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Quarta-feira, Outubro 27, 2021

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Torres Novas | Município aprova por maioria orçamento de 39 milhões

O executivo municipal de Torres Novas aprovou por maioria, na reunião de 31 de outubro, o orçamento municipal e as grandes opções do plano para 2019, num valor global de 39 milhões de euros, mais oito milhões de euros do que o relativo a este ano. O PSD votou contra, e o Bloco de Esquerda absteve-se num orçamento que, não sendo seu, acabou por integrar questões que têm vindo a ser propostas pelo partido.

Segundo nota de imprensa da Câmara Municipal, o orçamento “identifica como prioritários investimentos em obras com candidaturas aprovadas por via do ITI – Investimentos Territoriais Integrados e do PEDU – Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (1ª fase) que irão beneficiar sectores primordiais como a educação, a saúde, o ambiente, a eficiência energética, a modernização administrativa, o património cultural e a reabilitação urbana, entre outros”.

No total estão contemplados 39.214.184 euros, mais cerca de oito milhões que no ano passado. “Em termos de equilíbrio financeiro, importa referir a redução progressiva do saldo dos empréstimos contraídos.De salientar um aumento nos subsídios institucionais às bandas filarmónicas de 150,00 euros/mês, passando de 350,00 para 500,00, prevendo-se, ainda durante o ano de 2019, uma proposta de aumento para os ranchos folclóricos e ARPE”, adianta a mesma informação.

O orçamento também inclui 50 mil euros destinados à limpeza do rio Almonda, “da nascente à foz, visando permitir uma maior visibilidade e fruição do mesmo, fruto também dos investimentos municipais efetuados nas suas margens”.

Estão ainda previstos mais de cinco milhões de euros de investimento na reabilitação do centro histórico. “As obras a levar a efeito permitirão uma maior atratividade ao nível residencial, propondo-se a aquisição ou reabilitação de, pelo menos, duas casas destinadas a habitação com rendas acessíveis e a regulamentar que, para lá dum dever de se preservar o património cultural e histórico dos locais, traça um caminho para a dinâmica socioeconómica da cidade, promovendo-a também turisticamente”, termina.

Em declaração política, o executivo PS considera que os documentos dão “consistência a uma estratégia perceptível e que num todo continua a defender valores sociais e culturais, qualidade de vida e que se agiganta na promoção do concelho”. Salienta ainda que “todos os partidos da oposição foram ouvidos e tem-se a consciência de que a maior parte das propostas apresentadas estarão contempladas neste Orçamento, tendo havido também um esforço e compreensão para tal”.

A bancada do PSD, encabeçada pelo vereador João Quaresma do Oliveira, votou contra o orçamento. Segundo refere a declaração política, “sendo opções politicas e estratégicas do Partido Socialista, algumas das quais merecem a nossa discordância, não se vislumbrando a ousadia e inovação que julgamos necessária para que o concelho de Torres Novas arranque de vez para o pelotão dos concelhos com uma das melhores qualidades de vida para viver, não podem tais documentos merecer o nosso voto favorável”.

Conforme explica, “o ano transato, por ser o primeiro do mandato, optámos pela abstenção. Hoje, mais conhecedores da realidade da Câmara Municipal, das necessidades do concelho, dos anseios da população, não podemos manter esta equidistância”.

Já o Bloco de Esquerda optou pela abstenção, realizando na sexta-feira, 2 de novembro, uma conferência de imprensa em que explicou esta tomada de posição. No seu regresso à vida municipal mais ativa, depois de um período de seis meses de ausência, a vereadora Helena Pinto explicou o seu voto pela inclusão de um conjunto de propostas do Bloco de Esquerda no orçamento.

“O orçamento espelha bem o esforço que temos feito ao longo dos anos”, afirmou a vereadora, “pela primeira vez desde que estamos representados o orçamento tem capacidade efetiva de resolver problemas”. Embora algumas das propostas não tenham a relevância que o partido consideraria pertinente, foi, por exemplo, introduzido o estudo das vias prioritárias a reabilitar e o município comprometeu-se a adquirir duas casas para reabilitação no centro histórico. Também foi introduzida uma verba para o rio Almonda, não obstante o valor ser reduzido, constatou. Ao todo, sete das 15 propostas do Bloco de Esquerda estão de alguma forma contempladas no orçamento.

“O PS tem todas as condições do ponto de vista do orçamento” para melhorar a vida dos munícipes, comentou a autarca, afirmando que “seremos exigentes” quanto à concretização destes objetivos.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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