil, alertou.

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O militar recordou as consequências da guerra, nomeadamente os cemitérios de guerra, os memoriais aos combatentes nos municípios, os soldados desconhecidos, a liga dos combatentes, o seu efeito para a ditadura militar e a construção do Museu Militar “É isto que nos resta da memória que nos cabe honrar de forma tão digna”, afirmaria.

Coronel Luis Albuquerque encerra exposição sobre I Guerra Mundial em Torres Novas

Publicado por mediotejo.net em Domingo, 6 de Maio de 2018

Na interação com o público, o Coronel constatou como alguns dos conflitos atuais ainda são consequências de uma guerra mundial mal resolvida, como os da Síria ou do Iraque. Lembraria ainda que, não obstante a má preparação dos soldados em La Lys, o ataque alemão de 9 de abril de 1917 teve tal intensidade que teria sido um desastre para qualquer país atacado.

A encerrar, o presidente da Câmara, Pedro Ferreira, referiu que nos vários anos que tem participado nas cerimónias do 9 de abril, “este ano foi diferente”. “Isto não pode realmente tornar a acontecer”, afirmou, salientando o quanto recordar a data aos políticos e às populações é importante.

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Cláudia Gameiro
Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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