Torres Novas | Movimento “P’la Nossa Terra” diz não haver interação entre Câmara e Freguesias

Movimento “P’la Nossa Terra” alugou um autocarro para visitar as freguesias do concelho de Torres Novas. Foto: mediotejo.net

Ainda não foi desta que o movimento autárquico “P’la Nossa Terra” assumiu a intenção de candidatura à Câmara de Torres Novas ou apresentou o seu cabeça de lista. Durante uma visita que o movimento realizou às 10 freguesias do concelho, no sábado, dia 19 de setembro, António Rodrigues, ex-presidente da autarquia torrejana e principal rosto daquele movimento, quando questionado sobre as futuras intenções em relação a uma eventual candidatura respondeu: “Não sei, sinceramente não sei, acho é caso mesmo para dizer, um dia de cada vez”. E uma eventual decisão ainda não será tomada este ano. “Nem pensar nisso”, garantiu o ex-autarca.

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Num autocarro alugado para o efeito, cerca de 25 elementos visitaram as freguesias de Assentis, Chancelaria, Meia Via, Pedrógão, Riachos, União das Freguesias de Brogueira, Parceiros de Igreja e Alcorochel, União das Freguesias de Olaia e Paço, União das Freguesias de Torres Novas (Santa Maria, Salvador e Santiago), União das Freguesias de Torres Novas (São Pedro), Lapas e Ribeira Branca e Zibreira.

Foi em Assentis, curiosamente a única freguesia que não é gerida pela PS, mas sim por uma lista independente, que o Movimento Autárquico “P’la Nossa Terra” fez uma pausa na visita para almoçar e prestar declarações aos jornalistas.

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À direita, o antigo Presidente da Junta de Assentis que apoia o movimento “a mil por cento”. Foto: mediotejo.net

“Apresentar as suas saudações e cumprimentos aos presidentes de Junta de Freguesia do concelho e, ao mesmo tempo, tentar perceber quais são as suas expectativas e ansiedades face ao futuro da sua freguesia” era o objetivo traçado.

António Rodrigues começou por dizer que não queria prestar declarações argumentando que era apenas um dos elementos daquele coletivo. Após insistência acabou por aceder limitando a uma pergunta a cada jornalista. Além do mediotejo.net estava representado o jornal O Almonda.

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“Nunca vi a Câmara (de Torres Novas) tão desprezada, não há interação Câmara – Freguesias e isso foi qualquer coisa que me deixou surpreendido e muito triste”, lamentou o ex-presidente da Câmara, depois de conversar com os presidentes de Junta de Riachos, Meia Via e União das Freguesias de Olaia e Paço, durante a manhã.

“Há aqui qualquer coisa que não me passa pela cabeça que esteja a acontecer em Torres Novas”, realçou, seguindo o seu discurso crítico em relação à atual gestão camarária socialista.

António Rodrigues, ex-Presidente da Câmara, é o principal rosto do movimento. Foto: mediotejo.net

Sem querer adiantar quaisquer compromissos com uma eventual candidatura à Câmara, referiu que, nesta fase, o importante é “fazer um debate sobre aquilo que é o concelho de Torres Novas, uma espécie de um fórum sobre o futuro da nossa terra e isso não tem de implicar que daqui saia qualquer tipo de candidatura”

“Queremos debater os assuntos da nossa terra, algo que é invulgar em Torres Novas, é tão simples quanto isso”, resumiu.

Na mesa, ao seu lado, estava José Cavalheiro Conde, que foi presidente da Junta de Freguesia de Assentis durante 20 anos. O ex-autarca disse ser amigo do atual presidente da Câmara, Pedro Ferreira (PS), mas, ressalvou: “não voto nele”. “Quem destrói o Pedro é o que está ao pé dele”, apontou. Quanto ao movimento “P’la Nossa Terra” disse apoiar “a mil por cento”.

Para Pedro Sardinha, um dos elementos que falou em nome do movimento, depois de visitar três freguesias, concluiu que “as pessoas sentem-se um pouco abandonadas e sós”. Prova disso é o facto de os três presidentes de Junta com quem tinham falado até então (Riachos, Meia Via e União das Freguesias de Olaia e Paço) terem todos anunciado a intenção de não se recandidatar.

Pedro Sardinha e Maria Zuzarte Reis, do movimento autárquico “P’la Nossa Terra”. Foto: mediotejo.net

“São autarcas cheias de iniciativa e de dinâmica, mas sentem que estão sozinhos e um pouco abandonados”, refere. Este “descontentamento” foi um dos pontos que os elementos do grupo registaram numa fase em que pretendem fazer o diagnóstico e “tomar o pulso” às freguesias do concelho.

“Houve dinâmicas que o concelho já teve no passado que neste momento pararam, não se percebe bem porquê”, faz notar Pedro Sardinha.

Realça que “o importante neste momento é criar o debate, ter uma perceção global daquilo que se passa no concelho e depois veremos se faz sentido ou não avançar”.

Na mesma linha, Maria Zuzarte Reis lembra que o movimento surgiu há quatro anos e considera “importante estar próximo dos habitantes não só da cidade como das freguesias”.

Depois destas primeiras visitas às freguesias, a intenção do movimento é fazer reuniões de trabalho com todos os presidentes de Junta e “delinear uma estratégia para o concelho que neste momento não tem”.

Cerca de 25 pessoas participaram na visita às freguesias. Foto: mediotejo.net

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