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Segunda-feira, Outubro 18, 2021

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Torres Novas | Ministério do Ambiente quer que mercados diminuam o desperdício (c/video)

O Fundo Ambiental assinou na terça-feira, 20 de novembro, no Convento do Carmo, em Torres Novas, um conjunto de protocolos com os 22 vencedores da linha de financiamento à “Logística Descarbonizada e Economia Circular, para mercados tradicionais de frescos”. Trata-se essencialmente de investimento em projetos em municípios com menos de 50 mil habitantes, em torno do reaproveitamento do desperdício nos mercados tradicionais.

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Em Torres Novas o dinheiro vai ser investido de forma a tornar o Mercado Municipal mais sustentável: com sacos reutilizáveis, secadores de mãos elétricos e contentores com separação de lixos para os vendedores.

O objetivo do Ministério do Ambiente a longo prazo é investir em medidas mais amplas que promovam a diminuição da pegada de carbono através de mecanismos de economia circular, ou seja, de reaproveitamento do desperdício.

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O secretário de Estado Adjunto e da Mobilidade, José Mendes, explicou a ideia através da apresentação da trajetória de uma manga, desde que é apanhada no Peru até ser vendida num supermercado ou restaurante em Portugal. Nos 21 mil quilómetros do trajeto, pára em vários países, sendo transportada por avião e camião. Quando chega ao consumidor português está entre 20 a 40 vezes mais cara que o preço a que foi vendida no produtor.

Isto é a logística do carbono, ou seja, a pegada ambiental deixada pelo transporte de um simples bem alimentar.

Secretario de Estado da Mobilidade explica Fundo Ambiental – Logística descarbonizada em Torres Novas

Publicado por mediotejo.net em Terça-feira, 20 de Novembro de 2018

Para contrariar esta lógica, ainda que de uma forma muito preliminar, o Ministério do Ambiente, através do Fundo Ambiental, decidiu investir em projetos que promovam a reaproveitamento de desperdícios em mercados tradicionais de frescos, com um olhar especial sobre os Mercados Municipais. Concorreram 45 projetos e foram aprovados 22, com financiamento a 90%.

Desde embalagens mais sustentáveis, a veículos de duas rodas para a micrologística, cabazes com excedentes que estão em fim de validade, hortas verticais, compostagem, apareceu de tudo um pouco, enumerou.

“Há todo um conjunto de projetos que acho que são emblemáticos”, frisou, que surgem como o primeiro passo para dar espaço a projetos “mais musculados” que contrariem as tendências da globalização e da logística com altos níveis de carbono. Afinal “é hoje inequívoco (…) que a economia circular é economicamente atrativa” e “tecnicamente viável”, trazendo benefícios ambientais.

Também presente na sessão, o Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, manifestou-se orgulhoso com as potencialidades do Fundo Ambiental, adiantando que o seu montante foi quase triplicado para 2019, atingindo os 397 milhões de euros.

Mercado de Torres Novas vai tornar-se mais sustentável até final do ano Foto: mediotejo.net

O responsável constatou que existem à volta dos Mercados Municipais todo um conjunto de problemas, como poluição, carências de eficiência energética ou logística carbonizada, pelo que estes nichos têm potencial para desenvolver projetos de economia circular e combate à poluição.

“Não podemos fazer de conta que vamos ter matérias primas para sempre”, constatou, pelo estes são os primeiros passos para se fazer um combate ao desperdício.

Cada projeto teve um patamar máximo de financiamento de 50 mil euros, totalizando-se mais de 850 mil euros de financiamento.

“São projetos muito diferentes”, adiantou o Ministro do Ambiente ao mediotejo.net. Desde veículos elétricos para distribuição de produtos dentro do mercado ou centrais de compostagem para fruta que já não será vendida, há propostas variadas que no próximo ano vão tornar estes mercados tradicionais de frescos mais sustentáveis.

“O mercado, ainda que maneira informal, é um excelente espaço de educação ambiental”, defendeu o responsável, frisando que as candidaturas foram aprovadas pelo mérito.

Em Torres Novas compareceram representantes de municípios de média e pequena dimensão, como Portalegre, Proença-a-Nova, Tábua, Tondela ou Arcos de Valdevez, sendo o concelho torrejano o único da subregião do Médio Tejo a ser contemplado com financiamento. Segundo informação dos serviços municipais, apenas parte da candidatura, por razões de natureza sobretudo burocrática, foi aprovada, tendo o município tentado tornar o Mercado Municipal mais sustentável.

Até final do ano, foi avançado ao mediotejo.net, o Mercado de Torres Novas será equipado com secadores de mãos elétricos, novos contentores para separação dos lixos e sacos reutilizáveis.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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