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Terça-feira, Setembro 28, 2021

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Torres Novas | Morreu Martinho “Ginete”, fundador do Rancho de Riachos

*atualizado às 19h16 de 16 de outubro de 2017 com horário do funeral

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Faleceu na manhã desta segunda-feira, 16 de outubro, aos 93 anos, Martinho Serra de Oliveira, mais conhecido por Martinho “Ginete”, um dos fundadores do Rancho Folclórico “Os Camponeses” de Riachos. A notícia foi deixada por Joaquim Santana, também fundador da instituição, na página de facebook do Rancho. “Nunca esquecerei a sua companhia que posso dizer «familiar» quase diária, que desde finais de dezembro de 1957 me acarinhou me entusiasmou me ajudou e acompanhou numa «PAIXÃO AMOROSA» que Nós dois desfrutamos ao longo destes quase sessenta anos”, escreve.

O funeral é esta terça-feira, 17 de outubro, pelas 11h30, na Igreja de Santo António, em Riachos.

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“Nós os dois Amigos uma vida ligados ao Rancho Folclórico «Os Camponeses» de Riachos, ao lado «UM DO OUTRO COMO DOIS GRANDES AMIGOS» que durante todo o tempo juntos, embora com «FEITIOS» completamente diferentes, nunca tivemos quaisquer problemas, percorremos todo o nosso País, quase toda a Europa e outras partes do Mundo, como Macau, Hong Kong e Cabo Verde, apenas com o «ORGULHO» de conseguirmos levar o Nosso Rancho de Riachos a toda a parte que foi possível.
Aqui fica os Meus agradecimentos, a Minha homenagem, o Meu «LOUVOR» ao Grande Homem que foi o «SENHOR MARTINHO SERRA DE OLIVEIRA» «O SENHOR MARTINHO GINETO»”, redigiu Joaquim Santana na manhã desta segunda-feira.

Martinho Serra de Oliveira nasceu a 28 de setembro de 1924, em Riachos, filho de um operário fabril e agrícola. A alcunha “Ginete”, refere a mesma mensagem de Joaquim Santana, vem-lhe de família. Tendo realizado apenas a 4ª classe, depressa começou a trabalhar nas lides agrícolas. Em 1939 entrou para a oficina da Fábrica Torrejana de Azeites, onde se manteve até 1945, ano em que foi trabalhar para as Oficinas dos Caminhos de Ferro Portugueses no Entroncamento.

“Trabalhador competente e disciplinado, acabou por fazer na C. P. um percurso deveras interessante. Primeiro como Operário Ajudante, depois Operário de 3ª. Classe, passando sempre com mérito e grande dedicação ao trabalho. Passou a Operário de 2ª. Classe, a Operário de 1ª. Classe e a seguir chefe de Equipa, depois a Chefe de Brigada e Contramestre. Ao fim de trinta e seis anos de trabalho na C. P., em 1981 atingiu a aposentação, ano em que deixou de ir diariamente ao Entroncamento”, continua a nota biográfica.

Joaquim Santana descreve o colega como um “autodidata”, que começou a aprender música com 15 anos e a tocar clarinete na Sociedade Velha Filarmónica Riachense. Passou ainda por outras bandas, nomeadamente em Torres Novas, Meia Via, Entroncamento, Golegã, Cartaxo, C. P. em Lisboa e Bombeiros Voluntários de Vila Nova da Barquinha.

Em 1957, juntamente com um grupo de jovens, daria início ao que se transformaria no Rancho Folclórico “Os Camponeses” de Riachos. Seria o responsável musical do Rancho, ocupando o cargo de vice-presidente durante 57 anos. Realizou 57 viagens ao estrangeiro. Retirara-se há três anos por motivos de saúde, tendo ficado com o título de “vice-presidente honorário”.

“O Seu interesse em conhecer cada vez mais, leva-o a fazer apontamentos de tudo o que ia vendo e que fosse de grande interesse para o Rancho de Riachos. Como exemplo e porque eram necessários ao Grupo, direi que nos Seus apontamentos existiam praticamente todas as fontes e parques onde se pudesse acampar, desde a Fronteira de Vilar Formoso até aos Pirinéus, pela velha Estrada que rasgava a Espanha e que hoje já não se usa, para estas grandes viagens que fazíamos por vários Países da Europa. Também dos Pirinéus até Paris pela velha Estrada Nacional Nº. 10 em França, na altura tão fatídica para muitos Emigrantes Portugueses a trabalharem neste País, os apontamentos do Sr. Martinho foram importantes para todos nós que percorremos estes caminhos imensas vezes de autocarro”, escreveu Joaquim Santana.

Fotógrafo amador, Martinho “Ginete” chegou a fazer uma exposição no Museu Agrícola de Riachos, em julho de 1995. Morre aos 93 anos.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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