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Domingo, Setembro 19, 2021

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Torres Novas | Município disposto a assumir obras de 785 mil euros para garantir que Escola de Polícia fica no concelho

O Colégio Andrade Corvo é o centro das negociações em curso entre a Diocese de Santarém, dona do edifício, o município de Torres Novas, que o arrenda, e a Polícia de Segurança Pública (PSP), que ali quer instalar um segundo pólo da sua Escola Prática de Polícia. A estrutura necessita de obras orçadas em 785 mil euros para adaptação e requalificação face às necessidades da PSP e o município parece disposto a assumir o encargo para garantir que a Escola de Polícia não sai do concelho nos próximos 14 anos.

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A proposta de protocolo com a PSP foi à reunião camarária de 9 de setembro, explicando o presidente Pedro Ferreira (PS) que se trata de dar continuidade ao acordo firmado em janeiro. Nessa altura, ficou acordado que a PSP passava a utilizar o espaço para as suas formações, ficando no entanto sem resposta quem ia arcar com as necessárias obras de reabilitação.

O espaço não pertence ao município mas ao Seminário da Diocese de Santarém, que tem arrendado a Torres Novas a fim deste fazer face a necessidades resultantes das obras em centros escolares. No entanto, segundo explicou Pedro Ferreira, a PSP tem preferido ter o município como intermediário, tornando-se subarrendatário do edifício e pagando 50 mil euros por ano à Câmara, que transferirá o dinheiro para a diocese. 

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O projeto da PSP para o espaço está estimado em 785 mil euros e inclui obras como a substituição da rede elétrica e reconversão de salas de aulas para camaratas. A proposta da polícia é que seja o município a arcar com a intervenção, mediante o compromisso de que a Escola Prática na sai do concelho. O município quer garantias desta fixação no território nos próximos anos.

A votação do tópico em nada fecha a negociação, admitiu o presidente, sendo antes um passo intermédio que visou trazer o assunto à discussão no executivo.

No debate, o vereador do PSD, João Quaresma de Oliveira, lembrou que o protocolo de janeiro já antecipava esta situação, texto que votou contra devido à redação “infeliz” do mesmo. Na época, como neste novo protocolo, o município tratava como seu o edifício que não o era, argumentou. Além disso, a previsão a 14 anos de utilização do espaço agora proposta em nada garante a fixação da Escola de Polícia pelo mesmo período, apontou, sendo que apenas a diocese parece ficar a ganhar com este negócio, uma vez que lhe reabilitam o edifício.

Considerando que não faz sentido votar este tópico a poucas semanas das eleições, e face aos argumentos expostos, acabou por votar contra.

Também Helena Pinto (BE) argumentou que não se estava a tomar nenhuma decisão concreta, sendo o tópico apenas “uma intenção de acordo”. Acabaria por abster-se.

O tópico acabou por ser aprovado pela maioria PS.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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